21 maio/2022

Prefeitura de Arapiraca abre inscrições para os cursos de Libras

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Acessibilidade e interação social!

ALAGOAS – A Prefeitura de Arapiraca, por meio da Secretaria Municipal de Educação e Esporte, está com inscrições abertas para os cursos de Libras I, II e III, e Libras Kids.

As matrículas estão sendo realizadas no Centro de Atendimento às Pessoas com Surdez (CAS), localizado na Escola de Ensino Fundamental Hugo José Camelo Lima, na Praça Luís Pereira Lima, no Centro.

Os interessados deverão comparecer ao local munidos de original e cópia de documento de identificação com foto, CPF e comprovante de residência.

O início das aulas acontecerá a partir da próxima segunda-feira (23) nos seguintes horários:

– Libras I – 6 turmas – segunda, terça e quarta-feira – matutino e vespertino;
– Libras II – 4 turmas – quarta e quinta-feira – matutino e vespertino;
– Libras III – 2 turmas – sexta-feira – matutino e vespertino;
– Libras Kids – 2 turmas – segunda-feira – matutino e vespertino.

Fonte: Prefeitura de Arapiraca

Nova escola para surdos em Caxias do Sul será em área cedida pelo município na Rua Plácido de Castro

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Vereador Rafael Bueno revelou local durante sessão da Câmara nesta quarta-feira (18/05)

Um terreno do município na Rua Plácido de Castro, próximo à Sociedade dos Surdos, no bairro Exposição será o local da construção de uma nova escola para surdos em Caxias do Sul. Conforme o vereador Rafael Bueno (PDT) na sessão da Câmara desta quarta-feira (18/05), esse era o aval que faltava para o governo federal garantir verbas para a obra que receberá a nova Escola Helen Keller e foi dado pelo prefeito Adiló Didomenico (PSDB). O projeto será encaminhado ao Ministério da Educação (MEC) pela Secretaria Municipal da Educação. Bueno foi quem intermediou uma reunião entre representantes do MEC e da direção da Helen Keller com o prefeito Adiló, no começo do mês, quando tudo começou a ser encaminhado.

A notícia para a comunidade surda começou a ser articulada na manhã do dia 6 de maio. Diretores da área de Políticas Educacionais Bilíngue de Surdos, órgão vinculado ao MEC, visitaram a Escola Helen Keller e perceberam uma grande possibilidade de a escola sair de onde está, uma área cedida no bairro Cruzeiro, e ir para uma sede própria. Estiveram no gabinete do prefeito Adiló Didomenico a diretora do órgão, Crisiane Bezbazzi, e o assessor Abimael da Silva Pereira. Também compareceram, pela Helen Keller, Silvana Vencato, diretora do Ensino Médio, pelo Estado; e Natasha Perazzolo, diretora do Ensino Fundamental, pelo município. As duas unidades escolares funcionam no atual prédio, atendendo 54 surdos.

A nova escola deverá contar com mobiliários, equipamentos especiais, quadras, salas específicas e até mesmo piscina, apoio tecnológico e investimentos nos professores. Porém, é só com o documento escriturado de uma sede própria que a Helen Keller poderá receber efetivamente esse projeto. Enquanto estiver ocorrendo a mudança de local, o MEC se compromete a dar suporte pedagógico à escola, aos professores, aos alunos e aos demais funcionários.

Fonte: Tua Rádio

Professor de Alfenas ensina cão a responder comando em Libras

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O cão, de 10 meses, responde aos comandos do tutor, que dá aulas de Libras.

Uma notícia diferente repercutiu essa semana. Um cão, de um morador de Alfenas, tem sido ensinado a responder a comandos em Libras, a Língua Brasileira de Sinais. O fato chamou a atenção nas redes sociais após o professor de Libras, Benicio Bruno, postar um vídeo em que se comunica com seu pet na linguagem de sinais.

O cão, chamado Victor Hugo, entende os comandos e ajuda o dono, que é surdo, no dia a dia. E um dos momentos, o animal fica animado após o tutor sinalizar que vai passear.

Benício ensina Libras na Unifal (Universidade Federal de Alfenas) e relatou, à Rádio Itatiaia, que a forma de comunicação ocorreu de um jeito natural. “Comecei a pesquisar sobre cachorros que aprenderam libras e decidi ensinar. Ele aprendeu bem rápido”, disse.

O professor disse ainda a emissora de Belo Horizonte que não esperava uma reação tão positiva ao vídeo, mas ficou feliz com o resultado.

Fonte: Alfenas Hoje

Afegãos surdos vão solicitar permanência no Brasil após participarem das Surdolimpíadas

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Delegação do Afeganistão para os Jogos foi formada por três pessoas

Encerrada neste domingo (15), a 24ª edição das Surdolimpíadas oportunizou a chance de atletas de 77 países mostrarem o seu melhor em 20 modalidades. Para a maioria deles, os 15 dias de competições também deu a oportunidade de abrir os olhos à inclusão da comunidade surda na sociedade. Mas para outros, a vinda a Caxias do Sul também representou a possibilidade de sair do seu país de origem e recomeçar a vida em um local de paz.

Ainda durante a realização da Surdolimpíadas, um cubano abandonou sua delegação e, com a ajuda de um caxiense, embarcou para outra cidade do sul do país. Ao fim dos Jogos,  a demanda por acolhimento humanitário já chegou ao setor jurídico do Centro de Acolhimento ao Migrante de Caxias do Sul.

O advogado Adriano Pistorello confirma que foi consultado para auxiliar na permanência de duas pessoas vindas do Afeganistão. O desejo dos afegãos foi levado por Pistorello também a Policia Federal, que deverá receber os estrangeiros na tarde desta segunda-feira (16).

Para estrangeiros que correm o risco de ter seus direitos violados em seu país de origem há duas possibilidades, o pedido de refúgio amparado pela ONU e que hoje protege cidadãos vindos da Venezuela, Ucrania, Síria e Afeganistão, e o Acolhimento Humanitário. O trâmite do primeiro, para ser considerado refugiado aos olhos do governo brasileiro, demora de três a quatro anos para ser concluído.

A outra opção, o Acolhimento Humanitário, é previsto em uma portaria nacional. Esse modelo não prevê proteção, acolhe também haitianos, e pode ser liberado em até 40 dias. Os dois dispositivos dão a possibilidade do estrangeiro criar um CPF e uma carteira de trabalho.

 — Nós conseguimos fazer todo o processo de que eles estejam regulares no território nacional, e depois eles vão ter que ter o apoio de alguém que os ampare nesse processo de instalação — explicou Pistorello

Ainda segundo o advogado, afegãos já foram acolhidos na Serra Gaúcha após o Talibã assumir o poder do país no Oriente Médio. Um grupo de cerca de 20 pessoas está em Garibaldi.

Fonte: Pioneiro Esportes

Mulheres surdas vítimas de violência terão atendimento em Libras no RJ

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A partir de agora, todas as mulheres surdas, vítimas de violência, poderão contar com atendimento de um intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) em repartições estaduais do Rio de Janeiro. A lei foi sancionada pelo governador Cláudio Castro e já está no Diário Oficial do Estado.

A medida é válida para órgãos da administração direta ou indireta do Rio de Janeiro e atualiza legislação de 2001, que já assegurava às pessoas surdas o direito de serem atendidas nas repartições públicas fluminenses por funcionário apto a comunicar-se por meio de Libras, independentemente se do sexo masculino ou feminino. A lei é de autoria da deputada Dani Monteiro e do deputado Waldeck Carneiro, que fala dos principais obstáculos enfrentados por essas mulheres.

Todos os órgãos que atuam com acolhimento, encaminhamento ou recebimento de denúncias dessas vítimas, como as Delegacias Especializadas em Atendimento à Mulher, deverão ter o profissional de Libras, preferencialmente do sexo feminino, para auxiliar as mulheres vítimas de violência durante o atendimento, que deve ser direcionado.

Fonte: Agência Brasil

Guarujá vai contratar 25 intérpretes de Libras para auxiliar alunos surdos da rede municipal

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Cidade conta com 34 alunos com deficiência auditiva em oito escolas.

A Prefeitura de Guarujá, no litoral de São Paulo, informou que vai contratar 25 intérpretes de Libras para a rede municipal de ensino, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Seduc). A princípio os profissionais vão auxiliar no ensino de 34 alunos com deficiência auditiva já matriculados em em oito escolas.

As Organizações da Sociedade Civil (OSCs) interessadas em prestar o serviço terão até 10 de junho para apresentar a devida documentação à Seduc.

A prefeitura já publicou em Diário Oficial a abertura do chamamento público. O secretário interino de Educação de Guarujá, Walter Fernandes Sório, explica que o processo se faz necessário, porque a organização que prestava o serviço desde 2018 alegou desinteresse em continuar.

