Projeto de Lei da vereadora Zoe Martínez foi sancionado pelo prefeito Ricardo Nunes nesta quarta-feira, dia 29
Sudoatletas de São Paulo agora têm direito ao programa Bolsa Atleta, que garante acesso a um importante incentivo financeiro para custear treinamentos, transporte, alimentação, equipamentos e preparação esportiva. A conquista se deu pela aprovação do Projeto de Lei apresentado pela vereadora Zoe Martínez, sancionado nesta quarta-feira, dia 29 de abril, pelo prefeito Ricardo Nunes.
“A medida representa um avanço histórico para a inclusão esportiva. Com isso, corrigimos uma lacuna antiga e ampliamos oportunidades para competidores que, por muitos anos, ficaram à margem de diversos programas de incentivo”, afirma a parlamentar, reforçando seu protagonismo na defesa de políticas públicas voltadas à acessibilidade e à igualdade de oportunidades.
O projeto nasceu de uma construção coletiva em favor da acessibilidade e, de acordo com Zoe Martínez, a pauta recebeu incentivo de Michelle Bolsonaro, que indicou para colaborar com o mandato o assessor Paulo Vieira, profissional surdo que atua diretamente nas pautas de inclusão e acessibilidade no gabinete da vereadora.
“Os atletas surdos disputam competições de alto nível, como as Surdolimpíadas, evento internacional reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional. Apesar disso, historicamente enfrentam barreiras de reconhecimento e inclusão em políticas públicas esportivas, o que torna a sanção ainda mais simbólica e necessária”, conclui Zoe.
Atividade gratuita busca promover inclusão e ensinar fundamentos da Língua Brasileira de Sinais
Nos dias7 e 8 de maio, das 14h às 16h, no Campus Santa Mônica da Universidade Federal de Uberlândia, será realizado o minicurso de Libras “Mãos que Conectam”. A atividade é promovida pelo PET Encontro de Saberes (In)disciplinares e é aberta à comunidade interna e externa da UFU. Os encontros acontecem na sala 228, do Bloco G. Para participar do minicurso é necessário fazer as inscrições por meio de formulário on-line.
A iniciativa tem como objetivo reduzir as barreiras de comunicação do nosso dia a dia. “O minicurso busca reduzir as barreiras de comunicação em contextos práticos, como saúde e convívio social, fortalecendo diálogos mais inclusivos. É destinado a um público universitário e comunidade externa”, explica Débora Venceslau, integrante do PET e uma das organizadoras do minicurso, junto com a também estudante Eduarda Ruiz.
A proposta é oferecer uma introdução prática à Língua Brasileira de Sinais (Libras), capacitando os participantes para interações iniciais com a comunidade surda. “Capacitar interações iniciais com a comunidade surda; introduzir noções da estrutura gramatical da Libras; ampliar a compreensão dos desafios culturais e sociais enfrentados pela população surda; utilizar o alfabeto, números e cumprimentos em Libras; identificar sinais de emergência em saúde”, detalha Venceslau
Com carga horária total de quatro horas, divididas em dois dias, o minicurso aposta em uma metodologia dinâmica em sala de aula. “Serão dois dias de aula com duração de duas horas cada, totalizando quatro horas de carga horária para a realização. A proposta é dinamizar o aprendizado de Libras por meio de dois encontros presenciais. Serão utilizadas metodologias que combinam exposições dialogadas, demonstração de sinais essenciais e simulações de diálogos”, afirma Venceslau.
O minicurso já está em sua segunda edição e a expectativa é de continuidade. “Já é o segundo ano que fazemos e nossa proposta é ser algo recorrente, por ser de extrema importância”, completa.
O PET Encontro de Saberes (In)disciplinares engloba os cursos de Letras: Inglês e Literaturas de Língua Inglesa, Letras: Francês e Literaturas de Língua Francesa, Letras: Língua Portuguesa com Domínio de Libras, Letras: Inglês – Licenciatura, na modalidade a distância e Artes Visuais.
Rede municipal de educação atende 40 estudantes surdos ou com deficiência auditiva
Uma educação de qualidade engloba diversos aspectos, certamente um deles é o compromisso com a inclusão na rede de ensino. Por isso, hoje (23 de abril) Dia Nacional da Educação de Surdos, Contagem, além de reforçar a luta pela inclusão de crianças e estudantes surdos, é responsável por honrar esse compromisso e contabilizar contribuições importantes nesta luta.
