Site do projeto ensina como fazer o dispositivo. Segundo os desenvolvedores, o aparelho é inédito no mundo.

Um aparelho portátil que facilita o ensino de música para surdo e para deficientes auditivos foi criado pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Denominado de MagMusic, o dispositivo funciona a partir de sinais luminosos, diferente dos registrados no planeta, que operam por meio de vibração. Segundo os desenvolvedores, o aparelho é inédito no mundo.

O MagMusic foi desenvolvido pelo pesquisador Magnaldo Araújo, enquanto atuou como professor substituto no departamento de educação musical da UFPB, no ano passado, em parceria com o especialista Liebson Henrique, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA).

A inovação do MagMusic é promover a educação musical inclusiva de surdos e deficientes auditivos por meio de uma linguagem visual de sinais luminosos emitidos por lâmpadas. Dessa maneira, é possível executar células rítmicas presentes em músicas e em exercícios musicais.

Ao ser acionado, o aparelho emite sinais luminosos que simulam pulsações rítmicas ajustadas por Batidas Por Minuto (BPM), onde cada lâmpada do aparelho tem uma função mobilizada pelo microcontrolador de acordo com a configuração inserida pelo usuário.

Um vídeo feito por Magnaldo Araújo, mostra o dispositivo em atividade. No site do projeto, é possível conferir o passo a passo para construir o artefato e fazer o download dos arquivos necessários para fazer a operacionalização.

Como surgiu
A ideia do projeto surgiu durante a orientação de um trabalho sobre ensino de música para surdos, na Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), onde Magnaldo Araújo exerceu o cargo de professor substituto antes de seguir para a UFPB.

Nessa época, também teve acesso a um vídeo que relacionava música à matemática, através da associação do tempo de uma composição ao dos ponteiros de um relógio. Era o que faltava para conceber o formato do MagMusic, cuja patente está catalogada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

“Antes de tentar patenteá-lo no INPI, investigamos em bases de propriedade industrial de todo o mundo: Brasil, Estados Unidos, China, por exemplo. Constatamos nada parecido”, conta Magnaldo Araújo, hoje professor de Música do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN).

Agora o docente auxilia o desenvolvimento de um aplicativo para telefone celular com a mesma funcionalidade do MagMusic. O software será o produto de uma monografia de estudante do curso de técnico em informática do IFRN, orientada por ele, com previsão de conclusão em agosto 2019.

Em paralelo, o Magmusic está sendo testado no Centro Estadual de Capacitação de Educadores e Atendimento ao Surdo (CAS), em Mossoró, no Oeste Potiguar. Além disso, uma startup será criada, com a ajuda do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), para comercializá-lo.

Neste ano, o caráter inovador do MagMusic foi reconhecido pelo Prêmio de Inovação Tecnológica Professor Delby Fernandes de Medeiros, da Agência UFPB de Inovação Tecnológica (Inova-UFPB), pela Semana de Ciência, Tecnologia e Extensão do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (Secitex) e pela Campus Party Natal, como projeto educacional do futuro.

Fonte: https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2018/12/21/ufpb-cria-aparelho-que-facilita-ensino-de-musica-para-deficientes-auditivos.ghtml

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