“Nosso objetivo é que até o final de junho possamos iniciar a contratação da nova organização e fazer o devido atendimento aos nossos alunos deficientes auditivos de ensino fundamental (I e II). Eles se somarão aos professores especialistas em deficiência auditiva e instrutores de libras, que temos na rede municipal de ensino”, pontuou.

O edital já está disponível para consulta no site da prefeitura ou na sede da Seduc, que fica no Paço Raphael Vitiello, s/nº, Avenida Santos Dumont, 640, 1º andar, no bairro Santo Antonio.

Fonte: G1

Nova lei estabelece diretrizes para a criação de escolas bilíngues em Libras e língua portuguesa

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Projeto de lei tinha sido vetado pelo ex-prefeito Alexandre Kalil (PSD), mas veto foi derrubado pela Câmara Municipal.

MINAS GERAIS – Foi publicada nesta quarta-feira (12) uma lei municipal que estabelece diretrizes para a criação de escolas bilíngues em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e língua portuguesa na rede municipal de educação de Belo Horizonte.

Hoje existem 103 estudantes totalmente surdos e 114 com deficiência auditiva matriculados em todas as escolas da Rede Municipal, segundo a prefeitura.

A nova lei é originária de um projeto de autoria da vereadora Professora Marli (PP). O texto foi aprovado em segundo turno pela Câmara Municipal em fevereiro, mas integralmente vetado em março pelo ex-prefeito Alexandre Kalil (PSD), que alegou “inconstitucionalidade” e “contrariedade ao interesse público”.

Segundo Kalil, “a política de atendimento aos estudantes surdos nas escolas municipais garante a inclusão em classes regulares”. No entanto, no início deste mês, os vereadores derrubaram o veto do ex-prefeito.

A lei considera bilíngues as escolas “em que a Libras e a modalidade escrita da língua portuguesa sejam utilizadas como línguas de instrução no desenvolvimento de todo o processo educativo do aluno surdo”.

A legislação determina que essas escolas devem garantir o ensino de Libras como primeira língua, e o de língua portuguesa, na modalidade escrita, como segunda língua. A criação das instituições deve observar uma série de outras diretrizes, como:

  • atendimento prioritário a aluno surdo, surdo-cego, filho de pais surdos ou surdos-cegos e familiar de surdo ou surdo-cego;
  • disponibilização de professores bilíngues, tradutores e intérpretes de Libras, guias-intérpretes e professores de Libras, prioritariamente surdos;
  • disponibilização de equipamentos, recursos didáticos e tecnologias que viabilizem o acesso à comunicação, à informação e à educação;
  • garantia de participação do aluno e da família no processo de tomada de decisão;
  • respeito ao direito de opção da família ou do próprio aluno pela escola bilíngue.

A lei vai entrar em vigor 45 dias após a publicação.

O que diz a prefeitura
Procurada para se posicionar, a Prefeitura de Belo Horizonte disse que está em estudo o plano para colocar a lei em prática. Veja a seguir:

“A Secretaria Municipal de Educação está elaborando o plano para adequação aos preceitos da nova Lei. Está em estudo se será por meio da implantação de uma Escola Bilíngue ou de Classes bilíngues em Escolas Polos da Rede. São vários elementos que precisam ser observados tais como: custo financeiro de cada proposta, identificação dos professores bilíngues na rede, entre outras providências.

Atualmente, são 103 estudantes totalmente surdos e 114 estudantes com deficiência auditiva, matriculados em todas as escolas da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte.

A Secretaria Municipal de Educação tem como ações na educação dos estudantes surdos:

  • Instrutores de Libras para o ensino aos estudantes surdos e ouvintes, nas salas de aula, no Atendimento Educacional Especializado – AEE e no Programa Escola em Tempo Integral;
  • Tradutores e Intérpretes de Libras/Português atuando como mediadores da comunicação em Libras/Português e Português/Libras, nas salas de aula e em eventos escolares ( esporte, lazer, cultura, oficinas de artes, reunião com famílias, Assembleia Escolar, Colegiados e outros);
  • O Projeto de Disseminação da Libras com a oferta de oficina de Libras para toda comunidade escolar e a oferta de formação para professores da Rede Municipal de Educação, com início em maio contendo a concepção Teórica da Educação Bilíngue Libras/Português e Escola Bilíngue de surdos.”

Fonte: G1

Órgãos públicos de MT terão que oferecer funcionário com conhecimento em Libras, determina Projeto de Lei

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Proposta do deputado Paulo Araújo tem por objetivo reduzir as barreiras na comunicação que impedem as interações sociais das pessoas com deficiência.

Repartições públicas e empresas concessionárias de serviços públicos poderão ser obrigados, a disponibilizar pelo menos um funcionário com conhecimento em Língua Brasileira de Sinais (Libras). É o que estabelece o Projeto de Lei n° 453/22, que está em tramitação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

A proposta do deputado estadual Paulo Araújo (Progressistas) leva em conta que 8,4% da população brasileira acima de dois anos, o que representa 17,3 milhões de pessoas, tem algum tipo de deficiência, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa detalha que 3,4% dos brasileiros possuem deficiência visual; e 1,1%, deficiência auditiva. Já 1,2%, ou 2,5 milhões de brasileiros, tem deficiência intelectual.

Para o parlamentar, a oferta de Libras nos órgãos públicos reduz as barreiras na comunicação que impedem as interações sociais das pessoas com deficiência.

“A presente proposição tem por objetivo possibilitar a inclusão das pessoas com deficiência auditiva, garantindo-lhe sua comunicação nos órgãos públicos estaduais de Mato Grosso, pois parte-se do pressuposto que a inclusão só acontece de forma plena quando estes sujeitos estão inseridos em todo o contexto de participação social. Além do mais, é necessário colocar em pratica a lei acima referenciada, dando-lhes condições de inclusão através da comunicação adequada à sua condição física, respeitando suas individualidades”, defendeu Paulo Araújo.

O autor do projeto ressalta ainda que considera a proposta essencial por garantir atendimento inclusivo à pessoa com deficiência. “A inclusão da língua de sinais na esfera pública contribuirá para a qualidade de vida dos surdos, garantindo o direito básico constitucional da comunicação, informação e instrução aos deficientes auditivos. Essa modalidade linguística para as pessoas surdas é o instrumento essencial para o exercício dos direitos de cidadania, pois lhe confere oportunidade de participação social em igualdade de condições com as demais pessoas”, concluiu Araújo.

A proposição foi apresentada na sessão ordinária do dia 4 de maio.

Fonte: Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso

IFRN abre inscrições para curso de Libras Básico

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Campus Parnamirim do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) oferta 20 vagas para o curso de Libras Básico. As vagas são limitadas e destinadas à comunidade interna e externa do IFRN.

O curso será realizado às quartas-feiras, das 7h30 às 10h50, e contará com a docência da professora Rayanna Evellin, aluna do curso de Letras – Libras, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Inscrições

As inscrições devem ser realizadas virtualmente, através do preenchimento de formulário eletrônico. As pessoas interessadas terão das 9h do dia 9 às 13h do dia 15 de maio para realizarem suas inscrições. As vagas são limitadas e a ordem de inscrição definirá os 20 selecionados.

Curso de Formação Inicial e Continuada

O curso de Libras Básico faz parte da grade de oferta de cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) pelo IFRN. Os cursos FIC têm curta duração, são ofertados em todos os campi do Instituto e objetivam qualificação de trabalhadoras e trabalhadores do Rio Grande do Norte.

 Acesse

Formulário eletrônico para inscrições

Fonte: Instituto Federal de Rio Grande do Norte

UFR contrata tradutor(a)/intérprete da língua brasileira de sinais

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A Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Estudantis (PROEXA), da Universidade Federal de Rondonópolis, torna público o Processo Seletivo Simplificado destinado à contratação por tempo determinado, para o cargo de tradutor/intérprete da língua brasileira de sinais – Libras/Temporário, com vista à contratação temporária de profissionais técnicos especializados em língua brasileira de sinais, de nível superior, por tempo determinado, para atender às necessidades temporárias de excepcional interesse público.

Conforme o edital do processo seletivo, os requisitos exigidos para se candidatar à vaga é possuir “bacharelado em Letras-libras; Licenciatura em Letras com Especialização em Tradução e Interpretação em Libras/Português/Libras; Licenciatura em Letras com Certificação de Proficiência em Tradução e Interpretação; ou curso superior em licenciatura com Especialização em Tradução e Interpretação em Libras/Português/Libras; ou curso superior em licenciatura com Certificação de Proficiência em Tradução e Interpretação de Libras”.