A cidade conta com uma ampla rede de apoio à educação inclusiva nas escolas municipais, com monitores e salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE). Para o público surdo, também, existem professores e intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras), tudo para promover a inclusão e a aprendizagem de crianças e estudantes, seja da educação infantil, do ensino fundamental ou da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Para que uma criança surda tenha acesso a uma educação completa é necessário que haja um suporte e identificação em sala de aula, como relata Marlon Loureiro, instrutor de Libras da Escola Municipal Sócrates Mariani Bittencourt, na região do Eldorado. “Para o aluno surdo é importante ter a identidade surda. Eu também sou surdo. É através dessa sinalização que vai criando a identificação, por meio de materiais que são muito visuais. Libras é (uma língua) muito visual”, relatou.
Para Emanuel Victor Marçal, que é surdo e cursa o primeiro ano do ensino fundamental na E.M. Heitor Villa Lobos, no Riacho, a rotina em sala de aula é ótima, principalmente na realização de atividades. “Eu faço as atividades, respondo quando a professora me pergunta e interajo muito bem com os meus colegas”, afirmou. Emanuel sempre recebeu o suporte oferecido pela rede municipal de Contagem, desde a educação infantil, o que colaborou para que o estudante seja fluente na língua de sinais. Atualmente, em sala de aula, ele conta com o apoio e a presença da intérprete de Libras Carla Carvalho, como forma de reduzir a barreira comunicacional, fortalecendo sua participação nas atividades escolares.
Carla atua diretamente na sala de aula, traduzindo para Emanuel as informações passadas pela professora, como também às expressões de pensamentos e comunicação do estudante, relata que a vontade de aprender Libras não surgiu pensando em se tornar profissional, mas que depois acatou a ideia. “Na minha adolescência, aos meus 16 anos, tive o meu primeiro contato com uma pessoasurda, mas não consegui me comunicar com ela. Após vários anos, comecei a fazer o curso e depois escolhi como graduação Letras/Libras. O meu dia a dia com o Emanuel é prazeroso, pois ele só precisa que a comunicação seja traduzida para sua língua. Ele é inteligente, aprende e percebe o que está acontecendo muito rápido”.
Ainda na escola Heitor Villa-Lobos, Emanuel participa do AEE onde é atendido pelo professor Felipe Ronan, que reflete sobre a importância de considerar a Libras como primeira língua do Emanuel. “Para aqueles que ainda não conhecem e tem o interesse de conhecer, porque faz parte da comunicação brasileira. Não é somente português, não é somente o inglês, que é a língua mundial. A língua de sinais é muito importante, principalmente para comunidade surda, que tem uma grande quantidade de pessoas que acabam sendo excluídas da sociedade”, reforçou. Atualmente, a rede municipal de educação conta 40 crianças e estudantes, sendo 34 com deficiência auditiva e 6 que são surdos. Para atender o público a rede conta com 50 profissionais que são intérpretes de Libras, sendo 33 fixos nas escolas e 17 que são volantes.
Instrutor, intérprete e professor
O intérprete de Libras atua na mediação linguística em sala de aula comum. Já o instrutor de Libras, preferencialmente surdo, ensina a língua de sinais e contribui para o desenvolvimento linguístico e cultural.
Quanto ao instrutor de libras, sua função é ensinar Libras de forma sistematizada, fortalecendo a contribuição para a fluência, garantindo que seja possível utilizar a língua em diversos contextos. Também é atribuição do instrutor colaborar com o professor do AEE no planejamento de estratégias que favoreçam o acesso ao currículo. É fundamental destacar que o instrutor de Libras não substitui o professor regente nem o professor do AEE. Sua atuação é complementar e especializada na dimensão linguística.
A distinção se aplica na forma que cada estudante deverá receber as necessidades no âmbito escolar, em especial ao uso da Libras como a língua materna para estudantes surdos. O AEE vem como complemento para o ensino, assegurando o acesso da criança e do estudante à educação linguística e pedagógica.
Capacitação oferece 750 vagas; aulas acontecem de 1º de junho a 1º de outubro
A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) publicou, nesta semana, o edital para abertura das inscrições do curso de Libras 1, na modalidade Ensino a Distância (EaD). A formação é ofertada pelo Centro de Apoio e Suporte à Inclusão da Educação Especial (Casies-MT).
O curso é gratuito, destinado ao público ouvinte e terá carga horária total de 50 horas. As aulas ocorrerão de 1º de junho a 1º de outubro de 2026, com encontros on-line semanais de duas horas, além de uma hora semanal de atividades assíncronas na plataforma Moodle.
Ao todo, são ofertadas 750 vagas, sendo 600 para o período vespertino e 150 para o noturno. Para aprovação, o cursista deverá ter frequência mínima de 75% e nota igual ou superior a 7,0. Ao final do curso, os participantes receberão certificação emitida pela Seduc.
