Geane Silva Lima, de 24 anos, conta que sofreu muito na infância, pois não conseguia entender os conteúdos ministrados em aula. Ela também é estudante de química.

Surda desde que nasceu, Geane Silva Lima, de 24 anos, superou desafios e se tornou professora de língua brasileira de sinais (Libras) para alunos do ensino fundamental de uma escola de Itumbiara, no sul goiano. A jovem, que também cursa química, conta que sofreu muito na infância, pois não conseguia entender os conteúdos ministrados em aula.

“Eu comecei a estudar com 10 anos e não sabia nada. Sofri muito. Eram muitas as dificuldades, até que encontrei uma tradutora intérprete de libras que começou a me alfabetizar”, conta Geane.

As aulas presenciais estão suspensas desde março por causa da pandemia de coronavírus. No quadro da sala de aula, Geane deixa uma mensagem para a turma: “Sinto falta de estar com meus alunos”.

A professora Jakline Soares Borges conheceu Geane quando ela estava no 5º do ensino fundamental. Ela percebeu que a aluna não era alfabetizada e, na época, aprendeu libras para poder ajudá-la.

“Encontrei com a Geane no quinto ano e percebi que ela não tinha alfabetização, nem no português nem na língua dela, que é libras. Para mim, foi um desafio”, se recorda.

Para ajudar na comunicação dos surdos, alunos do campus de Itumbiara do Instituto Federal de Goiás (IFG) estão confeccionando 1 mil máscaras com visor para distribuir para comunidades da cidade, já que muitos dependem da leitura labial para se comunicar.

Fonte: G1

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