A Confederação Brasileira de Desportos de Surdos (CBDS) passa a compor, a partir de 24 de agosto, o quadro de integrantes do colegiado.

O Diário Oficial da União desta quinta-feira (13.08) traz uma histórica conquista para o desporto de surdos no Brasil. Por meio da Portaria nº 451, assinada pelo ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, o Conselho Nacional do Esporte (CNE) ganha, pela primeira vez, uma representante da Confederação Brasileira de Desportos de Surdos (CBDS) na composição do quadro de integrantes.

“Esse é um pleito que eles fazem há muito tempo, e acho de extrema importância para a comunidade surda. Foi um movimento que o secretário Marcelo Magalhães fez no sentido de a gente participar melhor, já que também criamos a Secretaria Nacional do Paradesporto. Termos os surdos conosco é fundamental para atingir uma comunidade que a gente precisa acolher e ajudar”, afirma o secretário especial adjunto do Esporte, André Barbosa Alves.

Criado em 2002 como um colegiado de assessoria ao Governo Federal no desenvolvimento de políticas em prol do desporto nacional, o CNE é composto por representantes do Executivo e das principais entidades esportivas do país, como o Comitê Olímpico do Brasil (COB), o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), a Comissão Desportiva Militar Brasileira (CDMB), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), entre outras. A partir do próximo dia 24, a CBDS passa a contar com uma representante no grupo, a presidente Diana Kyosen.

“É uma alegria muito grande saber dessa nomeação de representante da Confederação Brasileira de Desportos de Surdos (CBDS) para o Conselho Nacional do Esporte pela primeira vez na história. Com certeza é um passo importante para a valorização do esporte para os surdos, uma causa que contribui para a inclusão na sociedade e para a qualidade de vida desse público no Brasil. A conquista desse espaço demonstra o trabalho do Governo em prol de quem mais precisa”, afirma a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que preside o Conselho do Programa Nacional de Voluntariado, Pátria Voluntária.

“A CBDS foi criada há 35 anos, e desde 2002 esperamos por esse momento. Estamos em festa”, comemora o vice-presidente da CBDS, Ricardo Sapi. “É uma reivindicação antiga. Sempre houve uma grande dificuldade do surdoatleta para acessar as políticas públicas de esporte. Os editais também não contemplavam o desporto de surdos porque não nos encaixamos no paradesporto. O assento da CBDS no CNE é a uma grande manifestação da democratização do acesso às políticas públicas de esporte. É um passo importante para sermos ouvidos, para reivindicarmos os nossos direitos”

Paradesporto

Em outra frente ligada à inclusão, na última terça-feira (11.08) Marcela Parsons foi nomeada como secretária nacional do Paradesporto, assumindo uma nova pasta na Secretaria Especial do Esporte que tem o objetivo de se dedicar à melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência, por meio de ações com o esporte e a educação. “Aproveito para dar as boas-vindas à nova secretária nacional do Paradesporto, Marcela Parsons. Que o seu trabalho faça a diferença na promoção do esporte para pessoas surdas e para as pessoas com deficiência no nosso país, trazendo mais acessibilidade e representatividade para todos”, afirma Michelle Bolsonaro.

“A nomeação de representante da CBDS é um justo reconhecimento para um segmento tão importante, que agora vai passar a ter voz no Conselho Nacional do Esporte”, destaca Marcela. “Hoje há mais de 10 milhões de pessoas com deficiência auditiva no Brasil, e o potencial esportivo é gigantesco nesse segmento. Vamos apoiar para que o país tenha um desempenho cada vez melhor. Temos as Surdolimpíadas programadas para o ano que vem, em Caxias do Sul. Espero que isso seja um catalisador da inclusão social dos surdos por meio do esporte. Já é um grande passo a gente ter a Diana nomeada no CNE”, diz a secretária, reforçando a missão que assumiu.

“A Secretaria do Paradesporto é uma secretaria de inclusão das pessoas invisíveis”, define. “Os surdos precisam muito de apoio, os autistas, as pessoas com síndromes. São pessoas que precisam estar incluídas no esporte de alguma forma, por meio da educação, da inclusão social, de um clube que patrocine esse atleta com deficiência, para usar realmente o paradesporto como uma ferramenta de inclusão para essas pessoas com deficiência que são tão esquecidas. A ideia é realmente uma secretaria social para essas pessoas por meio do esporte”, aponta Marcela Parsons.

Outra alteração no CNE publicada no Diário Oficial desta quinta foi a nomeação do secretário especial do Esporte como representante suplente do presidente do CNE, e do secretário especial adjunto do Esporte como suplente do secretário executivo do Ministério da Cidadania.

De acordo com o texto da Portaria nº 464, a presidência do CNE será exercida pelo titular da Secretaria Especial do Esporte nas hipóteses de ausência ou impedimento do ministro, ou vacância do cargo. “O esporte precisa estar junto. É fundamental para podermos participar e discutir um pouco melhor o esporte como um todo”, aponta André Barbosa Alves.

Fonte: Ministério da Cidadania

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