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Menina de 6 anos transformou a rotina em uma instituição de ensino em São José do Rio Preto (SP).

Uma aluna surda mudou a rotina de uma escola da rede pública de ensino em São José do Rio Preto (SP) ao inspirar colegas, professores e funcionários a aprenderem a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para se comunicarem com ela.

Nos corredores, cartazes ensinam saudações como “bom dia”, “olá” e “obrigada”. Na cantina, o cardápio também foi elaborado por alunos e professores e adaptado à língua de sinais.

Diagnosticada com surdez aos dois anos, Sofia se comunicava em casa por meio de mímicas, já que a família não conhecia Libras. A mãe, Suelen Cristina da Conceição, conta que chegou a temer a exclusão da filha, que já foi maltratada por não conseguir se expressar.

“Graças ao trabalho da escola, hoje conseguimos entender que ela quer comer ou quando quer brincar. E saber que ela não vai ser excluída da sociedade, por mais que não escute, é emocionante”, conta Suelen.

Desde 2024, Sofia frequenta a Escola Municipal Júlio de Faria. No início de 2025, a professora Franciane Rodrigues Bottaro passou a lecionar na instituição e, sensibilizada pela dificuldade de comunicação que existia entre Sofia e o mundo, dedicou-se a ensinar Libras à menina e aos colegas de sala.

“Pensamos em como poderíamos incluir essa criança de uma forma que ela conseguisse desenvolver plenamente sua autonomia. As outras crianças aceitaram muito bem, porque, além de poderem se comunicar com a Sofia, ela também passou a aprender sua própria língua”, afirmou.

A iniciativa se expandiu para fora da sala de aula. Durante o intervalo, as cozinheiras fazem sinais para indicar o cardápio do dia e, em casa, Sofia também ensina a família o que aprende na escola.

A comunicação trouxe avanços importantes e tarefas simples ganharam um novo significado. Até pouco tempo, Sofia ainda usava fraldas, mas hoje consegue sinalizar quando precisa ir ao banheiro, demonstrando como o aprendizado lhe trouxe autonomia no dia a dia.

Na sala de aula, os colegas aprenderam os sinais para pedir água, ir ao banheiro ou sentar. Muitos se dedicam para estar preparados caso encontrem outras crianças surdas em outros lugares, reforçando que saber Libras é essencial para a inclusão.

Confira o vídeo completo da reportagem

Fonte: G1

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