Entidade que administra a Cinemateca e a TV Escola cobra verba do governo e diz que banco reteve dinheiro de salários.

A crise na Roquette Pinto, que administra a Cinemateca e a TV Escola, contamina agora a TV Ines, dedicada ao conteúdo para surdos, com verba do Ministério da Educação. A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, é defensora da inclusão dessa população. Cerca de 50 funcionários da TV não receberam o salário de julho e não há data para o pagamento. Com isso, a produção foi interrompida. O repasse federal, de menos de R$ 1 milhão, foi feito, mas a direção do órgão diz que foi retido pelo banco.

A Roquette Pinto afirma que tem R$ 13 milhões a receber da secretaria especial da Cultura, pela gestão da Cinemateca, e que foi prejudicada pelo corte súbito do contrato do MEC com a TV Escola no fim do ano, por vontade de Abraham Weintraub. Foi levada a demitir funcionários, cujos empréstimos consignados estavam sem pagamento. Assim, o banco congelou a verba que entrou, diz a direção.

SOS A entidade informa que pediu para o Ines (Instituto Nacional de Educação de Surdos) antecipar a próxima parcela do pagamento, mas a liberação da verba depende da boa vontade do MEC, cujo novo ministro, Milton Ribeiro, ainda não sentou na cadeira.

Fonte: Folha de S. Paulo

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