Exibição do filme de Eva Libertad García reuniu integrantes da comunidade surda neste domingo (31), na Sala Derby
A surdez e a maternidade ganharam a tela e um espaço para discussão e reflexão no Cinema da Fundação, neste domingo (31), com a exibição do filme “Surda”, de Eva Libertad García. Com a sala Derby cheia, a sessão, que faz parte do Programa de Educação e Acessibilidade, contou ainda com um debate com mães surdas da Associação de Surdos de Pernambuco (ASSPE).
A sessão foi apresentada pelo monitor de acessibilidade do Cinema da Fundação, Tulio Rodrigues, e teve a presença expressiva de integrantes da comunidade surda de Pernambuco para assistir ao longa-metragem, que estreou nesta semana no equipamento cultural da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). A exibição contou com janela de Libras, audiodescrição e legendas para surdos e ensurdecidos (LSE).
Com a comunicação feita totalmente em sinais, um debate após a exibição do filme reuniu mães surdas da ASSPE — Patricia Cardoso, Roberta Farias Soares, Kilma Coutinho e Roberta Coutelo — e o público para compartilhar suas vivências em paralelo à ficção. A mediação ficou por conta da intérprete Julia Dias, e a tradução simultânea para o português pelas também intérpretes Joana Rosas e Keila Alcântara, da Fundaj.
Entre os temas discutidos estiveram os desafios dos primeiros cuidados no período neonatal, as barreiras de comunicação com a equipe médica durante a gestação e o parto, e o acesso e a inclusão das crianças de pais surdos nas escolas. Na visão de Patrícia, uma das grandes dificuldades é a falta de preparo da equipe médica para lidar com mães surdas.
Fonte: Fundaj