Podem se inscrever profissionais da educação e integrantes da comunidade em geral interessados na área da inclusão da pessoasurda. É necessário ter idade mínima de 18 anos, ensino médio completo, além de acesso a equipamento com internet para participação nas atividades.
Também é obrigatório realizar cadastro na plataforma Moodle do Casies e assinar termo de compromisso, declarando ciência de que eventual desistência sem justificativa poderá impedir a participação em novas seleções no semestre subsequente.
A seleção dos candidatos seguirá critérios de prioridade, sendo: profissionais que atuam com estudantes surdos; professores das Salas de Recursos Multifuncionais; demais profissionais da educação; e comunidade em geral.
Inscrições
As inscrições estarão abertas entre os dias27 de abril e 11 de maio de 2026 e deverão ser realizadas exclusivamente pelo site do Casies.
No ato da inscrição, o candidato deverá anexar cópia do CPF, comprovante de escolaridade e comprovante de vínculo profissional, no caso de profissionais da educação.
A lista dos candidatos selecionados será divulgada no dia 25 de maio, no site oficial do Casies.
Plataforma online garante atendimento com intérprete de forma imediata à comunidade surda
Nesta segunda-feira (27), a Secretaria de Transparência e Accountability realiza o lançamento da Central de Libras, uma iniciativa do programa Brusque Mais Inclusiva. A plataforma possibilita a acessibilidade e a comunicação entre pessoas surdas e com deficiência auditiva. O evento será realizado no Bloco F da Unifebe, às 19h.
“Essa ação nasceu junto ao Poder Legislativo com a proposta de melhorar a comunicação, principalmente com a comunidade surda, por meio da disponibilização de uma Central de Libras, que vai permitir que qualquer cidadão possa se comunicar com políticas públicas, serviços ou até mesmo registrar uma reclamação”, explicou o secretário de Transparência e Accountability, Thomas Haag.
O sistema faz parte da tecnologia ICOM, uma plataforma especializada em interpretação de Libras online. A empresa é referência na oferta de serviços de inclusão e comunicação para a comunidade surda. O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, com intérprete disponível de forma instantânea, conforme a necessidade, assim que o atendimento for iniciado.
Para utilizar a plataforma, o cidadão deve direcionar o celular para o QR Code, que estará disponibilizado em diversos pontos da cidade como Unidades Básicas de Saúde (UBSs), centrais de atendimento e praças.
“É uma política pública que vai alcançar todas as áreas e permitir que uma parcela da população, que hoje, segundo pesquisa realizada, ainda está invisível por não acessar muitos serviços públicos”, finalizou o secretário.
Iniciativa marca o Dia Nacional da Libras e amplia o acesso de pessoas com deficiência auditiva aos serviços públicos
Cidadania, autonomia e inclusão. O Governo do Estado amplia as políticas de acessibilidade com a inauguração da Central de Libras do Rio Grande do Norte, realizada nesta sexta-feira (24), em solenidade alusiva ao Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais (Libras). A iniciativa representa um marco na superação das barreiras de comunicação no serviço público e fortalece a inclusão de pessoas surdas e com deficiência auditiva em todo o estado.
O serviço tem como principal objetivo ampliar o acesso da população aos órgãos estaduais por meio de atendimento acessível, garantindo comunicação eficiente e acolhimento humanizado. A Central funcionará de forma virtual e gratuita, com intérpretes de Libras disponíveis por videochamada. Para acessar, o cidadão pode escanear o QR Code disponível em repartições públicas e ser direcionado automaticamente ao atendimento.
Além da plataforma digital, a estrutura conta com um ponto de apoio presencial na Central do Cidadão Leonardo Arruda, na Zona Oeste de Natal, que passa a oferecer suporte e orientação aos usuários a partir deste sábado (25).
A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (SEMJIDH), por meio da Coordenadoria de Promoção e Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (CORDE), em parceria com a Secretaria de Estado da Administração (SEAD).
Promoção dos direitos humanos
Durante a solenidade, marcada pela presença de entidades ligadas à pauta da inclusão, a governadora Fátima Bezerra destacou o caráter histórico da entrega, ressaltando que a ação atende a uma demanda antiga da comunidade surda potiguar e reafirma o compromisso do Estado com a promoção dos direitos humanos. “Estamos garantindo mais cidadania, dignidade e independência para as pessoas com deficiência auditiva no acesso aos serviços públicos”, afirmou.
