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O sonho da vida do estudante Eliaquim Saldanha, de 22 anos, é montar um projeto de computação. “Quero trabalhar com a internet e toda essa área de tecnologia. Eu estou aprendendo português para que eu possa saber escrever, e aqui no curso tenho ajuda e acessibilidade,” compartilha o aluno com a ajuda da professora Geny Ferreira, intérprete de Libras, a Língua Brasileira de Sinais.

Há mais de quinze anos a professora Geny ensina esta modalidade de comunicação por gestos e expressões faciais. A educadora já perdeu a conta de quantos pessoas surdas ajudou a incluir na sociedade.

“É maravilhoso trabalhar com surdos. A relação é ótima. Eles sempre esperam a gente com alegria, com vontade de aprender. São pessoas muito interessadas. Sempre trago exemplos de pessoas que conquistaram seus espaços no mercado de trabalho”, ressalta Geny Ferreira.

Reconhecida por meio da Lei 10.436, a Língua Brasileira de Sinais tem seu dia lembrado na segunda-feira (24), como meio legal de comunicação e expressão no país. Desde 2005, a Libras passou a ser uma disciplina curricular obrigatória na formação de professores surdos, professores bilíngues, pedagogos e fonoaudiólogos. “Antes de aprender libras, eu não entendia nada dos sinais, tinha muita dificuldade, mas me esforcei, foquei, tirei dúvidas, fiz amigos. Hoje as coisas mudaram, tenho fluência, participo, consigo pensar, entender os contextos”, comemora Eliaquim.

Em Belém, o Centro de Capacitação de Profissionais da Educação e de Atendimento às Pessoas com Surdez (CAS) é pioneiro na formação em libras. Ligado à Secretaria de Estado de Educação (Seduc), por meio da Coordenação de Educação Especial (Coees), o CAS é aberto a professores, servidores, familiares de pessoas surdas e comunidade.

Em 2022, o Centro formou 290 servidores do Estado. Neste ano, outros de 350 profissionais devem ser capacitados. Além do curso de Libras, o CAS oferece projetos de ensino abertos também para familiares e comunidade. As inscrições são abertas a cada semestre.

Uepa

A Universidade do Estado do Pará (Uepa) oferta os cursos de graduação Letras – Língua Brasileira de Sinais (Libras) e Pedagogia Bilíngue. Para o curso de Letras-Libras, a instituição realiza um processo seletivo específico para deficientes auditivos, que considera o letramento da pessoa surda distinto da pessoa não-surda, por isso é preciso respeitar as particularidades de ensino e aprendizagem.

Os profissionais com Licenciatura Plena em Libras são importantes para se comunicar com deficientes auditivos, assim, promovendo a inclusão.

Fonte: Diário do Pará

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