As inscrições são gratuitas e acontecem entre os dias 23 e 26 de maio por meio do Sistema Eletrônico de Informações (SEI-UFR). O cronograma completo com as datas e horários, a documentação necessária e instruções importantes para realizar a inscrição encontram-se no edital de abertura de processo seletivo ao final desta publicação.

Para mais informações, é possível entrar em contato com a equipe da Gerência de Inclusão e Diversidade por meio do contato [email protected].

EDITAL_INTERPRETE_UFR

Fonte: Universidade Federal de Rondonópolis – UFR

Surdolimpíadas: 258 ucranianos deixam país antes da guerra para participar do evento no Brasil

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São mais de 4 mil atletas de 77 países reunidos em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, para a primeira edição das Surdolimpíadas na América Latina. A Ucrânia tem a maior delegação estrangeira e lidera o quadro de medalhas.

Duzentos e cinquenta e oito atletas deixaram a Ucrânia antes de a guerra começar para disputar as Surdolimpíadas no Brasil.

São mais de 4 mil atletas de 77 países reunidos em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, para a primeira edição das Surdolimpíadas na América Latina.

“Eu tenho muito orgulho de estar aqui, porque o Brasil não sabe que tem a Olimpíada de surdo. E agora nós podemos mostrar nosso valor”, diz o nadador brasileiro Guilherme Maia.

Por não terem limitação motora, os surdos não participam das Paralimpíadas. Por isso, contam com uma competição própria, que existe desde 1924.

Gestos e o uso de luzes, como no taekwondo e na natação, são fundamentais para a comunicação. No futebol, o árbitro principal carrega uma bandeira para sinalizar as decisões.

“Gesticular bastante com ela, bastante olho no olho com os atletas, porque eles acabam entendendo o que a gente está querendo passar para eles”, explica o árbitro de futebol Francisco Soares Dias.

A competição vai até domingo (15). A Ucrânia lidera o quadro de medalhas, com 42 ouros, 25 a mais que os Estados Unidos, segundo colocado. O Brasil tem quatro medalhas de bronze.

A Ucrânia tem a maior delegação estrangeira da Surdolimpíadas: são 258 atletas que se dividem entre a disputa por medalhas e a angústia de acompanhar de longe a guerra contra a Rússia.

“Meu sentimento é de felicidade, mas de tristeza ao mesmo tempo”, disse o goleiro Dmytro, da seleção ucraniana de futebol.

O time deixou o país antes de a guerra começar, e Dmytro ficou sabendo dos primeiros ataques pelo filho, de sete anos.

O goleiro contou que o filho ligou para ele e perguntou: “Papai, eu vou morrer?” Dmytro disse que não. A família conseguiu deixar Kiev e está na Itália.

A delegação ucraniana pede paz e o fim do conflito. Russos e bielorrussos foram excluídos dos Jogos após a invasão à Ucrânia.
Serhii Bukin, da seleção de basquete da Ucrânia, e quer o fim da guerra para poder voltar para casa.

Enquanto convivem com a incerteza, os ucranianos no Brasil colecionam medalhas e o carinho de atletas do mundo todo.

Fonte: Jornal Nacional

DIPEBS apresenta Cartilha técnica instruções para adesão do Programa Nacional das Escolas Bilíngues de Surdos

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A DIPEBS vem realizando articulações com os municípios interessados em investir na educação bilíngue de surdos.

As Escolas Bilíngues de Surdos são instituições de ensino, voltadas para estudantes surdos, surdocegos, com deficiência auditiva sinalizantes, com altas habilidades/superdotação e com deficiências associadas, cuja língua de instrução, comunicação e ensino é a Língua Brasileira de Sinais – Libras (primeira língua dos surdos) e a língua portuguesa (a segunda língua) em sua modalidade escrita.

Cartilha Técnica Instruções para adesão do Programa Nacional das Escolas Bilíngues de Surdos – PNEBS (PDF)

Fonte: Ministério de Educação

 

Deaflympics CBDS discute ações de parceria com o Clube Recreio da Juventude

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Em busca constante por parcerias para ampliar a inclusão e o reconhecimento do desporto de surdos, Diana Kyosen, presidente de Confederação Brasileira de Desporto de Surdos (CBDS), se reuniu, nesta semana, com representantes do Clube Recreio da Juventude, de Caxias do Sul (RS) e do Ministério da Educação (MEC).

Na ocasião, Diana e Crisiane Betz, diretora de políticas bilíngues do MEC, tiveram a oportunidade de discutir ações de parcerias com Diego Frederico Biglia, presidente executivo do clube, e Marcelo Alfama Ayala, vice-presidente administrativo e financeiro do clube.

A proposta envolve o fomento nas áreas de esporte e da educação para atender a comunidade surda, já que o clube tem o desejo de desenvolver ações em prol da educação bilíngue e do desporto de surdos.

Atualmente, o Recreio da Juventude já apoia o nadador Guilherme Maia, maior campeão brasileiro na história da Deaflympics, e um dos medalhistas brasileiros na 24ª edição da Summer Deaflympics, que está sendo realizada em Caxias do Sul.

“Agradecemos a oportunidade e o interesse do clube Recreio da Juventude em apoiar a CBDS em suas ações. Trata-se de uma importante parceria para promover o desenvolvimento de novos talentos no desporto de surdos, além de aumentar a visibilidade para a causa da comunidade surda”, declara Diana Kyosen.

A partir de agora serão apresentadas propostas para viabilizar parceria e iniciar os trabalhos em prol de toda a comunidade surda local.

CBDS na 24ª edição da Summer Deaflympic

Em sua 7ª participação no torneio, o Brasil tem sua maior delegação da história, com 325 integrantes, sendo 199 atletas (110 homens e 89 mulheres) e 126 membros da comissão técnica.

Os atletas brasileiros disputam 17 modalidades no masculino e 14 modalidades no feminino. No masculino e feminino: Futebol, Vôlei, Handebol, Basquete, Atletismo, Badminton, Natação, Ciclismo, Mountain Bike, Tiro Esportivo, Orientação, Tênis de Mesa, Judô e Karatê. Só no masculino: Tênis, Vôlei de Praia e Taekwondo.

Até o momento, o Brasil está em 24° colocado no quadro geral de medalhas, com 4 bronzes, conquistados pelos atletas Rômulo Crispim e Alexandre Fernandes, do Judô, e dois por Guilherme Maia, da Natação.

A CBDS tem patrocínio das Loterias Caixa e do Governo Federal. Para o evento, a entidade conta com o apoio da Azul Linhas Aéreas, que está transportando toda a delegação técnica e voluntários, além do ICOM-Libras, que disponibilizou a equipe de intérpretes de Libras para a delegação brasileira.

Fonte: Confederação Brasileira de Desportos de Surdos – CBDS

Prefeitura de Olinda lança o Projeto LIBRAS

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A iniciativa tem como objetivo promover a comunicação inclusiva entre surdos e ouvintes da rede municipal de ensino

A Prefeitura de Olinda lançou na Biblioteca Pública do município, o Projeto LIBRAS. A iniciativa tem como objetivo promover a comunicação inclusiva entre surdos e ouvintes da rede municipal de ensino.

Projeto LIBRAS vai disponibilizar, a partir da aprendizagem da Língua Brasileira de Sinais, materiais didáticos para os alunos, placas sinalizadoras nas dependências escolares, além de ofertar cursos de Libras para todos os profissionais da educação e formação presencial para coordenadores e profissionais de atendimento especializado. Outra oferta é o acesso ao Portal Libras+, com videoaulas, informações legislativas e livros digitais acessíveis.

O evento de lançamento contou com a presença de um profissional da Língua Brasileira de Sinais, realizando interpretação simultânea. Estudantes da Escola Municipal Sagrado Coração de Jesus, participaram da abertura com a apresentação de uma música em Libras.

“Enquanto profissionais da educação temos que ter a compreensão de estar no lugar do outro e perceber que de forma mais humana conseguimos melhorar a cidade. Nossa missão é transformá-la num lugar melhor de viver. Esse projeto é muito importante para ampliar o atendimento educacional especializado. Através dele, vamos garantir uma educação de qualidade para todas as crianças e jovens da rede municipal de Olinda”, destacou a secretária de Educação da cidade, Edilene Soares.

Fonte: Folha de Pernambuco

Projeto obriga tradução de programas televisivos públicos em Libras

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Projeto de Lei protocolado no Parlamento torna obrigatória a tradução em Língua Brasileira de Sinais (Libras) em todos os programas televisivos de caráter governamental no Estado do Rio Grande do Sul. A iniciativa é do deputado Vinícius Ribeiro (PDT).