A governadora também enfatizou que “o compromisso do Governo do Estado com a inclusão se traduz em ações concretas, como a nomeação de quase três mil professores para a educação especial, garantindo uma escola mais acolhedora e preparada para pessoas com deficiência, além dos avanços na empregabilidade, com mais de mil atendimentos e 500 encaminhamentos ao mercado de trabalho em 2025. Promover inclusão é assegurar educação de qualidade, oportunidades e autonomia econômica para quem mais precisa”.
Serviço acessível
A titular da SEMJIDH, Júlia Arruda, destacou a importância da iniciativa para a autonomia da população surda. “Estamos dando um passo fundamental ao garantir que esse público tenha acesso aos serviços públicos por meio de videochamada com intérprete de Libras, 24 horas por dia, sete dias por semana, em um serviço simples e acessível”, afirmou.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o Rio Grande do Norte possui cerca de 285,3 mil pessoas com deficiência, o equivalente a 8,8% da população — índice superior à média nacional (7,3%). O levantamento também indica maior incidência entre mulheres e aumento proporcional com o avanço da idade.
A Central de Libras integra um conjunto mais amplo de políticas públicas estaduais. Na saúde, por exemplo, a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência passou de cinco Centros Especializados em Reabilitação (CERs), em 2019, para 15 unidades habilitadas até 2025, distribuídas em quase todas as regiões do estado.
A solenidade contou ainda com a presença de autoridades estaduais, entre elas a secretária de Administração, Jane Carmen; o secretário de Assuntos Federativos, Luciano Santos; o diretor da Fundação José Augusto (FJA), Gilson Matias; o diretor da Emparn, Rodrigo Maranhão; o representante da CORDE, Décio Santiago; a representante do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Márcia Guedes; e o representante da Suvag, Francisco Pinheiro, além de outras entidades da área.
Casos de abuso sexual envolvendo Sandro dos Santos Pereira vieram à tona após a denúncia feita pela mãe de um adolescente, de 15 anos
Um professor de Libras da Prefeitura de São Paulo é acusado de abuso sexual por dezenas de alunos surdos. As denúncias vieram à tona depois que a mãe de um adolescente de 15 anos decidiu expor o que aconteceu com o filho dela.
Cibelle Bucci conta que as violações começaram em meados de 2022 e duraram cerca de três anos. No primeiro episódio, o jovem tinha 12 anos. “Ele fechou a porta da sala de leitura, deu um beijo no meu filho e mexeu nos testículos dele. E o meu filho ficou meio sem reação, ele é muito inocente”, contou a mãe, em entrevista ao Metrópoles.
Depois do primeiro episódio, Sandro passou a chamar o menino para frequentar a casa dele. “E você confia, né? Porque é um professor, um conhecido, um líder da comunidade surda”.
O adolescente só se deu conta do que de fato tinha acontecido em março deste ano, quando assistiu a uma palestra que falava sobre abuso sexual na escola. “Aí, ele comentou com um colega. E esse colega, por coincidência, falou assim: ‘Comigo também aconteceu’. ‘Ah, é? com quem foi? ‘Foi com o professor Sandro’”, relata a mãe. “Mesmo modus operandi”, acrescenta ela.
Outras possíveis vítimas
Depois de expor a situação nas redes sociais, Cibelle passou a receber mensagens de outras pessoas da comunidade surda que também teriam sido vítimas de Sandro dos Santos Pereira. Uma delas foi a professora Charlotte Elvira Carvalho, que afirma ter passado por uma situação parecida, em 2016, durante uma carona com o professor. Na época, ela tinha 15 anos.
“Ele começou a me tocar na perna. Eu tomei um susto com isso, e a cara dele tava bem normal, sorridente, calmo. E eu ficando angustiada. Eu estava tensa, sabe? Com o pescoço duro. Eu tinha vontade de abrir a porta e pular do carro. Essa era a minha vontade”, narra Charlotte, com tradução da intérprete Flávia Galheigo.
As abordagens começaram cerca de um ou dois anos antes. Sandro entrou em contato com Charlotte pelo Facebook e passou a lhe enviar mensagens, com perguntas sobre ela, convites para ir à casa dele e elogios, que depois ganhariam conotação sexual.
“Quando eu fui tentar contar pra polícia ou contar pra minha família, eu não conseguia. Por conta da fama que ele tem, da visibilidade que ele tem”, diz.
Sandro foi candidato a deputado federal pelo PSol em 2014 e ganhou visibilidade nacional ao atuar como intérprete de Libras durante a posse do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em Brasília, em 2019.
