A capacitação dos servidores municipais para ampliar a inclusão e tornar o atendimento público mais acessível é o foco do curso intermediário de Libras (Língua Brasileira de Sinais), promovido pela Escola de Gestão Pública (EGP) da Prefeitura de Jundiaí. A formação reúne 23 servidoras de diferentes áreas da Administração Municipal, que participam de aulas quinzenais e aprofundam os conhecimentos na comunicação com pessoas surdas.
Além do aprendizado de uma nova forma de comunicação, o curso contribui para preparar os participantes para situações do dia a dia, tanto no ambiente de trabalho quanto na vida pessoal, fortalecendo a autonomia das pessoas surdas e ampliando as possibilidades de interação e inclusão.
“Sinto-me privilegiada por fazer esse curso e já ter utilizado a linguagem de sinais na prática no meu trabalho. Foi gratificante me comunicar com uma pessoa surda que precisava de ajuda. Quero seguir a formação até o nível avançado. Estou perto de me aposentar e quero seguir na área como intérprete de Libras”, afirmou a servidora Sandra Cristina Zago Magrini, do Ambulatório Médico de Infectologia (AMI), da Secretaria Municipal de Promoção da Saúde (SMPS).
A professora do curso é a guarda municipal Regiane Arenhardt Diniz. “Por que a comunidade surda não pode ter atendimento em qualquer lugar? É para isso que serve a capacitação, para dar acolhimento igualitário à população surda em qualquer espaço, público ou privado. Formar pessoas que enxergam na Libras mais do que uma tradução é um ato de cidadania”, disse Regiane.
Aplicativo e medalha
A GM Arenhardt e seus colegas de Corporação Edval e Elielton desenvolveram o aplicativo de acessibilidade “GM em Libras”, voltado à população surda. Ele amplia o acesso desta comunidade aos serviços de segurança e funciona a partir de um QR Code. Via WhatsApp, as informações são passadas ao usuário através de vídeos, com o uso da Língua Brasileira de Sinais.
Com o aplicativo, a pessoa surda pode pedir ajuda e fazer denúncias de crimes. O trabalho realizado pelos guardas municipais de Jundiaí contou com o suporte da Companhia de Informática de Jundiaí (Cijun) e rendeu ao trio a medalha Monteiro Lobato, da Academia Brasileira de Letras das Guardas Municipais. No projeto, os GMs contaram com a ajuda de outros 10 integrantes da Corporação.
Fonte: Sampi Campinas