Conforme o PL 201 2016, “todos os eventos públicos oficiais e transmitidos na rede aberta de televisão, realizados pelo governo do Estado do Rio Grande do Sul, deverão contar com intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras)), reconhecida pela Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002”.

De acordo com Vinícius Ribeiro, há pouco mais de uma década a Língua Brasileira de Sinais passou a ser discutida em âmbito nacional “em respeito à particularidade linguística da comunidade surda e do uso desta língua nos ambientes escolares, com o desenvolvimento de práticas de ensino que estejam preocupadas com a educação de alunos surdos numa perspectiva bilíngue de ensino”.

Diz, ainda, que “a legitimação da língua de sinais carrega consigo muito mais do que um mecanismo de comunicação, uma vez que busca, por meio de uma linguagem própria, construir a identidade da comunidade surda que tem características e comportamentos próprios”.

Segundo Ribeiro, informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dão conta que cerca de 6,2% da população, em torno de 617 mil pessoas, possui algum tipo de deficiência auditiva. Por essa razão ele defende a obrigatoriedade de um intérprete de Libras em todos os eventos públicos oficiais realizados no Estado, bem como a tradução dos programas governamentais transmitidos em rede aberta de televisão. “É um passo para promover a cidadania das pessoas surdas e a integração desse grupo junto à sociedade”, justifica.

Fonte: Assembleia Legislativa – Rio Grande do Sul

UEMS abre inscrições para seleção de Tradutores e Intérpretes de Libras

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A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento Humano e Social em conjunto com a Pró-Reitoria de Ensino, torna pública a abertura de inscrições para Seleção de Docentes, destinada à contratação, para atribuição de aulas temporárias e cadastro reserva para atuarem como Tradutores(as) e Intérpretes de Libras da UEMS.

Clique aqui e confira o edital

As inscrições estarão abertas até 10 de maio e deverão ser realizadas por meio do endereço eletrônico: http://ead4.uems.br.

As vagas são para tradutor(a) e Intérprete de Libras para as Unidades de Maracaju, Campo Grande e Jardim.

São requisitos para inscrição: Graduação em Letras/Libras e certificação do PROLIBRAS ou Nível Avançado promovida pelos CAS; Graduação em qualquer área do conhecimento, com avaliação do PROLIBRAS; ou Graduação em qualquer área do conhecimento, com certificação em Libras em Nível Avançado promovida pelos CAS.

O(A) profissional será contratado(a) para atuar como Tradutor(a) e Intérprete de Libras, com carga horária semanal de 20h, prioritariamente, na Unidade Universitária de Maracaju durante o ano letivo de 2022, permanecendo os demais aprovados em cadastro reserva para eventuais contratações, a depender da necessidade da UEMS, em quaisquer das unidades universitárias previstas no subitem 1.1 do edital, durante o prazo de validade previsto para o mesmo. O(A) profissional contratado(a) ficará sujeito ao Regime Geral da Previdência Social, na forma da Lei nº 8.647/93.

A remuneração do(a) Profissional Contratado(a) será fixada conforme titulação: Graduado R$ 1.330,77 (20h); e Especialista R$ 2.395,38 (20h).

Fonte: Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

HQs Sinalizadas mira inclusão e traz histórias em Libras

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Projeto criativo de língua brasileira de sinais é capitaneado por dois acadêmicos e se baseia em expressões faciais

Identificação e representatividade significam muito. Esta é a ideia por trás do projeto HQs Sinalizadas, que apresenta histórias em quadrinhos não em português, mas em Libras, a Língua Brasileira de Sinais.

HQs Sinalizadas surgiu na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e é capitaneado por dois acadêmicos: a pós-doutora Kelly Priscilla Lóddo Cezar, professora adjunta do curso de licenciatura em Letras Libras, e o professor Danilo Silva Knapik, mestre e doutorando, professor efetivo do mesmo curso.

A ideia nasceu durante uma semana acadêmica realizada em 2016, quando os professores surdos Knapik e Suellen Floriano apresentaram uma palestra sobre os artefatos culturais do povo surdo. Na plateia, estavam a professora Kelly e Luiz Gustavo Paulino de Almeida, desenhista e aluno do curso de Letras Libras.

A professora Kelly convidou, então, Almeida para pensarem juntos em quadrinhos para a comunidade surda. O desafio era esse: sabiam que haveria uma necessidade de adaptação – afinal, os leitores não tinham o português como primeira língua, mas Libras.

A dupla queria que o leitor não ouvinte se interessasse pela história a ser narrada em quadrinhos e perceberam que, para isso, trocar a comunicação de português para Libras era um bom passo, mas não o suficiente. Iniciaram, então, um trabalho de pesquisa que resultou em detalhes preciosos para o público-alvo, como expressões faciais mais facilmente identificáveis e menos texto escrito.

“Organizamos um gênero híbrido em que articulamos vídeos, ilustrações, redução da linguagem verbal escrita, intensificamos as expressões faciais dos personagens e escolhemos uma temática de muito sentido para a comunidade”, conta a professora Kelly Cezar. O primeiro fruto do projeto saiu em 2018: a HQ O Congresso de Milão.

O HQs Sinalizadas não se resume a narrar histórias em Libras, mas também a fazer com que as HQs cheguem ao público-alvo – todas estão disponíveis gratuitamente como e-books no site da Letraria (www.letraria.net).

Libras não é a única linguagem usada por surdos aqui no Brasil: há, pelo menos, 13 línguas de sinais documentadas no País. O quinto livro do HQs Sinalizadas, lançado no ano passado, é narrado na língua terena de sinais. A edição impressa vem com o título maior em terena: Séno Mókere Káxe Koixómuneti – o título em português, Sol: A Pajé Surda, aparece logo abaixo.

“O Brasil é um país plurilíngue, inclusive nas línguas de sinais, mas muitas pessoas desconhecem esse fato”, comenta a professora Kelly.

Projeto de pesquisa desenvolvido dentro da universidade, o HQs Sinalizadas inclui alunos que realizam iniciação científica e atividades congêneres. A escolha do tema, parte fundamental do processo, passa por eles.

“Os alunos são livres para escolher a temática, desde que tenha representatividade para a cultura e garanta a língua de sinais como primeira língua”, observa ela.

Uma vez escolhido o tema, a HQ pode levar até três anos para ficar pronta – tempo que inclui do levantamento bibliográfico a revisões, inclusive uma feita por sinalizantes (os que utilizam a língua de sinais, normalmente, os surdos).

Um exemplo de tema foi uma história ambientada nas Surdolimpíadas, evento multidesportivo internacional organizado desde 1924 pelo Comitê Internacional de Desportos para Surdos. A HQ, escrita por Addyson Celestino, Kelly Priscilla Lóddo Cezar e Clovis Batista de Souza e ilustrada por Addyson Celestino, foi lançada em 2020.

“A parte mais trabalhosa é a criação do roteiro sinalizado (voltado para a comunidade surda), verificação da temática e análise das ilustrações sinalizadas nos quadrinhos”, explica a professora.

“A gramática dos quadrinhos sinalizados passa pela análise linguística das expressões faciais, da configuração de mãos, movimento e ponto de articulação, bem como a verificação por parte dos sinalizantes da língua de sinais estudada. Em média, essa etapa demora dois anos. Depois, vem a parte de diagramação e articulação dos vídeos em Libras.”

Fonte: Terra

Após Comitê tirar pontos de Camarões, Brasil vence a Holanda e fica perto da classificação nas Surdolimpíadas

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Seleção brasileira ganhou três pontos da estreia após decisão da organização

A partida entre Brasil e Camarões abriu a disputa por medalhas das Surdolimpíadas. O jogo foi realizado um dia antes da abertura oficial dos Jogos. No sábado (30), a seleção masculina de futebol perdeu por 3 a 2. Contudo, nesta quarta-feira (4), o Comitê Internacional de Esportes para Surdos anunciou uma punição à seleção camaronesa.

— Por quebra de regulamento por parte da equipe de Camarões, o Comitê Internacional de Esportes para Surdos (ICSD) decidiu alterar o resultado do jogo de 30/04, Camarões 3 a 2 Brasil. Com isso, a seleção camaronesa perdeu os pontos do jogo e o resultado oficial passa a ser Brasil 3 x 0 Camarões — diz o comunicado da ICSD.

O motivo não foi revelado na nota, mas, conforme apurou o Pioneiro, a seleção não teria passado pelo credenciamento dos jogos e pela audiometria. Com três pontos a mais na tabela, o Brasil aumenta a chance de classificação na fase eliminatória.  Nesta quarta-feira, o time comandado pelo técnico caxiense Paulo André Cazarotto entrou em campo pela terceira rodada. O Brasil derrotou a Holanda por 1 a 0. Segundo o treinador, o placar poderia ter sido mais elástico.

