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O Cefet/RJ Petrópolis promoverá a “Oficina de Aquarela: encontros interculturais entre surdos e ouvintes” nas duas próximas quartas-feiras (7 e 14 de outubro), das 16h30 às 18h30. A atividade propõe uma experiência artística coletiva, utilizando a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio de interação entre pessoas surdas e ouvintes.

A oficina é voltada para pessoas surdas com 18 anos ou mais. As inscrições serão realizadas presencialmente, no local e no horário da atividade.

Promovida pelo projeto de extensão Caminhos Interculturais: o entrelaçar das culturas surda & ouvinte, a oficina terá carga horária total de quatro horas, distribuídas em dois encontros presenciais. Os participantes terão contato com técnicas básicas de pintura em aquarela, com exploração de cores, misturas, pinceladas e possibilidades de composição artística.

Além do aprendizado de técnicas de pintura, a atividade busca criar um espaço acessível de convivência e troca de experiências, valorizando as diferentes identidades linguísticas e culturais. As orientações e interações serão mediadas pela Libras, favorecendo a comunicação, a colaboração e a aproximação entre participantes surdos e ouvintes.

Libras e acessibilidade

A Língua Brasileira de Sinais é um dos principais instrumentos de acessibilidade para a comunidade surda no Brasil. Reconhecida oficialmente como meio legal de comunicação e expressão, a língua permite que pessoas surdas tenham maior autonomia e participação em diferentes espaços da sociedade, incluindo ambientes educacionais, culturais e de convivência.
Nesse contexto, iniciativas que utilizam a Libras como ferramenta de interação contribuem para ampliar a participação de pessoas surdas em atividades que, muitas vezes, podem apresentar barreiras de comunicação. A oficina do Cefet/RJ Petrópolis busca criar um ambiente em que surdos e ouvintes possam compartilhar uma experiência artística com a comunicação acessível como parte da atividade.

Língua Brasileira de Sinais

Apesar de ser utilizada por meio de gestos e movimentos das mãos, a Libras não é uma simples tradução do português para sinais. Trata-se de uma língua com estrutura gramatical própria, utilizada principalmente pela comunidade surda brasileira e que também envolve expressões faciais e corporais na construção dos significados.

A Libras também está diretamente relacionada à identidade e à cultura da comunidade surda. Por isso, seu uso em espaços de educação, cultura e lazer representa não apenas uma forma de facilitar a comunicação, mas também de reconhecer diferentes formas de expressão e participação social.

Na oficina, a língua será utilizada como meio de interação entre os participantes durante os encontros. A proposta permite que a comunicação faça parte da própria experiência artística, aproximando surdos e ouvintes enquanto eles aprendem técnicas de aquarela e desenvolvem suas próprias produções.

Fonte: O Dia

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