Hoje, aos 27 anos, ela explica o que a motivou a formalizar sua denúncia: “Porque o Sandro não mudou. Olha, esse tempo todo, e ele tem coragem de assediar um adolescente”.
Uma outra pessoa, que preferiu não se identificar, contou que presenciou outros casos de abuso ainda mais antigos. Em 2000, esse homem testemunhou outros colegas que teriam sido vítimas do professor. Questionado se teria sido ele também uma vítima, respondeu: “Ele gosta de novinho”.
Procurado pela reportagem do Metrópoles, o professor Sandro dos Santos Pereira não respondeu às nossas tentativas de contato. O espaço segue aberto para manifestações.
Já a Secretaria Municipal de Educação (SME) afirmou, em nota, que “assim que teve conhecimento do caso, instaurou um processo de apuração interna para averiguação dos fatos. O profissional não integra mais o quadro de funcionários da Rede Municipal de Ensino (RME). O estudante foi transferido para outra unidade de ensino. A Diretoria Regional de Ensino acompanha as investigações junto às autoridades policiais”.
No dia 10 de abril de 2026, o Auditório Sicredi, localizado em Pelotas/RS, tornou-se o cenário de um dos momentos mais significativos para a Literatura Surda no Brasil: a realização do Festival Nacional de Sinalizartes. O evento foi um verdadeiro sucesso, reunindo arte, cultura, educação e o protagonismo surdo em uma experiência memorável.
Com mais de 180 pessoas inscritas, o festival teve a participação de estudantes, docentes, famílias, intérpretes, profissionais e membros da comunidade surda de Pelotas, além de representantes de outras cidades do Rio Grande do Sul, assim como de São Paulo e Recife. Isso evidencia o alcance nacional da iniciativa.
A programação teve início pela manhã, com um café de acolhimento que proporcionou um espaço para encontros, troca de experiências e integração entre os participantes. O dia estava ensolarado e fresco, criando um ambiente propício para o evento, que se revelou crucial para que surdos e surdas de diferentes cidades pudessem se encontrar e se comunicar em Língua de Sinais. Foi uma oportunidade valiosa para conhecer diversas pessoas, incluindo crianças surdas, adultos surdos, docentes e intérpretes, além de desfrutar de um café da manhã e um agradável bate-papo.
Após o café da manhã, as pessoas se dirigiram ao auditório, que se revelou um espaço bastante agradável, com um design visual atraente e uma infraestrutura excepcional. O local oferece assentos de qualidade, facilitando a acomodação dos participantes. Além disso, há áreas específicas reservadas para autoridades e convidados, proporcionando um ambiente diferenciado. Muitas pessoas se acomodaram para assistir à apresentação do protocolo, que ocorreu na parte da frente do auditório.
Na sequência, ocorreu a abertura oficial, conduzida por Francielle Cantarelli Martins, que realizou o protocolo e convidou as autoridades para compor o palco.
Estiveram presentes representantes de instituições fundamentais para a educação e a comunidade surda:
• Profa. Dra. Marisa Lima – SECADI/DIPEBS/MEC
• Prof. Dr. Eraldo dos Santos Pinheiro – Vice-Reitor da UFPel
• Profa. Dra. Ana Paula Nobre da Cunha – Direção do CLC
• Profa. Analisa Zorzi – Pró-Reitoria de Ensino
• Profa. Renata Cristina Rocha da Silva – Representação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas
• Prof. Dr. Fabiano Souto Rosa – Coordenação do projeto
• Profa. Ângela Nediane Santos – Coordenação do curso de Letras Libras / Literatura Surda
• Profa. Dra. Carolina Comerlato Sperb – FENEIS
• Marcelo Nizol – Vice-presidente de Associação dos Surdos de Pelotas (ASP)
Palestra e reflexões sobre educaçãobilíngue e Literatura Surda
Um dos momentos mais importantes do festival foi a palestra da Profa. Dra. Marisa Lima (SECADI/DIPEBS/MEC), que trouxe reflexões fundamentais sobre o tema: “EducaçãoBilíngue de Surdos e redes de ensino: a Literatura Surda como instrumento pedagógico de valorização da língua, identidade e cultura surda.”
Durante sua fala, Marisa Lima destacou a importância de fortalecer a Literatura Surda no contexto das escolas bilíngues, ressaltando que essa área ainda precisa ser mais explorada nas práticas pedagógicas.
A palestra evidenciou a necessidade de ampliar a formação de professores, para que possam trabalhar com estudantes surdos de forma mais qualificada, especialmente no desenvolvimento da expressão narrativa em Libras, da criatividade e da construção de identidade.