— Fomos bem, dominamos o jogo inteiro. A Holanda teve uma chance aos 45 do segundo tempo com uma bola na trave. Tivemos muitas oportunidades, poderia ter sido uns cinco. Agora, para o próximo jogo, é um confronto direto. Temos de ganhar do Irã, time alto e habilidoso, que tem uma base bicampeã mundial do futsal. Se ganharmos do Irã vamos aos nove pontos e daí é esperar os confrontos de domingo: Irã x Camarões e Itália x Holanda . Vamos torcer por um tropeço de um dos dois —projetou o treinador da seleção masculina de futebol.

Atualmente, o Brasil ocupa a terceira posição no grupo com seis pontos. Somente os dois primeiros dos quatro grupos avançam para a disputa de medalhas. Na sexta-feira (6), a seleção entra em campo pela última rodada da classificatória contra o Irã. A partida está marcada para começar às 10h, no campo do União Forquetense.

Depois, o Brasil aguarda os resultados dos jogos do final de semana para saber se prosseguirá na Surdolimpíada.

CLASSIFICAÇÃO
1º – Irã – 6 pontos (saldo 6)
2º – Itália – 6 pontos (saldo 5)
3º – Brasil – 6 pontos (saldo 1)
4º – Holanda – 0 pontos (saldo -5)
5º – Camarões – 0 pontos (saldo -5)

RESULTADOS DESTA QUARTA
Argentina 2×3 Egito
Holanda 0x1 Brasil
Mali 0x2 Estados Unidos
Senegal 4×1 Grécia

Fonte: Pioneiro Esportes

Guilherme Maia comemora bronze nas Surdolimpíadas: “Feliz por receber uma medalha na minha casa”

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Nadador vinha se preparando para a competição em Caxias do Sul

Ele já havia escrito seu nome na história ao vencer os 200m livre em 2017, na Turquia, mas o bronze desta quarta-feira (4) nas piscinas do Recreio da Juventude, em Caxias do Sul, pela 24ª edição das Surdolimpíadas, teve um gosto ainda mais especial para Guilherme Maia, um dos maiores nomes do esporte surdo do Brasil.

Quando ele bateu na borda e levou o bronze nos 100m livre, o seu coração bateu ainda mais forte. Meses antes da disputa na serra gaúcha, ele trocou a sua casa por Caxias para treinar, e nesta quarta pode dar uma felicidade enorme para todos que estavam nas arquibancadas do centro esportivo.

— Foi um desafio muito difícil pra mim porque a maioria dos atletas eram jovens. Estou muito feliz por receber uma medalha na minha casa, em Caxias do Sul. Preciso mostrar para as crianças, e eu quero ser um modelo para elas — disse através da intérprete Gabriela Couto, que o acompanhava depois do exame de doping.

Além das crianças que gritavam por Maia e lhe pediam fotos, a piscina também recebeu a presença especial da mãe do atleta, Andrea Maia, que se emocionou ao ver a primeira medalha presencialmente do filho em Surdolimpíadas.

— Eu me sinto muito feliz de ter a minha família torcendo para mim. Meus pais foram professores de natação, fico sem palavras. A família é a coisa mais importante da minha vida. Eles me dão uma energia muito positiva. Era um sonho dela me ver recebendo essa medalha.

Guilherme voltará a piscina mais três vezes em Caxias do Sul. Ele deve brigar por medalha nos 200m nado livre —prova em que conquistou o ouro em 2017, e é o atual recordista mundial —, nos 50m nado livre e nos 100m borboleta.

Fonte: GZH Esportes

Comissão aprova proposta que dá mais verbas ao desporto de surdos

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Texto aprovado destina 0,01% da arrecadação de loterias para a Confederação Brasileira de Desporto de Surdos

Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados Julio Cesar Ribeiro apresentou substituvo ao texto A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados aprovou proposta

A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados aprovou proposta que destina recursos de loterias à Confederação Brasileira de Desporto de Surdos (CBDS). O texto foi aprovado na forma de um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF), ao Projeto de Lei 150/21, do deputado Marcelo Aro (PP-MG).

O substitutivo destina 0,01% da arrecadação das loterias de prognósticos numéricos para a CBDS. Com isso, serão reduzidos em proporção os valores destinados hoje para a Secretaria Especial do Esporte, vinculada ao Ministério da Cidadania, que passará a receber 2,48% do montante das loterias.

A proposta aprovada pela Comissão do Esporte altera a Lei Pelé. Adicionalmente, o texto insere a CBDS no Sistema Nacional do Desporto, cuja finalidade é promover e aprimorar as práticas desportivas de rendimento.

Ribeiro explicou que, após a realização de uma audiência pública na Câmara, entendeu que não seria recomendável, como previa a versão original, a transferência para a CBDS de parte dos recursos atualmente destinados ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

“Os resultados nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio 2021 demonstraram o sucesso do modelo atual”, afirmou o relator ao justificar as mudanças no texto original.

Além do COB e do CPB, as confederações de Clubes (CBC), de Desporto Escolar (CBDE) e de Desporto Universitário (CBDU) já recebem recursos das loterias.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Já foi aprovado pela Comissão dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

Fonte: Câmara dos Deputados

Mark Ruffalo compartilha vídeo de influenciadora brasileira surda sobre título de eleitor

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Mark Ruffalo segue firme na sua campanha de incentivo aos jovens brasileiros para que tirem o título de eleitor até quarta-feira (4). Na tarde de hoje (3), o ator conhecido por interpretar o “Hulk”, da Marvel, compartilhou nas redes sociais um vídeo da influenciadora brasileira surda Malu Paris, de 16 anos, sobre o assunto.

No vídeo, a influenciadora fala das diferenças entre ela e seu pai em torno do título de eleitor e suas opiniões políticas.

“Esse vídeo ficou tão lindo! Malu Paris, emocionante! Espero que sua mensagem inspire muitos jovens a tirarem o título. É só até amanhã hein, pessoal”, afirmou Mark no Twitter.

Ele ainda compartilhou o link para a retirada do título de eleitor e a hashtag #TiraoTituloHoje

Ontem (2), o ator já havia compartilhado outro vídeo, do influenciador brasileiro Raphael Vicente, de 22 anos, sobre o tema em questão. A produção de Raphael se trata de uma recriação de uma cena do filme “Meninas Malvadas” dentro do contexto do título de eleitor entre jovens.

“Que lindo ver os jovens reagindo, muitos vídeos incríveis! Esse aqui do Raphael Vicente está demais! Continuem mandando, o prazo [para retirada do título] é quarta agora, 4 de maio! #TiraOTítuloHoje”, disse na rede social.

Mark vem cumprindo a promessa que fez no domingo (1°) de repostar vídeos sobre o assunto antes do dia 4 de maio:

“Galera do Brasil! Deem RT aqui com os vídeos que vocês fizeram incentivando outros jovens a tirar o título. Vou repostar 5 vídeos antes da data limite de 4 de maio. Vamos bombar essa campanha! A democracia e o planeta saem ganhando”.

A campanha de incentivo aos adolescentes brasileiros para tirarem o seu título de eleitor começou após o ator responder um tweet de Anitta falando sobre o poder que os jovens tiveram no pleito que tirou Donald Trump da presidência dos Estados Unidos, em 2020.

Fonte: DCM

Prefeitura abre matrícula de oficinas para alunos surdos

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Podem se matricular alunos da rede municipal, estadual, privada, e estudantes de cidades vizinhas

ALAGOAS – O Centro de Atendimento às Pessoas com Surdez (Cas) de Arapiraca abriu vagas para as oficinas de português e matemática em libras para alunos surdos e deficientes auditivos. Também estão abertas as matrículas para o Atendimento Educacional Especializado (AEE).

Podem se matricular alunos da rede municipal, estadual, privada, e estudantes de cidades vizinhas.

As matrículas abriram nessa segunda-feira, dia 02 de maio, e seguem até a próxima sexta-feira, dia 06.

Os interessados devem se dirigir ao prédio do Cas Arapiraca, que funciona na Escola Hugo Lima, no Centro.

Os atendimentos são realizados das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 16h30.

Para alunos novos, são exigidos certidão de nascimento, CPF, comprovante de residência, laudo médico seguido de audiometria, declaração escolar 2022 e foto 3×4. Para os veteranos, apenas declaração escolar 2022 e uma foto 3×4.

Fonte: Prefeitura de Arapiraca

TST tem primeira sessão de julgamento com intérprete de Libras

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Iniciativa foi lançada nesta segunda-feira (2) e será ampliada para todas as manifestações públicas da Corte

A primeira sessão de julgamento do Tribunal Superior do Trabalho (TST) com interpretação simultânea para a Língua Brasileira de Sinais (Libras) ocorreu nesta segunda-feira (2), na reunião do Órgão Especial da Corte. A iniciativa de acessibilidade estará presente em todas as demais manifestações públicas da Corte.

