A comunicação entre paciente e médico precisa ser clara e acessível para o sucesso do tratamento. Por isso, o Hospital de Referência Oftalmológica (HRO) realizou o procedimento Facectomia com Lio, na manhã desta terça-feira (08), com um intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) para garantir a comunicação apropriada e adequada ao paciente com deficiência auditiva, repassando as informações a ele na sua linguagem, em uma clara demonstração de respeito ao paciente.

MARANHÃO – A acessibilidade surpreendeu o paciente Lailson Sodre, que realizou o procedimento utilizado no tratamento de catarata, a facectomia com implante de LIO (lente intra-ocular), também conhecida como cirurgia de catarata, no Hospital de Referência Oftalmológica. A doença consiste na opacidade parcial ou total do cristalino (lente natural do olho) ou de sua cápsula e a lente intra-ocular tem como objetivo substituir o cristalino danificado por uma lente artificial que recuperará a função perdida.

Segundo o oftamologista Dr. Bruno Queiroz, quando o paciente é deficiente auditivo, nós precisamos nos certificar que antes de iniciar a cirurgia ele tenha entendimento total de como ela irá funcionar, de como se portar e o que não fazer durante o ato operatório.

“Na maioria das cirurgias de catarata há comunicação entre o médico e o paciente durante o procedimento, sendo possível que o médico passe orientações ou esclareça os passos seguintes da cirurgia ao paciente. No caso realizado do Sr. Lailson, com o auxilio do profissional intérprete de Libras Cássio Coelho, foi possível preparar e passar todas as orientações necessárias ao paciente antes do início do procedimento para que a cirurgia fosse realizada com grande sucesso”

Análogo ao músico e compositor alemão Ludwig van Beethoven, Lailson Sodre perdeu a audição gradativamente, o que lhe permitiu estudar a Língua Brasileira de Sinais e aperfeiçoar a leitura labial. A presença do intérprete de Libras no dia da cirúrgia, na sala pré-operatório e disponível para o acompanhá-lo até o pós-operatório, o surpreendeu. O pedagogo Cássio Pinheiro acompanhou a anestesista Liciane Leda e o oftalmologia Bruno Queiroz durante todo o procedimento.

“Sou intérprete há dois anos e meio e essa foi minha primeira experiência na área da saúde. Foi realmente gratificante. A pessoa com defiência auditiva encontra muitos obstáculos no dia a dia. Por isso, quanto mais rápido nos inteirarmos dessa realidade, a linguagem conquistará o reconhecimento devido como língua natural como qualquer outra, com estruturas sintáticas, semânticas, morfológicas e etc.”, enfatizou o pedagogo.

Para a anestesista Liciane Leda, proporcionar segurança ao paciente no momento de tamanha ansiedade, que são os minutos que antecendem uma cirurgia, é essencial e o intérprete garantiu que todas as informações fossem transmitidas a ele, que pôde entender como o procedimento ocorreria.

“Temos o cuidado de sempre nos fazer entender pelo paciente e seus familiares. Nos primeiros encontros, nas consultas e na realização dos exames, a família quem intermediou a comunicação, e após o diagnóstico, queríamos que ele continusse se sentindo seguro e tendo ciência do passo a passo do procedimento, por isso, a presença do intérprete, que foi de suma importância para ele”, pontuou.

Fonte: https://www.hospitalsaodomingos.com.br/noticia/hro-realiza-procedimento-em-paciente-com-deficiencia-auditiva-com-a-presenca-de-interprete-de-libras-500

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