O promotor de Justiça Alexandre Guedes instaurou um inquérito civil para investigar a denúncia de que um deficiente auditivo foi orientado a procurar um canal de atendimento telefônico para desbloquear um cartão de crédito. Conforme a portaria assinada em 21 de setembro, o caso foi reportado por Denise Silva Lima, mãe de Caio Lívio Silva Lima que é deficiente auditivo.

MATO GROSSO – “O jovem requereu junto as Casas Bahia um cartão de crédito e, ao receber o documento magnético, foi até a loja para efetuar o desbloqueio, porém foi esclarecido pelo atendente que esta atividade poderia ser feita somente em canais de atendimento telefônico”, diz trecho da portaria.

A mãe ligou para a empresa para tentar efetuar o desbloqueio do cartão, mas a foi informada pela atendente que apenas o proprietário do cartão poderia fazer a ligação. Denise explicou que seu filho possui deficiência auditiva e não poderia efetuar a ação e apesar da insistência o serviço não foi concluído. Ela ressalta que embora a empresa não tenha realizado o desbloqueio e o filho não tenha utilizado o cartão, Caio esta recebendo mensalmente uma cobrança de R$ 15 referente à anuidade do cartão.

Para o promotor de Justiça, o atendimento prestado a Caio “fere completamente o que preceitua à Lei n. 13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência), destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania”.

Outro lado

Por meio de assessoria de imprensa o Banco Bradesco informou que irá apurar o ocorrido. Por meio de nota, a Casas Bahia pontou que está investigando o caso e que o ocorrido não condiz com as diretrizes da rede, que tem como pilar oferecer acessibilidade aos clientes, contribuindo com o desenvolvimento inclusivo da sociedade. “A Casas Bahia tem como objetivo assistir da melhor maneira os seus clientes, oferecendo-lhes uma cobertura personalizada de serviços e atendimento”, diz trecho da nota.

Fonte: RD News

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