“Queremos que as decisões e as ações do Tribunal possam ser acompanhadas por todas as pessoas. Essa é a regra e estamos empenhados em oferecer, a cada dia, mais facilidades para aproximar o Judiciário Trabalhista do cidadão”, pontua o presidente do TST, Emmanoel Pereira.

Libras
Em 21 de março, cerca de um mês após assumir a presidência do TST, Pereira determinou que todas as manifestações públicas da Corte, incluindo as sessões de julgamento, contassem com interpretação de Libras. Desde então, houve a contratação de empresas para a função e um cronograma de implementação foi traçado. O valor máximo mensal do contrato é de R$ 24,3 mil.

Ao longo do mês de maio, a tradução em Libras das sessões ao vivo estará presente nos encontros do Órgão Especial, da Subseção Especializada em Dissídios Coletivos, do Tribunal Pleno, do Conselho Superior da Justiça do Trabalho e da Subseção Especializada em Dissídios Individuais 2.

A partir de junho, a Subseção Especializada em Dissídios Individuais 1 também será integrada à iniciativa. Em agosto, o projeto será concluído, com a inclusão de Libras nas oito Turmas da Corte.

Desde 2019, o Tribunal já contava com interpretação de Libras, mas apenas em cerimônias e em parte dos materiais em vídeo produzidos pela TV TST.

Além das transmissões em vídeo, a Corte irá contar, nas próximas semanas, com intérprete de Libras na recepção. O objetivo é auxiliar visitantes que necessitem do serviço.

Fonte: Jornal de Brasília

FADERS capacitará 40 policiais civis em Língua Brasileira de Sinais

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Segunda edição do curso teve aula inaugural nesta segunda-feira (2)

Teve inicio, nesta segunda-feira (2), a segunda edição do Curso de Língua Brasileira de Sinais (Libras) específico para servidores da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Proposto na modalidade de Ensino à Distância, serão capacitados 40 policiais para realizar o atendimento de surdos nas delegacias e durante ocorrências. A capacitação de 40 horas foi viabilizada a partir de um termo de cooperação entre a FADERS Acessibilidade e Inclusão e a Academia de Polícia do Rio Grande do Sul (Acadepol). As aulas são gravadas, permitindo flexibilidade de horário para os inscritos.

Participaram da aula inaugural representando a FADERS, o presidente Marquinho Lang; a diretora técnica Ana Flávia Beckel Rigueira; a coordenadora de capacitação Eva Loreni de Castilhos; a coordenadora de Acessibilidade, Aline Monteiro Correia; os professores Patrícia da Silva Rodrigues, Simone Fontoura e Luciano da Silva Abreu, do Serviço de Educação, Capacitação e Ajudas Técnicas (Secat/FADERS); e as tutoras Alexsandra Paz Araújo, chefe da Unidade Secat; e Greice Santos, pedagoga. Representando a Polícia Civil, o subchefe delegado Vladimir Urach; a diretora da Divisão de Ensino da Acadepol, delegada Clarissa de Oliveira Lopes de Castilhos; a diretora da Divisão de Assessoramento Especial, Anita de Oliveira Caruccio, entre outras autoridades policias.

Lang, ao saudar os participantes do curso, valorizou o interesse da instituição Polícia Civil em tornar o atendimento acessível aos surdos. “Estamos muito orgulhosos por cooperar com a Polícia Civil com mais esta edição do Curso de Libras, e ainda mais satisfeito pelo interesse dos inscritos. A primeira edição foi um sucesso e tenho certeza de que esta também será. Aqui na FADERS nós temos o sonho de incluir no curso de formação de todos os servidores da área de segurança pública falando sobre acessibilidade, inclusão, sobre como identificar e como abordar a pessoa com deficiência. O retorno para a sociedade será valioso”, afirmou.

Fonte: Faders

São Gonçalo inova em parto com intérprete de Libras

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Deficiente auditiva recebe acompanhamento na maternidade municipal

Com um trabalho cada vez mais humanizado e de inclusão, as grávidas deficientes auditivas poderão solicitar intérprete de Libras nos partos realizados na Maternidade Municipal Mário Niajar, em Alcântara. A iniciativa dos profissionais do Centro Especializado em Reabilitação (CER III), em Neves, ainda dará novos frutos e ajudará outros deficientes que precisarem de atendimentos na rede municipal de saúde da cidade. O primeiro parto com intérprete de libras foi realizado na última semana, com Jéssica da Costa Vicente, de 32 anos, que deu à luz ao seu quarto filho e realizou a ligadura de trompas.

“Meus últimos dois partos foram sem intérprete, tive que levar tudo escrito e não tive como saber o que estava acontecendo durante a internação e cirurgia, além deles não entenderem o que eu perguntava e precisava. No terceiro filho, eu já queria fazer a ligadura, mas as pessoas não entendiam o meu pedido. Eu leio pouca coisa e, com o uso da máscara, piorou porque não tenho como fazer a leitura labial. Hoje, estou muito feliz, agradecendo a Deus por fazer o parto e a ligadura com intérprete. Fico muito mais tranquilo”, disse Jéssica, em libras, interpretada por Raquel Gonçalves Varella, 20, do CER III-Neves.

Para chegar à maternidade com intérprete, Jéssica procurou apoio no CER III. A intérprete acompanhou parte do pré-natal e conseguiu, através da unidade de saúde, os encaminhamentos necessários para a cesariana e para a ligadura de trompas. As outras mães deficientes auditivas que tiverem interesse de ter o parto com o intérprete podem procurar o espaço. O local tem uma profissional que atende, semanalmente, podendo agendar acompanhamento para o dia do parto.

Trabalhando no CER III desde janeiro deste ano, Raquel se identificou com o trabalho desde a infância. “É muito bom poder ajudar as pessoas, facilitar o acesso delas aos serviços, orientar. Imagina você não conseguir se comunicar com o outro? É angustiante. O meu coração está todo voltado para isso. É muito bom estar aqui hoje ajudando a Jéssica e espero poder ajudar tantos outros deficientes auditivos que procurarem o CER”, disse a intérprete, que acompanhou Jéssica da entrada na recepção até a chegada à enfermaria após as cirurgias.

Durante o parto, um dos momentos mais emocionantes foi quando Raquel interpretou que o bebê estava nascendo e que ele já estava chorando. “Ela estava ali sem ver e sem ouvir o que estava acontecendo. Quando falei para ela que ele tinha nascido e estava chorando, estava bem, ela se emocionou e também chorou. É muito gratificante poder passar isso para ela”, concluiu Raquel, que acompanhou Jéssica para a realização dos exames do pezinho, orelhinha, linguinha e retirada da certidão de nascimento, identidade e CPF do bebê Pietro, tudo dentro da própria maternidade.

Novo serviço – Outro projeto que será colocado em prática para os deficientes auditivos da cidade na área da saúde é o atendimento em libras nas unidades da Atenção Especializada. Através de um telefone, que ainda será disponibilizado, os deficientes auditivos poderão se comunicar com a intérprete de libras por chamada de vídeo, expondo as suas necessidades de atendimentos nas unidades de saúde.

Pela chamada, que será realizada por um profissional de saúde quando algum deficiente auditivo procurar as unidades de saúde para agendamentos e atendimentos, a intérprete de libras indicará para o profissional o que o deficiente necessita e, assim, conseguir ter acesso aos serviços.

“Começaremos com a atenção especializada, mas a intenção é atender toda a rede de saúde. Aos poucos, vamos ampliando os atendimentos para a rede de atenção básica e hospitalar. O importante é conseguir atender esse deficiente que, muitas vezes, deixa de procurar assistência por não conseguir ser entendido”, explicou o responsável técnico do CER III, Dr. Pedro D’Avila Lima.

É bom salientar que o espaço não oferece tratamento para os deficientes auditivos, com exceção daqueles que também têm algum problema de mobilidade e que necessitem de serviços de reabilitação.

O coordenador da Rede de Cuidados à Saúde da Pessoa com Deficiência, Dr. Raphael Caetano, reitera que a humanização dos serviços, principalmente para os deficientes, é o princípio básico da rede especializada de saúde. “Um dos princípios da unidade especializada em atendimento aos indivíduos com deficiência é a humanização, integralidade no acompanhamento e qualidade de vida aos seus usuários, o que de fato torna uma unidade de excelência e de referência na região”, finalizou.

