Serviço ainda depende de emendas parlamentares impositivas para sua manutenção
A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é reconhecida pela Lei Federal como um direito fundamental à cidadania. No entanto, em Foz do Iguaçu, a Central de Interpretação de Libras (CIL) ainda não é uma política permanente do município, o que gera risco de interrupção do serviço por depender de fontes incertas de financiamento. Diante desse cenário, a Câmara busca informações detalhadas do Prefeito sobre a possibilidade de tornar a Central uma política pública permanente. O pedido foi formalizado por meio do Requerimento nº 240/2026, de autoria da vereadora Yasmin Hachem (PT).
Em justificativa, a autora explica que a viabilização da Central foi fruto exclusivamente de recursos de emendas parlamentares de execução obrigatória, que destinaram os recursos necessários para a aquisição de tecnologia, mobiliário, veículos e o custeio inicial da equipe técnica.
Para que o serviço não corra o risco de ser interrompido, a parlamentar faz alguns questionamentos à Prefeitura: “A primeira pergunta é: qual setor da prefeitura é responsável pela política pública para pessoas com deficiência? A segunda é se a gestão conhece a Central de Libras, que opera desde 2024 e atende inúmeras pessoas. E, por fim, por que essa política pública ainda não foi incorporada pelo município?”, questionou a vereadora.
Historicamente, a comunidade surda iguaçuense enfrentou severas barreiras no acesso aos direitos básicos. Diante desse cenário, iniciou-se um processo de mudança em 18 de abril de 2024, com a inauguração da Central de Interpretação de Libras na sede da APASFI (Associação de Pais e Amigos dos Surdos de Foz do Iguaçu). O projeto foi concebido para oferecer suporte especializado em atendimentos em órgãos públicos como consultas médicas, delegacias e órgãos de assistência social — tanto de forma presencial quanto remota.
Fonte: Câmara Municipal de Foz do Iguaçu PR








