Na tarde desta última sexta-feira, 6, um casal com deficiência auditiva participou de audiência de mediação para tratar do divórcio, guarda da filha, pensão e visitação. A audiência contou com auxílio de dois servidores que trabalharam, de forma  simultânea, como intérpretes de libras para cada uma das partes. Esse atendimento é o primeiro, durante a pandemia, de mediação online em Libras da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO).

“É a minha primeira vez aqui na Defensoria e o atendimento com acessibilidade em Libras é muito importante, toda a interação, saber o que realmente estamos precisando. E a Defensoria tem essa troca com o assistido.” O depoimento é de uma das partes atendidas na mediação.

Para a psicóloga e mediadora de conflitos do Núcleo de Mediação e Conciliação de Palmas (Numecon), Lane Ruth de Souza Barros, mediar de forma virtual com interpretação em Libras foi um desafio novo, uma forma de garantir os direitos das pessoas com deficiência “A Defensoria está cumprindo a sua missão constitucional de prestar assistência jurídica às pessoas hipossuficientes e com deficiência. Elas estão recebendo o atendimento jurídico necessário para resolver seus problemas, estão tendo seus direitos garantidos”, afirmou a servidora.

A defensora pública coordenadora do Numecon Palmas, Tatiana Borel, destaca a importância de sempre buscar formas de aprimorar os atendimentos oferecidos pela Instituição “Hoje, na Defensoria, temos servidores com qualificação em Libras e que estão aptos a auxiliar o atendimento prestado a pessoas com necessidades especiais.” disse.

“Através da acessibilidade nos atendimentos, conseguimos identificar as necessidades e demandas que estão relacionadas intimamente a cada caso, como por exemplo, disponibilizando uma maior quantidade de tempo quando necessário, fornecendo intérpretes de Libras, dentre outras providências. E isso é o que  nos permite franquear o acesso pleno de todos os cidadãos hipossuficientes aos serviços que a instituição presta, sendo esse nosso maior objetivo”, completa a Defensora Pública.

Fonte: Defensoria Pública – Tocantins

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