Contemplada como projeto de incentivo à aprendizagem (Pina) no Programa de Assistência e Apoio ao Estudante (Paae), a “Videoteca de saberes em Libras: construção visual da aprendizagem” reúne uma série de gravações que apresentam formas de cumprimento, verbos, sentimentos, bem como termos técnicos específicos da área de mineração.
https://www.youtube.com/watch?v=lOp1Pneexec
Iniciativa da intérprete de Libras do Campus Jacobina, Agda Medrado, em parceria com a pedagoga Eliene Sales, o projeto conta com a participação dos estudantes do cursos técnicos integrados de mineração e informática, Samuel Rios (2º ano) e Jéssica Carolaine Barros (3º ano), respectivamente.
“Ao se pensar na implementação de uma política das diferenças e discutir acerca dos aspectos da educação inclusiva no âmbito da educação profissional e tecnológica, estamos buscando contemplar não apenas o acesso das pessoas surdas e/ou com necessidades educacionais específicas, mas a sua permanência, com êxito, no decorrer do processo formativo. Nesse sentido, este projeto visa à construção de uma videoteca por temas e componentes curriculares do ensino médio em Língua Brasileira de Sinais (Libras) a ser utilizada como recurso pedagógico visual para os/as estudantes surdos/as e os/as docentes, de maneira a subsidiar o processo de ensino e aprendizagem”, explica Agda.
Para a jovem Jéssica, 18, que teve seu primeiro contato com a Libras aos nove anos de idade como uma brincadeira de criança com a irmã, a experiência tem sido gratificante. “Participo de formações em Libras desde 2016, quando Agda ofertou curso básico. Na ocasião eu já dominava a datilologia [alfabeto], mas venho aprofundando conhecimentos na língua por meio de outros estudos, inclusive em casa e no contato com surdos. Depois que eu aprendi Libras minha personalidade mudou completamente, passei a olhar para o próximo de modo mais inclusivo, percebi o quanto os surdos são importantes para a sociedade. Eu fiquei apaixonada pela língua! Quero estudar Letras/Libras no ensino superior”, comenta.
“Momento Libras”
Os vídeos estão sendo produzidos e compartilhados semanalmente, através do canal oficial do Youtube, site do campus e redes sociais. O mural eletrônico, situado na entrada do IFBA, também está servindo como fonte de divulgação dos conteúdos. Durante os intervalos das aulas, de modo quinzenal, os bolsistas apresentarão sinais para a comunidade institucional a fim de aproximar o público ouvinte da cultura surda. Ao fim do projeto, previsto para maio de 2019, o acervo estará disponível em DVDs na Biblioteca.
Para a organização da videoteca, a equipe tem feito pesquisas em sites especializados, além de gravação autoral, contando com a colaboração do técnico em audiovisual Carlos Santana. Em conjunto com a docente da área de geologia Talita Gentil serão elaborados os sinais para compreensão da disciplina técnica, devido à chegada da 1ª aluna surda do campus, aprovada para o curso de mineração.
Instituído em março deste ano, o Núcleo de Apoio às Pessoas com Deficiência (NAPNE) do Campus Jacobina conta com o auxílio de Agda e Eliene, ao lado de Daniel Neves, técnico em assuntos educacionais e coordenador do grupo, e do professor de artes André Luiz Lima.
Fonte: Instituto Federal de Bahia







