Em setembro do ano passado, as jogadoras da Seleção Brasileira de Futsal de Surdos decidiram promover uma rifa para custear a participação da equipe no Campeonato Mundial de Futsal de Surdos, marcado para novembro deste ano, na Suíça.

Apesar da ajuda recebida graças à repercussão na internet, as meninas não conseguiram vender todas as cartelas e, no momento, seguem na busca por mais apoio financeiro.

Para disputar a competição, que acontece entre os dias 6 e 16 na cidade de Winterthur, cada jogadora tem, agora, um custo médio de R$ 10 mil. Hoje, com o valor já arrecado, é possível cobrir 40% da hospedagem, além do uniforme e da taxa de inscrição. Contudo, falta ainda o dinheiro para as passagens aéreas da equipe, refeições e os outros 60% da estadia.

Carolina Matos, ala/fixa pré-convocada, diz que isso é uma grande ajuda, e conta que o time continua atrás de mais um patrocínio. “Por enquanto, só temos a Cavaletti como patrocinador e estamos buscando mais empresas interessadas em nos apoiar. Pensamos até em propostas para estampar as marcas nas peças de vestuário, o que poderia dar um suporte com os outros gastos”, explica.

Como alternativa, as surdoatletas decidiram criar também uma ‘vaquinha online’ para conseguir o dinheiro da alimentação. O objetivo é levantar, até 30 de junho, no mínimo R$ 5.500 para cobrir os gastos da equipe de 20 pessoas no período em que participarão do Mundial.

Hoje, atletas com deficiência auditiva não fazem parte equipe olímpica e paralímpica, visto que possuem a Surdolimpíada como competição específica. Além disso, o ICSD (Comitê Internacional de Desportos de Surdos) não é filiado ao COI (Comitê Olímpico Internacional) ou ao IPC (Comitê Paralímpico Internacional).

Questionada por que é tão difícil para a seleção conseguir apoio para participar dos campeonatos, além dos fatores apontados anteriormente, Carolina cita como principal problema a ausência de visibilidade. “Falta cobertura da mídia em relação ao esporte de surdos e, também, falta conhecimento por parte da sociedade, principalmente pelo fato de que a maioria pensa que fazemos parte do time paralímpico”, finaliza a jogadora.

Fonte: https://www.torcedores.com/noticias/2019/03/selecao-feminina-futsal-surdos-apoio-financeiro-participar-mundial

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