Por semana, duas surdas pedem intérprete para ir à Delegacia da Mulher

Veja como surdos podem pedir acompanhamento de intérpretes da prefeitura para ir a diversos locais

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Entre os surdos que procuram um intérprete da Prefeitura de Campo Grande para serem acompanhados até algum órgão de serviço público, 77% são mulheres que precisam ir à delegacia denunciar violência doméstica, a juizados ou unidades de saúde. O CMIL (Centro Municipal de Interpretação de Libras) começou a funcionar em julho deste ano e até agora atendeu 542 pessoas com surdez, no local, em eventos ou acompanhamentos à delegacias, postos de saúde, entrevistas de emprego e outros lugares.

Dos 231 acompanhamentos que os intérpretes fizeram nesses cinco meses, ajudando os surdos a se comunicarem em diversos locais, 180 foram com mulheres na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), em juizados, postos de saúde ou outros locais para resolver problemas como a guarda dos filhos, por exemplo, segundo o coordenador do CMIL, Valdir Balbueno.

“Sentimos que o momento de pandemia teve demanda alta em relação ao atendimento com mulheres surdas nas delegacias especializadas, chegando a dois chamados por semana relacionadas à violência doméstica”, conta Valdir, que também é intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais).

De julho a dezembro, o CMIL fez 108 atendimentos presenciais, 231 atendimentos de acompanhamento em diversos locais, interpretação de Libras em 29 eventos e 121 atendimentos online.

Campo Grande é a terceira Capital do país que disponibiliza esse atendimento especializado para comunidade com deficiência auditiva ou surda, de acordo com Valdir.

O CMIL fica na sede II da SDHU (Subsecretaria de Defesa dos Direitos Humanos). Segundo o titular da subsecretaria, Amadeu Borges,  outros acompanhamentos constantes foram a consultas médicas, incluindo psicólogos e psiquiatras.

“Os deficientes auditivos e pessoas surdas eram excluídas em momentos delicados como de terapia, por exemplo. Era necessário um parente ou amigo para traduzir a sessão, o que causava muito constrangimento ao se expor. Ouvimos também um relato de um caso, que ao se consultar com um médico, um surdo recebeu diagnóstico e medicação errada por falta dessa comunicação especial. Hoje com agendamento, um dos nossos intérpretes pode acompanhar os surdos nessas consultas”, detalha Amadeu.

CMIL – O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 07h30 às 11h e das 13h às 17h30, na Rua Barão do Rio Branco, nº 2.260. Também é possível falar com os intérpretes por WhatsApp pelo número (67) 99219-2602 e obter mais informações pelo telefone (67)  2020 – 1181.

Para que um intérprete acompanhe o surdo em algum local é necessário fazer agendamento pelo menos 15 dias úteis antes da data do acompanhamento.

Fonte: Campo Grande News

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