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Essa é a emocionante história de “Eu, Leo”, curta brasileiro que conquistou o público em Los Angeles, com lágrimas e elogios, e agora concorre ao prêmio de Melhor Fotografia no Los Angeles Brazilian Film Festival.

Lágrimas e elogios marcaram a exibição de “Eu, Leo” (“I, Leo”), nesta segunda-feira, 2 de novembro, no The Culver Theater, em Culver City, Los Angeles, nos Estados Unidos. Dirigido e roteirizado por Ricardo Cioni Garcia, o curta-metragem sobre inclusão, protagonizado por criança autista e com elenco de crianças surdas, ainda pode sair da 19ª edição do Los Angeles Brazilian Film Festival (LABRFF) com o prêmio de Melhor Fotografia em Curta-Metragem de Ficção, pelo trabalho do diretor de fotografia Heitor Cavalheiro. Os vencedores serão anunciados nesta quinta-feira, 5 de novembro, durante o encerramento do festival.

“Eu, Leo” (19 min) nasceu do projeto “Surdos Fazem Cinema”, iniciativa de impacto social criada pelo diretor Ricardo Cioni Garcia, que ensina cinema a jovens surdos de comunidades periféricas. Na tela, o público conhece Leo, de 11 anos, um menino autista não verbal que encontra acolhimento em uma escola cujos alunos são majoritariamente surdos. Na nova turma, o protagonista, interpretado por Guilherme Faci, descobre, por meio da língua de sinais, que existem diferentes maneiras de se fazer entender e encontra um lugar de pertencimento.

À frente da direção de fotografia, Heitor Cavalheiro teve o desafio e a sensibilidade de valorizar o talento das crianças em cena e traduzir, também na linguagem visual, a inclusão vivenciada nos sets de filmagem. O protagonista está no espectro autista e a maior parte do elenco é formada por crianças surdas. O curta foi filmado em apenas três diárias, em um set silencioso e organizado, com poucas repetições por cena.

Para Heitor Cavalheiro, “o curta traz duas realidades pouco retratadas no cinema. A gente não as relaciona de início, mas, do ponto de vista da exclusão social, do desafio de se comunicar, de se fazer entender e de entender o mundo ao seu redor, elas dividem muita coisa”.

“Ter um roteiro que fala disso é uma coisa. Filmar efetivamente com crianças surdas e com uma criança no espectro autista é outra. A fotografia tem que servir à história, e não o contrário. Contar essa história com elas é um ato de respeito, inclusão e amor”, complementa o diretor de fotografia. Seu trabalho no filme lhe rendeu a indicação ao prêmio do Los Angeles Brazilian Film Festival.

Sobre a indicação, Heitor Cavalheiro conta: “O LABRFF é um festival que acompanho há anos e onde já tive projetos exibidos. Ser indicado pela primeira vez ao prêmio de Melhor Fotografia nesse festival, ao lado de fotógrafos cujo trabalho admiro, é uma honra. Saber que quem selecionou o filme entendeu o que a fotografia quis dizer, para além do fazer técnico, já é uma vitória em si”.

Sobre “Eu, Leo” – Direção e roteiro: Ricardo Cioni Garcia. Produção: Butikin Filmes (Gleison Mota). Direção de fotografia: Heitor Cavalheiro. Assistência de direção: Karla Bonfá e Michelle Santos. Direção de arte: Fátima Lima. Montagem: Renan Prado. Trilha original: Thiago Muller. Elenco: Guilherme Faci, Francis Helena Cozta, Celina Vaz, Luciana Canton, Samuel Alves e Rayanne Andrade. Brasil, 2026, 19 min, 4K, português e Libras.

Vencedor do prêmio de Melhor Filme na mostra Histórias Curtas do 23º FICI – Festival Internacional de Cinema Infantil (2026), pelo júri infantil. Seleção oficial do 33º Kineko International Children’s Film Festival, em Tóquio, onde teve sua estreia internacional, entre 31 de outubro e 2 de novembro.

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