Mato Grosso – A formação, com carga horário de 20h, ocorre entre dos dias 24 e 28 de agosto, no período noturno, no auditório do Casies. São ofertadas 50 vagas.

O Centro de Apoio e Suporte à Inclusão da Educação Especial (Casies), da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), abriu inscrições para o curso de Desenvolvimento da Linguagem e os Distúrbios Gerados na Criança pelo Acesso Tardio à Língua de Sinais. A formação, com carga horário de 20h, ocorre entre dos dias 24 e 28 de agosto, no período noturno, no auditório do Casies. São ofertadas 50 vagas.

O objetivo é proporcionar conhecimentos sobre a concepção de surdez adotado no Centro de Formação dos Profissionais da Educação e de atendimento à Pessoa Surda de Mato Grosso (CAS), entendendo quais são os pressupostos teóricos envolvidos e sugestões de práticas de intervenções educativas que norteiam o desenvolvimento acadêmico do aluno. As aulas ficam a cargo dos formadores Aghatta Alexsandra M. N. de O. Santos, Creuma Maria Moraes Silva, Janiete Maia da Silva Santos e Norma Sueli Sales Nascimento.

De acordo com a coordenadora de cursos do Casies, Liliane Dias de Souza, pesquisas indicam que o deficiente auditivo passa pelos mesmos estágios de desenvolvimento da linguagem que o ouvinte, pois o balbucio é um fenômeno que ocorre em todos os bebês, surdos e ouvintes, como fruto da capacidade inata para a linguagem. “É um processo altamente complexo, uma vez que está relacionado à elaboração e simbolização do pensamento humano, permitindo o relacionamento do homem com os semelhantes”, destaca, ressaltando que a surdez pode bloquear o desenvolvimento da linguagem verbal, mas não impede o desenvolvimento dos processos não-verbais que facilita a comunicação no intercâmbio socioeducacional.

Embora, desde a primeira infância, os surdos estejam inserido no mundo simbólico da linguagem (constituída pela língua falada pela mãe, pelos gestos e sinais usados), o que possibilita o início do desenvolvimento cognitivo, os efeitos da aquisição tardia de uma língua (oral ou de sinais) tornam restritas não só as possibilidades comunicativas da criança em alguns círculos sociais, mas também as possibilidades de aprendizagem de conteúdos (dentre os quais os escolares) veiculados pela língua formal (oral ou de sinais), fundamentais para o desenvolvimento cognitivo. Portanto, a necessidade de políticas linguísticas que possibilitem aos surdos o contato e a aquisição de uma língua o mais cedo possível se torna imprescindível.

Fonte: Seduc – Mato Grosso

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