Com audiodescrição e closed caption, os filmes serão exibidos em quatro sessões: duas no CineSesc e duas no CCSP. No dia 31, o festival também promove uma mesa redonda sobre acessibilidade no audiovisual com Sidney Tobias de Sousa, Estela Laponni e Thaís Ortega.

Em cartaz até o dia 02 de setembro em seis salas de cinema da capital paulista, o 29º Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo tem uma programação especial voltada a pessoas com deficiência, apresentando filmes com recursos de acessibilidade – audiodescrição e closed caption – e uma mesa redonda sobre a acessibilidade no audiovisual.

No dia 30 de agosto, quinta-feira, o CineSesc recebe duas sessões acessíveis. A primeira, às 15h, traz os mesmos curtas que foram selecionados para a cerimônia de abertura do Festival (dia 22). Entre eles, estão dois brasileiros. “Guaxuma”, de Nara Nomande, que acaba de ganhar o prêmio de Melhor Curta-Metragem no Festival de Gramado, conta a história de duas meninas que cresceram juntas em uma praia e foram inseparáveis. Já “O Órfão”, de Carolina Markowicz (São Paulo), é inspirado em fatos reais e trata de Jonathas, um garoto que é adotado, mas é devolvido logo depois, por ser diferente dos outros. Com Clarisse Abumjara no elenco, o curta estreou na “Quinzenda do Realizadores” em Cannes e conquistou o Queer Palm, prêmio para filmes com temática LGBT.

Às 17h30, o cinema exibe curtas do programa Diferente como Todo Mundo, a respeito de pessoas com deficiência. Um deles é “Profanação”, de Estela Lapponi, sobre cinco artistas – um surdo, dois com baixa visão, um cadeirante e um periclitante –, que se encontram para responder perguntas do que há de bom e de ruim em ser o que são.

No dia 31, sexta-feira, as sessões acessíveis serão realizadas no Centro Cultural São Paulo (CCSP), às 15 e às 19h, apresentando a mostra especial 70 Anos da Declaração dos Direitos Humanos. Celebrando o aniversário da carta transformadora da sociedade mundial, reúne 12 curtas brasileiros (6 em cada sessão) de diferentes épocas e diretores, abordando temas como o direito à vida e à liberdade.

Entre os selecionados está “O Dia em que Dorival Encarou a Guarda”, de José Pedro Goulart e Jorge Furtado, vencedor dos festivais de Gramado e Havana em 1986. O personagem enfrenta tudo e todos para conseguir o que quer: tomar um banho dentro de uma prisão militar.

A programação é gratuita e classificação indicativa dos curtas é 16 anos.

ACESSIBILIDADE NO AUDIOVISUAL EM DEBATE
Também no dia 31 de agosto, no CCSP, acontece a mesa redonda “A Acessibilidade Comunicacional no Audiovisual: Importância, Ferramentas e a Consolidação do Mercado Acessível”. Aberto ao público, o evento, das 17h às 19h, terá mediação de Sidney Tobias de Souza, consultor de Acessibilidade Digital e Comunicação Inclusiva da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo, e a participação de Estela Lapponi, performer e videoartista paulistana que tem como foco de pesquisa o discurso cênico do corpo com deficiência, o relacional com o público, trânsito entre as linguagens cênicas e visuais, e Thaís Ortega, coordenadora de Acessibilidade na ETC Filmes, empresa que atua há 13 anos no mercado de audiovisual com soluções para distribuição e veiculação de filmes.

FESTIVAL DE CURTAS
Dirigido por Zita Carvalhosa e organizado pela Associação Cultural Kinoforum, o Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo chega à sua 29ª edição.  Com o tema “Em Busca do Tempo de Agora”, apresenta 323 filmes, de 53 países, destacando produções pautadas em questões do presente, no Brasil e no mundo: deslocamentos humanos, comunicação digital, política, identidade, negritude, feminismo, memória e sexualidade.

A programação é dividida em três partes. As mostras principais Internacional, Latino-Americana e Programas Brasileiros revelam um panorama do cinema atual. Na seleção estão curtas como “Essas Criaturas Todas”, de Charles Williams, da Austrália, que recebeu a Palma de Ouro em Cannes; “Três centímetros”, de Lara Zeidan, do Reino Unido, vencedor do Teddy Bear em Berlim; “Negra Sou”, de Laura Bermúdez,  primeiro filme de Honduras a participar do Festival; e o brasileiro “O Órfão”, de Carolina Markowicz, que é inspirado em fatos reais e conta a história de Jonathas, que é adotado, mas é devolvido logo depois, por ser diferente dos outros garotos, tendo conquistado o Queer Palm, prêmio para filmes com temática LGBT.

Os Programas Especiais têm atrações já tradicionais do festival, como a Mostra Infantojuvenil e a Quinzena dos Realizadores, além de novidades a cada edição. Entre elas estão “70 Anos da Declaração dos Direitos Humanos”, que celebra a carta transformadora da sociedade mundial com 12 curtas brasileiros de diversas épocas; “A Juventude de Herzog e Wenders”, com os primeiros filmes realizados pelos dois diretores alemães; e “Cavideo: 21 anos em 21 curtas”, que relembra a trajetória da produtora, distribuidora e uma das últimas locadoras de vídeo no país, comandada por Cavi Borges.

Nas Atividades Paralelas estão debates e workshops, como o Curta & Mercado – Encontro de Profissionais sobre a Comercialização de Conteúdos Audiovisuais de Curta Duração; e os Kinoforum Labs, laboratórios para projetos audiovisuais, com profissionais atuantes no mercado, como a diretora Juliana Rojas, a produtora Debora Osborn, o diretor Jeferson De e a produtora e consultora francesa Dominique Welinski.

29º FESTIVAL INTERNACIONAL DE CURTAS-METRAGENS DE SÃO PAULO
Programação: 23 de agosto a 02 de setembro de 2018 – Entrada gratuita
Locais: MIS, CineSesc, Cinemateca Brasileira, Espaço Itaú Augusta, Cinusp, CCSP e Circuito Spcine de Cinema.
Co-realização: Sesc SP, Spcine, Ministério da Cultura (edital FSA e Lei de Incentivo à Cultura), Superfilmes, MIS, Cinemateca Brasileira, Secretaria de Estado da Cultura (Proac ICMS).
Patrocinio: Apsen e Sabesp
Informações: www.kinoforum.org/curtas / www.facebook.com/kinoforum

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