Para incentivar a reflexão sobre o que o surdo vivencia e mostrar que ele é capaz de vencer os obstáculos do dia a dia, a Escola Estadual Oral e Auditiva de Vitória realizou uma atividade diferente: levou alunos, pais e ou responsáveis ao cinema.

A ida ao cinema, na ultima quarta-feira (25), para assistir “A Família Belier”. O filme conta a história de Paula, uma adolescente francesa que enfrenta todas as questões comuns de sua idade: o primeiro amor, os problemas na escola e as brigas com os pais. Mas a sua família tem algo diferente: seus pais e o irmão são surdos.

O filme legendado não foi problema para os alunos. Apesar da Língua dos Sinais presente no filme ser francesa, alguns gestos são universais. “A reação dos alunos foi espontânea. Muitas risadas e muito choro, afinal a emoção é a linguagem do coração”, contou a pedagoga responsável pela atividade extracurricular, Elaine Vargas Charpinel Venturim.

“O surdo enfrenta muitas dificuldades ao longo da vida, muitas por falta de preparo da família para compreendê-lo e incluí-lo na vida social. Embora existam projetos de inclusão, a sociedade por ser ouvinte não está preparada para a deficiência auditiva. Ainda não existe um interprete da Língua dos Sinais em cada estabelecimento, mas os surdos precisam entender que eles são tão capazes quanto alguém que escuta normalmente”, destaca a pedagoga.

Para Elaine, uma fala do próprio filme resume a importância da atividade. “O surdo não é deficiente, ele só é surdo. É uma identidade que eles precisam construir e assumir”, ressaltou.

É considerada deficiente auditiva a pessoa que apresenta incapacidade parcial ou total de audição. Podendo ser de nascença ou causada depois por doenças.

Fonte: Governo do Estado do Espírito Santo

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