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A história de Ana Melyssa foi contada pelo g1 nesta sexta-feira (24), Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais.

Ana Melyssa, de 11 anos, começou a aprender Língua Brasileira de Sinais (Libras) sozinha para se comunicar com um vizinho surdo, em Piripiri, no Norte do Piauí. A menina, que é ouvinte, publica vídeos nas redes sociais traduzindo mensagens e músicas para Libras e sonha em se tornar intérprete.

A história de Ana Melyssa foi contada pelo g1 nesta sexta-feira (24), Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais.

A mãe da garota, Leiliane Melyssa, contou que o interesse pela língua de sinais começou em 2025, quando Ana tinha 10 anos. Segundo ela, a menina percebeu que um vizinho surdo tentava cumprimentar outras pessoas, mas não conseguia. A partir disso, passou a buscar vídeos na internet para aprender Libras.

“Foi a partir do momento que ela viu o rapaz que é surdo desejar boa noite e ela não saber responder. Daí, ela foi ver os vídeos de como se comunicar com ele”, iniciou a mãe.

Depois de aprender os primeiros sinais sozinha, Ana Melyssa foi convidada, há cerca de um mês, a participar da Associação dos Surdos de Piripiri (Aspiri). No local, ela convive com pessoas surdas que estão aprendendo Libras e com ouvintes intérpretes. O vizinho da menina é um dos alunos da associação.

“A Melyssa começou a participar agora em abril, mas não fez curso ainda. Ela aprende com o contato direto com os surdos”, explicou Adonilson Gomes, presidente da Aspiri.

Sonho de ser intérprete

Leiliane contou ainda que, após o primeiro contato com a Língua Brasileira de Sinais, a filha passou a sonhar em se tornar intérprete de Libras. Atualmente, Ana publica vídeos nas redes sociais traduzindo músicas, saudações básicas e poemas para a língua de sinais.

A menina também já atuou como intérprete na escola onde estuda. Em um dos vídeos publicados nas redes sociais, ela aparece interpretando em Libras um poema recitado por outra estudante durante a abertura da Via Sacra da Unidade Escolar Padre Freitas.

Piauí tem a maior proporção de pessoas surdas no Brasil, segundo o IBGE
Quase 50 mil piauienses têm dificuldade permanente para ouvir, mesmo usando aparelhos auditivos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse número equivale a 1,6% da população do estado com dois anos ou mais — a maior proporção de deficiência auditiva do país.

Ao nível nacional, 1,3% dos brasileiros têm dificuldade permanente para ouvir. O Piauí, portanto, lidera a lista dos maiores indicadores, seguido por Rio Grande do Sul (1,5%) e pela Paraíba (1,5%).

Fonte: G1

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