Foi um momento de grande aprendizado e reflexão, reforçando o papel da Literatura Surda como ferramenta essencial na educação e na valorização da cultura surda.
Lançamento de material didático
O festival também foi marcado pelo lançamento de materiais pedagógicos interativos voltados para a EducaçãoBilíngue de Surdos, intitulados “Mãos Aventureiras: Aventura da Bruxa Surda”. Este projeto contribui diretamente para as práticas pedagógicas nas escolas.
A obra foi desenvolvida pela Profa. Dra. Carolina Hessel (UFRGS), reforçando a produção de recursos educacionais na área da Literatura Surda. Este lançamento representa um avanço significativo na disponibilização de materiais acessíveis, alinhados com a proposta da educaçãobilíngue para surdos.
O projeto foi realizado em parceria com a SECADI, DIPEBS e o MEC.
Agora, você tem acesso ao site onde pode assistir ao vídeo. Aproveite, pois as escolas bilíngues podem utilizá-lo para desenvolver atividades para seus estudantes surdos, proporcionando assim a oportunidade de acessar materiais gratuitos.
O festival contou ainda com momentos culturais marcantes, com destaque para a contação de histórias e apresentação artística em Língua de Sinais, valorizando a potência da narrativa visual na Literatura Surda.
As performances emocionaram o público e demonstraram, de forma sensível e potente, como a Literatura Surda se manifesta por meio da expressão corporal, visual e linguística em Libras.
O festival também contou com um espaço de exposição de artes, destacando produções realizadas por pessoas surdas e fortalecendo a expressão cultural e visual da comunidade.
Um dos momentos mais emocionantes foi a apresentação de mímica por artista surdo, que encantou o público e evidenciou a potência da linguagem visual na arte surda.
A realização do festival e do concurso só foi possível graças à importante parceria entre a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e o Ministério da Educação (MEC), por meio da SECADI/DIPEBS.
Essa articulação fortalece a educaçãobilíngue de surdos e valoriza a Libras como língua de produção literária e cultural, ampliando o alcance das ações em nível nacional.
O apoio do MEC possibilitou:
• a organização do concurso em todo o Brasil;
• a participação de estudantes de diferentes estados;
• a formação de professores e produção de materiais pedagógicos;
• a realização do festival como espaço de visibilidade e reconhecimento das produções em Libras.
A presença da Profa. Dra. Marisa Lima (SECADI/DIPEBS/MEC) no evento reforça o compromisso institucional com políticas públicas voltadas à comunidade surda.
Essa parceria demonstra a importância da articulação entre universidade pública e governo federal na construção de ações que promovem acessibilidade, equidade e valorização da cultura surda.
Premiação do Concurso Nacional de Literatura Surda
Na parte da tarde, aconteceu a cerimônia de premiação, com a entrega dos troféus às pessoas vencedoras que estiveram presentes em Pelotas. Participaram representantes de diferentes estados, como São Paulo e Rio Grande do Sul, tornando o momento ainda mais especial.
As pessoas vencedoras do 1º lugar foram:
Categoria 1 – 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental
Rayanne Andedas – 5º Ano
Docente orientador: Wilson Santos Silva Escola: Centro de Educação para Surdos Rio Branco Cidade: Cotia/SP
Categoria 2 – 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental
Weslley Martins Conceição – 9º Ano
Docente orientador: Anderson da Veiga Barbosa Escola: EscolaBilíngue Profª Carmen Regina Teixeira Baldino Cidade: Rio Grande/RS
Categoria 3 – 1º ao 3º ano do Ensino Médio
Gabriel Ferreira Mota – 3º ano
Docente: Danilo Nascimento de Oliveira Escola: Escola Municipal de EducaçãoBilíngue para Surdos (EMEBS) Helen Keller Cidade: São Paulo/SP
Um marco para a Literatura Surda
O Festival Nacional de Sinalizartes foi muito mais do que um evento: foi um marco histórico que fortalece a Literatura Surda como campo de produção cultural, educacional e política.
A repercussão do evento também ganhou destaque na mídia, evidenciando o impacto do concurso na vida de estudantes e no fortalecimento da educaçãobilíngue no Brasil.
Foi um dia de celebração, reconhecimento e resistência, que reafirma a importância da Libras, da autoria surda e das narrativas visuais como expressão legítima de conhecimento, cultura e identidade.
Agradecimentos
A realização do Festival Nacional de Sinalizartes só foi possível graças ao apoio, dedicação e trabalho coletivo de muitas pessoas e instituições.
Agradecemos, de forma especial, à Profa. Dra. Bruna da Silva Branco, pela parceria, compromisso e atuação fundamental em todas as etapas do evento. Seu trabalho foi essencial para a organização e o sucesso do festival.
