Em Guarapuava, Laboratório Bilíngue e Sala Multifuncional oferecem atendimento individualizado para as crianças

Pensando no processo de inclusão das crianças com deficiência auditiva em Guarapuava, a Sala de Recursos Multifuncional Surdez da Escola Municipal São José, faz atendimento individualizado durante o contraturno das aulas das crianças. Assim, o atendimento ocorre de segunda à quinta. Além disso, durante as tardes de sextas, contam com o apoio do Laboratório Bilíngue em parceria com CAS (Centro de Apoio ao Surdo e aos Profissionais da Educação de Surdos do Paraná).

De acordo com a Secretaria Municipal de Comunicação (Secom), 10 alunos da Educação Infantil ao Ensino Fundamental da rede de Educação Básica do Município são atendidos na Sala. Conforme a professora Cecilia Rafaelly de Oliveira Rutkoski, o acompanhamento ocorre de duas a três vezes na semana. “Os alunos aprendem Libras e recebem apoio à escolaridade, complementando o ensino dos conteúdos do ensino regular através de recursos e adaptações. O atendimento também é feito para crianças que ainda não estão frequentando a escola, oferecendo estimulação precoce”.

Conforme a Secom, no ensino regular os estudantes têm o auxílio de um intérprete, que faz a mediação entre o aluno surdo, a professora e as demais crianças. Quando o aluno já tem conhecimento da primeira língua (Libras), a mediação serve para ele adquirir a segunda língua (português). E assim ser inserido no processo de aprendizagem.

A professora Katiane Pawlas Marconato, assessora pedagógica da equipe de Educação Especial da Secretaria de Educação, comenta sobre a importância de ter aulas bilíngues para os alunos. “A gente acredita que eles precisam ter um espaço bilíngue. Ou seja, como a língua de sinais é a primeira língua deles, o ideal seria que os alunos tivessem Classes Bilíngues. Mas estamos trabalhando para isso”.

LABORATÓRIO
No projeto Laboratório Bilíngue as práticas pedagógicas estão em desenvolvimento, como atividades e jogos didáticos para tornar a linguagem de sinais a primeira língua de crianças surdas. E também, expandir o aprendizado para as famílias.

Assim, os materiais que obtiverem maiores resultados no projeto, servirão de modelo para instituições de outros núcleos de educação atendidas pelo Laboratório. Essa é apenas uma fase do projeto, que terá outros estágios nos próximos anos. Além disso, as famílias também recebem atenção.

Fonte: RSN

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