Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) apresentou, nesta terça (26), no Recife, sistemas que estão nas urnas eletrônicas para ajudar quem tem deficiências visual e auditiva.

PERNAMBUCO – Os eleitores com deficiências terão à disposição dispositivos de acessibilidade para poder votar nas eleições-gerais de 2 de outubro. Uma novidade, em 2022, é a urna eletrônica que conta com intérprete de Libras, a língua de sinais, para facilitar a participação de pessoas surdas.

Informações sobre a acessibilidade nas eleições deste ano foram divulgadas, nesta terça (26), pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE).

A apresentação contou com a participação de pessoas cegas e surdas, durante uma solenidade na sede do tribunal, no Recife.

Segundo o tribunal, o serviço de intérprete de Libras estará disponível em todas as urnas eletrônicas, assim como os outros dispositivos.

“O intérprete vai se comunicar com o leitor, a cada passo da votação, dizendo os números que foram digitados e para qual cargo ele está votando, como deputados estadual e federal”, afirmo o assessor de Planejamento de Gestão do TER-PE, Acácio Leite.

Além do intérprete de Libras, as urnas têm recursos para facilitar a votação de pessoas cegas. Desde pleitos anteriores, há teclados em Braile.

Quem precisar de descrição em áudio deverá avisar ao mesário, antes de entrar na cabine de votação, e pedir para usar os fones de ouvido. A cada número digitado, o dispositivo orienta o eleitor.

Caso o eleitor tenha severas dificuldades de locomoção, o TRE informa que essas pessoas podem ir até os cartórios eleitorais, até 18 de agosto, para pedir para votar em uma sessão mais acessível.

“Qualquer eleitor com deficiência severa ou dificuldade de locomoção pode fazer esse pedido. O TRE vai buscar o melhor local que consiga atender a essa solicitação”, acrescentou Acácio leite.

Ele disse, ainda, que a pessoa com dificuldade de locomoção ou deficiência severa pode contar com ajuda de acompanhante na hora de votar.

“Na hora de votar, a pessoa deve informar ao mesário que vai precisar de apoio. Esse acompanhante pode até digitar os números para a pessoa com deficiência”, acrescenta Acácio Leite.

Durante a apresentação, cegos e surdos tiveram condições de testar os dispositivos das urnas. Após o primeiro contato, o resultado foi satisfatório.

Deficiente visual, Ednaldo Ferreira afirmou que achou interessante o sistema de descrição por meio de áudio. “A gente pode ajustar o volume e a velocidade. É muito importante”, afirmou.

A estudante Yasmin Siva, que tem deficiência auditiva, teve ajuda de uma intérprete de Libras para conceder entrevista à TV Globo.

Ela disse que se sentiu “muito bem” com a possibilidade de usar o intérprete que funciona na urna eletrônica “Uma experiência muito boa. A gente se sente atendido na acessibilidade”, declarou.

Fonte: G1

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