Estendemos também nosso reconhecimento às bolsistas e equipe de apoio, que contribuíram de maneira dedicada na organização, logística e execução das atividades. O envolvimento de cada integrante foi fundamental para que o evento acontecesse com qualidade.
Agradecemos ao Auditório Sicredi, pelo apoio e pela disponibilização do espaço, que possibilitou a realização do festival em um ambiente estruturado e acolhedor.
Agradecemos, ainda, à Fundação Delfim Mendes Silveira, pelo suporte administrativo e financeiro, essencial para viabilizar as ações do projeto.
Por fim, reiteramos nosso agradecimento a todas as pessoas participantes, estudantes, docentes, convidades e comunidade surda, que fizeram deste festival um momento histórico, de celebração, aprendizado e valorização da Literatura Surda.
As fotos são de uma fotógrafa profissional surda, cujo nome é Gabriela Garcia
A história de Ana Melyssa foi contada pelo g1 nesta sexta-feira (24), Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais.
Ana Melyssa, de 11 anos, começou a aprender Língua Brasileira de Sinais (Libras) sozinha para se comunicar com um vizinho surdo, em Piripiri, no Norte do Piauí. A menina, que é ouvinte, publica vídeos nas redes sociais traduzindo mensagens e músicas para Libras e sonha em se tornar intérprete.
A história de Ana Melyssa foi contada pelo g1 nesta sexta-feira (24), Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais.
A mãe da garota, Leiliane Melyssa, contou que o interesse pela língua de sinais começou em 2025, quando Ana tinha 10 anos. Segundo ela, a menina percebeu que um vizinho surdo tentava cumprimentar outras pessoas, mas não conseguia. A partir disso, passou a buscar vídeos na internet para aprender Libras.
“Foi a partir do momento que ela viu o rapaz que é surdo desejar boanoite e ela não saber responder. Daí, ela foi ver os vídeos de como se comunicar com ele”, iniciou a mãe.
Depois de aprender os primeiros sinais sozinha, Ana Melyssa foi convidada, há cerca de um mês, a participar da Associação dos Surdos de Piripiri (Aspiri). No local, ela convive com pessoas surdas que estão aprendendo Libras e com ouvintes intérpretes. O vizinho da menina é um dos alunos da associação.
“A Melyssa começou a participar agora em abril, mas não fez curso ainda. Ela aprende com o contato direto com os surdos”, explicou Adonilson Gomes, presidente da Aspiri.
Sonho de ser intérprete
Leiliane contou ainda que, após o primeiro contato com a Língua Brasileira de Sinais, a filha passou a sonhar em se tornar intérprete de Libras. Atualmente, Ana publica vídeos nas redes sociais traduzindo músicas, saudações básicas e poemas para a língua de sinais.
A menina também já atuou como intérprete na escola onde estuda. Em um dos vídeos publicados nas redes sociais, ela aparece interpretando em Libras um poema recitado por outra estudante durante a abertura da Via Sacra da Unidade Escolar Padre Freitas.
Piauí tem a maior proporção de pessoas surdas no Brasil, segundo o IBGE
Quase 50 mil piauienses têm dificuldade permanente para ouvir, mesmo usando aparelhos auditivos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse número equivale a 1,6% da população do estado com dois anos ou mais — a maior proporção de deficiência auditiva do país.
Ao nível nacional, 1,3% dos brasileiros têm dificuldade permanente para ouvir. O Piauí, portanto, lidera a lista dos maiores indicadores, seguido por Rio Grande do Sul (1,5%) e pela Paraíba (1,5%).
O governador Jerônimo Rodrigues sancionou a lei que reconhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação e expressão no Estado da Bahia, nesta sexta-feira (24), durante cumprimento de agenda em Brumado. A legislação estabelece a Libras como um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, ampliando a acessibilidade, fortalecendo a inclusão e garantindo mais direitos à comunidade surda baiana.
“Quando a gente reconhece a Libras, a gente reconhece direitos, respeita a diversidade e garante mais autonomia para a comunidade surda. Esse é mais um passo para construirmos uma Bahia cada vez mais inclusiva e acessível para todos”, afirmou o Jerônimo.
A nova lei, oficializada no Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais, determina que instituições com atendimento diário superior a 500 pessoas, como bancos, hospitais e centros comerciais, disponibilizem intérpretes e tradutores qualificados para assegurar atendimento adequado à população surda. A medida garante mais autonomia no acesso a serviços essenciais e de consumo.
