Candidata surda denuncia falhas em apoio na comunicação durante concurso público

A jovem Crisliane Santos Sampaio, moradora da Rua Jaci Barreto, no bairro Santana, em Ipiaú, enfrentou sérias dificuldades durante o concurso público do município de Ipiaú, realizado no último dia 22 de dezembro de 2024.

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BAHIA – Candidata à vaga de Instrutor de Libras Escolar, Crisliane relata que a falta de preparo da equipe responsável pelo suporte a candidatos surdos comprometeu sua participação no certame.

Crisliane chegou cedo à Escola Municipal Edvaldo Santiago, às 13h, conforme o horário estabelecido. No entanto, ao ser chamada pela fiscal de prova, enfrentou uma série de problemas de comunicação. Segundo ela, a pessoa designada para auxiliá-la gesticulava de forma confusa e sem demonstrar qualquer domínio da Língua Brasileira de Sinais (Libras), o que gerou angústia e desorientação.

A jovem afirma que havia solicitado, no ato de inscrição, a presença de um mediador com conhecimento em Libras, como previsto em lei. No entanto, a profissional designada para o auxílio não possuía a formação ou certificação necessária, comprometendo o suporte adequado durante a aplicação da prova. “Ela desprezou a prova, mostrou o gabarito e indicou o local de preenchimento sem sinalizar corretamente. Fiquei muito nervosa, pois era evidente que ela não estava preparada para a função”, desabafou Crisliane, por meio de uma intérprete em texto enviado ao GIRO.

A importância de intérpretes qualificados

A situação evidencia uma falha grave na organização do concurso, que não garantiu o direito de acessibilidade plena à candidata. Intérpretes de Libras devem passar por uma formação rigorosa e possuir certificação que comprove o domínio da língua de sinais e do português, além de demonstrar habilidade na mediação de contextos formais, como um concurso público.

“É importante destacar que saber Libras não transforma alguém automaticamente em intérprete. Pensar assim é perigoso e pode gerar prejuízos graves, especialmente para pessoas surdas que dependem desse suporte em momentos cruciais como concursos públicos”, pontuou uma amiga da Crisliane.

Repercussão e busca por medidas cabíveis

Crisliane e sua família estão recorrendo para que medidas cabíveis sejam tomadas. Eles reivindicam a reaplicação da prova com a presença de um intérprete qualificado. A jovem também espera que o caso sirva de exemplo para que futuros concursos adotem uma seleção rigorosa dos profissionais de atuam na intermediação comunicativa.

Fonte: Giro Ipiaú

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