Regulação – Todas as consultas para as unidades de saúde da rede pública de São Gonçalo são marcadas através da Central de Regulação da Semsa. Para marcar, o gonçalense pode procurar qualquer unidade de saúde da rede municipal, independente se será atendido naquele local. As unidades inserem os pacientes no sistema da Central de Regulação, que vai entrar em contato – através do telefone – para avisar sobre a marcação do serviço, que será agendado em local que for mais próximo de sua residência. Por isso, é muito importante que os pacientes mantenham um telefone que funcione e esteja atualizado no cadastro. O contato e endereço do morador também podem ser atualizados em qualquer unidade de saúde.

Fonte: Prefeitura de São Gonçalo

Câmara derruba veto da prefeitura e aprova escolas bilíngues para estudantes surdos em BH

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Nova legislação institui diretrizes para funcionamento desse novo tipo de escola na rede municipal de Belo Horizonte

Município poderá instituir escolas bilíngue LIbras-Português na rede de ensino

A Câmara de Belo Horizonte derrubou, nesta segunda-feira (2), um veto da prefeitura a um projeto de lei que institui diretrizes para a criação de escolas bilíngues em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e Língua Portuguesa na rede municipal de educação. Agora, o texto deve ser promulgado pelo prefeito Fuad Noman (PSD).

O veto foi derrubado por 39 votos a um, depois de um acordo entre a prefeitura a autora do projeto, Professora Marli (PP), que previa a retirada de um dos artigos do texto, que assegurar ao responsável legal do estudante surdo, “o direito de opção pelo ensino regular ou pela escola bilíngue durante a educação infantil e o ensino fundamental”. Para a prefeitura, o artigo viola um entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre o assunto.

O projeto prevê, nessas escolas, o ensino de Libras como primeira língua e o de Português como segunda língua, assim como ocorre em escolas internacionais. As unidades de ensino também devem contar com disponibilização de professores bilíngues, tradutores e intérpretes de Libras, guias-intérpretes e professores de Libras, prioritariamente surdos.

Além disso, uma das diretrizes para implementação dessas escolas é a disponibilização de equipamentos e recursos didáticos adaptados e a garantia de uma gestão democrática, com participação do aluno e sua família no processo de tomada de decisão escolar.

A lei entra em vigor 45 dias após sua promulgação.

Fonte: Itatiaia

A Comunidade Surda de Maceió protestou neste sábado (30) contra o digital influencer Léo Lins

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Acusado de praticar capacitismo em seus shows de stand up comedy.

Vale lembrar que o capacitismo é o preconceito praticado ou incitado contra pessoas com deficiência. Depois que um vídeo viralizou, recentemente, onde o influencer faz uma piada questionando se “um surdo com Parkinson seria gago”. Pessoas surdas de todo o Brasil se indignaram nas redes sociais e isso culminou na organização de protestos nos shows previstos para Aracaju-SE e Maceió-AL.

Em Maceió, estiveram presentes profissionais ouvintes e surdos militantes e representantes da Associação de Surdos de Alagoas – ASAL e da Associação de Surdos de Maceió – ASM.
No entanto, o influencer fez pouco caso da ação registrando os momentos em suas redes sociais novamente em tom de chacota. Segundo ele publicou, em Aracaju, foi pego de surpresa e posou para foto ao lado dos manifestantes. Em Maceió, não foi diferente. Além de anunciar que já aguardava os surdos, ele levou um cartaz escrito: “Fora Léo”. Com o cartaz, se deixou fotografar pelos presentes e repostou com deboche.

Ele ouviu uma das líderes do movimento, Isabel Alvim, com a interpretação de Libras para Português feita pelo intérprete Vinícius Leonel. Em sua fala, Isabel pediu mais empatia questionando: “E se fosse com você?” Aparentemente, o influencer não se sensibilizou com a causa. A psicóloga bilíngue, Aline Trindade esteve presente e relatou sua percepção sobre a situação: “Saí com o coração doendo… Depois de tudo que eu já experienciei sobre arte… Ver um “artista” que tem como seu projeto e ganha pão destruir a sociedade, contaminar com seu “(mau) humor ” e preconceito e capacitismo é mais do que deprimente, é assustador! Foi muito ruim saber que existem projetos na arte que visam enaltecer e edificar as coisas boas do ser humano/sociedade como também existem os projetos para adoecer a sociedade. Na hora que me dei conta disso, eu fiquei muito mal… Senti literalmente na pele o que a Comunidade Surda sente diariamente com a opressão e a invisibilidade. Lembrei de tantos artistas que estão aí fazendo o bem e a sociedade nem vê. Chega uma pessoa dessa e tá aí ganhando “rios de dinheiro” para destilar ódio. Porque a sociedade está se perdendo. E há projetos para isso! Há projetos!”

Em sua carreira, Léo tem acumulado processos por espalhar piadas preconceituosas com temáticas delicadas como gordofobia e racismo. O que ele não sabe é que esse tipo de discurso só fortalece o preconceito na sociedade que julga as pessoas fora do “padrão” como anormais e incapazes. Principalmente em relação às pessoas com deficiência que há anos lutam incessantemente por mais acessibilidade. Essas pessoas são cerca de 24% da população brasileira, de acordo com o último censo do IBGE (2010). São vozes silenciadas e ignoradas muitas vezes até no ambiente familiar.

Sobre o acontecido, Isabel Alvim, pedagoga surda e militante da causa disse: “Eu defendo a Comunidade Surda que é quem sofre com o capacitismo e nós pessoas surdas não aceitaremos essa opressão, pois sempre somos vítimas de piadas e apelidos como “mudo”, “surdo-mudo”, “mudinho”. Chamam a Língua Brasileira de Sinais – Libras erroneamente de linguagem. Por não aceitarmos essa postura do Léo Lins, fomos nos manifestar publicamente na frente do teatro com cartazes que explicavam esses erros para provar que os surdos têm voz sim! Mesmo a maioria dos ouvintes acreditando que não. Esse pensamento capacitista também contribui para que a sociedade duvide de nossas capacidades enquanto cidadãos e isso afeta o nosso dia-a-dia. Nós queremos dizer que somos capazes sim! Fomos ao teatro não contra o Léo, mas contra o que ele disse. Por ser famoso na internet, tudo o que ele fala ou faz influencia muitas pessoas a pensarem como ele. Ao reproduzir esse discurso capacitista ele estimula as falas equivocadas sobre a comunidade surda. Isso precisa acabar! Nós queremos RESPEITO! Queremos que a sociedade perceba que temos uma identidade e uma língua capaz de aca sociedade aprendesse Libras seria possível compreender melhor os sujeitos Surdos e quem sabe ter mais empatia. Falta a convivência com pessoas Surdas. Falta a inclusão na sociedade.”

Diferente dele, o humorista Whindersson Nunes, que já cometeu um erro parecido em 2019, após o ocorrido, aprendeu Libras e pediu desculpas para os surdos publicamente na TV aberta. Atualmente, o humorista foi notícia ao divulgar o protótipo de um projeto, financiado por ele, para a criação de um aparelho que ajuda os surdos a sentirem a vibração das músicas no corpo.
Cabe a cada um escolher que legado deixará: o mensageiro da exclusão ou da inclusão para um mundo melhor.

Fonte: Texto coletivo elaborado pelos membros da Comunidade Surda Maceioense.

Governo de São Paulo abre 4 mil vagas para curso gratuito e online de Libras

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O objetivo é ampliar as possibilidades de interação pessoal entre pessoas com e sem deficiência auditiva por meio da Língua Brasileira de Sinais

A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, em parceria com o Centro de Tecnologia e Inovação (CTI), abre inscrições para o curso básico de Libras (Língua Brasileira de Sinais) no formato educação a distância (EaD). O curso, totalmente gratuito, está sendo oferecido para todo o estado de São Paulo, a fim de promover a inclusão das pessoas com deficiência.

Ao todo, são 4 mil vagas que visam ampliar a autonomia do público com deficiência, o conteúdo tem o objetivo de capacitar o usuário para a comunicação por meio da Libras, a fim de incluir as pessoas com deficiência auditiva que utilizam essa língua para a comunicação.

Os alunos matriculados poderão acessar os conteúdos e aulas ministrados por professores surdos com formação específica na área e, ao final do curso, com a aprovação das atividades avaliativas poderão receber o certificado de conclusão. A carga horária total é de 40 horas, divididas em 30 horas de aulas ao vivo, através de plataforma de videoconferência, e 10 horas de atividades extras desenvolvidas ao longo do curso.

As aulas ao vivo acontecem em 3 diferentes possibilidades: segundas, quartas e sextas-feiras, no período noturno; terças e quintas-feiras, no período noturno; ou ainda aos sábados, no período diurno.

