A Prefeitura Municipal de Campo Grande, por meio da Subsecretaria de Defesa dos Direitos Humanos (SDHU), inaugurou nesta quinta-feira (30) o Centro Municipal de Interpretação de Libras (CMIL). O espaço, que funcionava de forma remota desde junho, está instalado na sede da SDHU. O Centro permite que pessoas com deficiência auditiva ou surda tenham acessibilidade em quaisquer serviços públicos da Capital.

“Campo Grande é a terceira Capital do país que agora disponibiliza para sua comunidade, um Centro Municipal de Interpretação de Libras para aqueles que têm deficiência auditiva ou é surdo. Em uma cidade com quase 1 milhão de habitantes, pensa o que isso pode causar de inclusão? Já são em torno de cinco atendimentos ao dia”, disse o prefeito Marcos Trad em discurso durante a inauguração.

A data escolhida para o lançamento do CMIL foi para homenagear o Dia Municipal do Tradutor/Intérprete da Língua Brasileira de Sinais – Libras, instituído e publicado em Diário Oficial pela prefeitura no último dia 08 de setembro (Lei n. 6.6667 – Diogrande 6.407).

“Quero antes de tudo parabenizar os quatro intérpretes do CMIL que se fazem aqui presente, comemorando essa conquista com Campo Grande no dia que se celebra a data dessa linda profissão. Parabéns”, comemorou o subsecretário de Defesa dos Direitos Humanos de Campo Grande, Amadeu Borges.

Em discurso, ele apontou que a inauguração do CMIL é mais do que um serviço de atendimento especializado, como também é um resgate daquelas pessoas que se sentiam discriminadas por falta dessa comunicação. “Os deficientes auditivos e pessoas surdas eram excluídas em momentos de atendimentos em órgãos públicos, entrevistas de emprego e ainda, momentos de consultas com médicos. Ouvimos o relato de um surdo que foi se consultar com um médico e recebeu outro diagnóstico e medicação errada por falta dessa comunicação. Hoje com agendamento, um dos nossos quatro intérpretes pode acompanha-lo nessas consultas”, disse Amadeu Borges.

Ficam disponíveis quatro profissionais intérpretes de libras com três tipos de atendimentos: o presencial, in loco e eventos. No presencial o atendimento é realizado no Centro Municipal de Interpretação de Libras, localizado na Subsecretaria de Defesa dos Direitos Humanos.

Presente também na cerimônia, o presidente da Associação de Famílias, Amigos, Profissionais e Pessoas Surdas de Mato Grosso do Sul (AFAPSMS), Adriano Gianotto, também discursou na ação de inauguração do CMIL. Adriano que é surdo, se comunicou em Libras, que foi traduzido simultaneamente pelo intérprete Valdir Balbueno.

“Nós queremos agradecer pelo projeto realizado, nós estávamos nessa busca há muito e muito tempo junto com vereadores, para entender como poderíamos buscar esse direito por meio de um projeto de lei. São seis mil surdos em Campo Grande. Foi quando uma vez finalmente fomos recebidos pelo prefeito Marquinhos e juntos tivemos essa ideia de criar esse centro de atendimento. Muito obrigado prefeito e também ao vereador Otávio Trad por nos acompanhar nessa luta” explanou em Libras o presidente da AFAPSMS.

Para eventos, os intérpretes estão disponíveis para ações realizadas por unidades e órgãos municipais, organizações da sociedade civil, associações, instituições e entidades sem fins lucrativos que atuam diretamente no atendimento de pessoas surdas. O CMILCG não presta atendimento a nenhuma demanda de cunho privado. Os atendimentos são voltados somente a atender as necessidades do cidadão no âmbito de serviços públicos em Campo Grande.

Tanto in loco, quanto em eventos, é necessário fazer agendamento prévio de no mínimo 15 dias úteis, por via de agendamento documental. O funcionamento do Centro Municipal de Libras é de segunda a sexta, das 07:30 às 11h/ 13h às 17:30.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 2020 – 1181.

Fonte: CGNotícias

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