Essa é mais uma daquelas histórias que aquecem o coração da gente. Um australiano aprendeu língua de sinais para conversar com seu amigo surdo, nos dando uma lição sobre pertencimento e generosidade.

Com apenas 11 anos, Rossi Kelly notou que Isam Gurumg tinha dificuldades para se enturmar e resolveu fazer algo para ajudá-lo.

Ambos são alunos do sexto ano na Amaroo Primary School em Canberra, na Austrália. Tímido e com audiência auditiva, Gurumg frequentava uma escola especializada em Sydney. Ao mudar de cidade, ha um ano atrás, foi parar na unidade regular e passava bastante tempo solitário, além de faltar algumas vezes, o que chamou a atenção de Kelly.

Em reportagem do canal ABC News, ele contou que a amizade começou por meio de bilhetes. “Começamos escrevendo notas um ao outro e eu decidi que não era muito eficiente, pois sempre havia um atraso”, explicou. No caso, o atraso seria por situações cotidianas que exigem a rapidez de uma conversa, como por exemplo mostrar um pássaro. Até o amigo ver o bilhete e olhar para o animal, já teria voado.

Diante disso, não houve outro jeito a não ser entrar de vez no universo de Gurumg. Então Kelly tratou de aprender Auslan, a língua de sinais australiana. Ele disse que em um ou dois meses já sabia o básico, graças a ajuda de Gurumg e do intérprete da escola. “É fácil aprender, mas você tem que aprender muitos sinais diferentes, então leva um longo tempo e eu não aprendi tudo ainda”, contou ao Canberra Times.

Assim nasceu uma amizade e os dois passaram a brincar, sair, jogar e passear juntos, enquanto o garoto surdo também se sentiu integrado socialmente dentro do colégio. O gesto de Kelly fez com que ele ganhasse até um prêmio de humanidade da Fred Hollows Foundation, por conta da indicação da professora Sarah Middleton. “As crianças ganham prêmios para o esporte e seu material acadêmico, mas eles não recebem prêmios por ser um garoto ou garota realmente legal. Nós estávamos realmente tentando incentivar crianças e jovens a pensar nos outros”, contou Gabi Hollow, diretora e uma das fundadoras da instituição.

Confira abaixo a reportagem da ABC News, em inglês:

Fonte: Razões para Acreditar – Terra

Comentários no Facebook