Pessoas com e sem deficiência, acima dos 18 anos, podem registrar seu interesse no curso. As inscrições devem ser feitas por meio do formulário https://formularios.cti.org.br/inscricoes-curso-de-libras/.

Curso de Libras

Atualmente, vivem quase 500 mil pessoas com deficiência auditiva no estado de São Paulo, de acordo com a Base de Dados dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Na atual gestão, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência abriu mais de 200 turmas do Curso de Libras com mais de 25 mil alunos inscritos.

Fonte: Direitos da Pessoa com Deficiência de SP

Turma da Mônica terá a primeira personagem surda que é fã de esportes

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Sueli vai estrear em postagens do Instituto Mauricio de Sousa em parceria com a 24ª Surdolimpíadas de Verão

A Turma da Mônica terá a sua primeira personagem surda, Sueli, uma garota de 9 anos que é fã de esportes. Sueli vai fazer sua estreia em postagens nas redes sociais realizadas pelo Instituto Mauricio de Sousa em parceria com a 24ª Surdolimpíadas de Verão, que ocorre entre os dias 1º e 15 de maio, em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.

Sueli se comunica pela Língua Brasileira de Sinais (Libras), como meio legal de comunicação e expressão dos surdos, conforme a Lei 10.436/2002. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 5% da população brasileira tem alguma deficiência auditiva. Esse número representa 10 milhões de pessoas, sendo que 2,7 milhões possuem surdez profunda. Em suas histórias, Sueli deve abordar os aspectos e temas comuns à comunidade surda, além de reforçar a importância da acessibilidade e da inclusão.

A ideia de criação da personagem nasceu de uma vontade antiga do desenhista Mauricio de Sousa e, com a realização do evento olímpico, ganhou forma. Em sua 24ª edição, a Surdolimpíadas de Verão irá receber atletas surdos de mais de 77 nacionalidades, que irão disputar diversas modalidades, sendo elas 20 masculinas e 18 femininas.

“A Turma da Mônica já apareceu em várias histórias se comunicando com Libras, e já fazia tempo que eu pensava em trazer uma personagem surda para fazer parte da turminha. O fato de as Surdolimpíadas acontecerem pela primeira vez no Brasil foi um ótimo incentivo para que a Sueli finalmente nascesse”, diz Mauricio de Sousa, pai da Turma da Mônica.

Para elaborar a personagem, os estúdios da Mauricio de Sousa Produções contaram com a colaboração da organização da 24ª Surdolimpíadas e de professores da Derdic, instituição sem fins lucrativos, mantida pela Fundação São Paulo e vinculada academicamente à PUC São Paulo que atua na educação, acessibilidade e empregabilidade de surdos, e oferece atendimento clínico para pessoas de baixa renda com alterações de audição, voz e linguagem.

Com a chegada da nova moradora do bairro do Limoeiro, a Turma da Mônica expande a representatividade de Pessoas com Deficiência (PcD), pois já possui personagens como Luca, cadeirante; Dorinha, deficiente visual; Tati, com síndrome de Down; e André, autista.

Instituto Mauricio de Sousa (IMS)
Fundado nos anos 90, o IMS realiza projetos, campanhas e ações sociais focados na construção de conteúdos que, por meio de uma linguagem clara e lúdica, estimulam o desenvolvimento humano, a inclusão social, o incentivo à leitura, o respeito entre as diferenças, a formação de cidadãos conscientes e conhecedores de seus deveres e direitos.

Site: http://www.institutomauriciodesousa.org.br

Sobre as Surdolimpíadas
A Surdolimpíadas é um evento multidesportivo internacional, organizado pelo Comitê Internacional de Esportes para Surdos (ICSD – International Committee of Sports for the Deaf). A primeira edição, realizada em Paris em 1924, foi também o primeiro evento esportivo para pessoas com necessidades especiais.

A Surdolimpíadas de Verão acontece a cada 4 anos e é o evento multidesportivo mais antigo, depois dos Jogos Olímpicos. Para a 24ª edição de Verão, espera-se receber 6.500 pessoas entre surdoatletas e comissões técnicas e equipes de mais de 77 países.

Como marco histórico, o Brasil será o primeiro país da América Latina a sediar os Jogos Surdolímpicos de Verão, que será também o maior evento poliesportivo já realizado no estado do Rio Grande do Sul.

Para a comunicação, as línguas reconhecidas são Libras, SI (Língua internacional de sinais) e o Inglês; na arbitragem, a diferença é que os sinais sonoros são alterados para sinais luminosos; haverá intérpretes de Libras, SI (ouvintes e surdos na equipe da interpretação) e as delegações vêm acompanhadas de intérpretes que sinalizam na língua de cada país.

Saiba como será o espetáculo de abertura das Surdolimpíadas e onde assistir

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Emoção promete ser a palavra de ordem na cerimônia de abertura das Surdolimpíadas em Caxias do Sul, que ocorre neste domingo (1º), às 18h, no ginásio do Sesi.

A solenidade será marcada pela presença de vários artistas da cidade, pautados pelo tema geral do espetáculo Mãos que Falam. Com direção geral de Paquito Masiá Herrera e direção de produção de Nika Ferronato, a ideia da montagem é tocar os sentidos dos espectadores, além de promover interação, acolhimento e identificação com o público surdo.

Várias linguagens artísticas estarão representadas, como a dança, o teatro e a música. Um dos momentos mais especiais promete ser a execução do hino nacional, que será interpretado em Língua Brasileira de Sinais (Libras) por um grupo de surdos ligados à escola Helen Keller, sob a coordenação de Natacha Perazzolo e Andrelise Sperb.  O coral da escola surgiu em 1988 e, de lá para cá, vem se constituindo com surdos de diferentes idades, desde crianças até adultos, com alunos e ex-alunos.

— O coração aperta, tu tem que se dividir entre a emoção e a razão. Da um nó na garganta. Enfim, coração na boca e alma na ponta dos dedos — sintetiza o acordeonista Rafael De Boni, que acompanhará o grupo ao lado ainda do cantor Rafael Gubert.

Outra artista que está muito emocionada em fazer parte do espetáculo é Cris Dall’Agno, uma das fundadoras da escola Endança Jazz, que vai movimentar 67 artistas durante a apresentação. A participação do grupo promete atrelar conceitos da dança com uma mensagem clara por inclusão.

— Serão mão dançantes nas cores do evento que vão despertar a atenção de corpos vestidos de cinza, que representam a indiferença e que, no decorrer da performance, se transformam, se enxergam, interagem e compartilham do mesmo mundo daqueles corpos que vão estar representando as mãos. É um trabalho que está sendo feito com muito carinho, amor e muito envolvimento, está sendo muito importante para todos — aponta Cris, que trabalhou por 15 anos na escola Helen Keller.

O visual do espetáculo Mãos que Falam também vai contar com as acrobacias do grupo Joanas D’Ar. Quatro profissionais do tecido aéreo — Andrieli Lopes, Maira Moraes, Marina Castilhos e Michella Biazus — vão realizar movimentos que remetem ao espírito de união, à coragem e à determinação dos jogos olímpicos. O grupo revela que buscou explorar movimentos e efeitos visuais para transmitir ritmo e energia, buscando inspiração em algumas modalidades esportivas presentes na competição.

Hino nacional será interpretado em Libras

Já os “teatreiros” Aline Tanaã, Darlan Gebing, Gabriel Zeni e Odelta Simonetti vão formar o grupo Táteis, vestidos com as cores que remetem ao símbolo das Surdolimpíadas. Responsável por conduzir a transição entre uma atração e outra, o quarteto teve o desafio de explorar formatos de comunicação focados no público não ouvinte.

— Procuramos sintetizar os gestos, escolher bem os movimentos — comenta Gebing.

Mãos que Falam vai lembrar ainda da identidade tradicionalista com a participação de Omair Trindade e do Grupo Gaudérios, que apresentarão peças do folclore gaúcho. Outros artistas da cidade como Jânio Nunes, Cassiane Boff, Davi de Souza (Claque) e integrantes do Grupo Ueba também vão imprimir sua arte neste espetáculo de atenções internacionais que, certamente, representará um marco na história de Caxias.

PROGRAME-SE

  • O quê: abertura da 24ª edição das Surdolimpíadas de Verão, realizada pela primeira na América Latina.
  • Quando: neste domingo (1º de maio), às 18h.
  • Onde: no Ginásio do Sesi.
  • Transmissão: a solenidade será restrita aos convidados, delegações participantes e autoridades. O público em geral poderá acompanhar ao vivo por streaming pela Deaflympics TV by XPlay, através do App Deaflympics TV ou pelas redes sociais da Deaflympics e XPlay TV.

Fonte: Pioneiro Gaucha ZH

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