Além disso, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos será responsável pela implementação de critérios de formação e pela oferta progressiva de cursos de Libras para servidores estaduais, ampliando a capacidade de atendimento inclusivo em toda a administração pública.
A sanção também integra um conjunto mais amplo de políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência. Entre as iniciativas, estão a ampliação da Central de Intérpretes de Libras da Bahia (CILBA Online) e a criação de dois Núcleos de Comunicação em Libras, que serão implantados em Salvador e Feira de Santana.
A Administração Municipal lança, no Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e dentro das comemorações dos 169 anos da cidade, a Plataforma Caraguá Libras. A solenidade de apresentação será nesta sexta-feira (24), às 14h, no salão do Centro Integrado de Atenção à Pessoa com Deficiência e ao Idoso (Ciapi), no bairro Jardim Jaqueira. A iniciativa é coordenada pela Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência e do Idoso (Sepedi) em parceria com a Secretaria de Educação (Seduc).
A plataforma é um serviço de intermediação, interpretação e tradução de Libras para Português e vice-versa e tem por objetivo garantir o direito à comunicação para todos os cidadãos, especialmente a população surda. Essa ferramenta digital, com recursos de tradução simultânea em Libras, possibilita a intermediação comunicacional em tempo real entre servidores públicos ouvintes e cidadãos surdos, mesmo na ausência de conhecimento prévio da língua de sinais por parte do atendente.
A empresa de tecnologia assistiva ICOM foi vencedora da licitação para ofertar este trabalho dentro de uma Plataforma Digital Inteligente. Esta socialtech (empresa de tecnologia com impacto social) é premiada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e combina tecnologia própria, profissionais especializados e suporte contínuo.
Para a secretária da Sepedi, Ivy Malerba, a Plataforma Caraguá Libras “é uma conquista imensa para a comunidade surda e um presente a ser celebrado justamente no dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais”.
“Reforça o compromisso da gestão municipal em estruturar políticas públicas inclusivas, trazendo acesso e participação por meio de serviços especializados, complementando ações como o fomento à disseminação da Libras com mais de 600 vagas oferecidas nos cursos básico, intermediário e avançado, gratuitamente, desde o início desta gestão. A Sepedi e a Seduc realizam, conjuntamente, um papel fundamental na garantia dos direitos a esse segmento da população e têm colhido grandes resultados “, destacou Malerba.
A secretária de Educação, Roseli Morilla, destaca que a Plataforma Caraguá Libras irá garantir acesso e atendimento às pessoas com deficiência auditiva em todas as unidades escolares, além dos equipamentos e serviços da administração municipal. Ressalta o compromisso do Governo Municipal com uma educação inclusiva e de qualidade, que acolha e respeite todas as famílias da rede. Segundo ela, a ferramenta se consolida como uma importante estratégia para assegurar atendimento adequado aos familiares surdos, independentemente de os estudantes serem ou não surdos.
“A comunicação acessível é um direito fundamental. Garantir que pais, mães e responsáveis surdos possam se comunicar com a escola de forma transparente, da maneira como desejam ser interpretados, é essencial para um atendimento mais humanizado e para o fortalecimento da parceria entre família e escola”, pontuou a secretária.
A partir do lançamento, a plataforma passará a ser disponibilizada para os servidores públicos e a população surda, que poderá acessar o serviço por meio do QrCode em cartazes dispostos nas recepções dos serviços municipais, de forma gratuita, com internet patrocinada, garantindo o atendimento on-line imediato do intérprete de libras.
Neste 23 de abril, Dia Nacional da Educação de Surdos, o vereador Iran Barbosa (PSOL) lembrou a data, na tribuna da Câmara Municipal de Aracaju. O parlamentar também destacou que, na sexta-feira, dia 24, é celebrado o Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais (Libras).
“São duas datas importantes dedicadas ao cuidado com a população surda e que precisam ser lembradas e celebradas”, enfatizou.
Iran aproveitou para resgatar que há 20 anos, no município de Aracaju, vigora a Lei nº 3.380/2006, de sua autoria, que torna obrigatório o ensino da Libras no currículo escolar do sistema municipal de ensino de Aracaju.
“É muito importante que tenhamos pessoas que dominem a Língua Brasileira de Sinais atuando nos espaços públicos, mas essa língua precisa ser ensinada. É por essa razão que, seguindo, inclusive, normas nacionais, desde 2006 Aracaju tem essa lei, de minha autoria, que foi atualizada em 2020, por meio da Lei nº 5.332, uma construção em parceria com o então colega vereador Lucas Aribé”, afirmou.
O parlamentar lamentou, no entanto, que, passados 20 anos, a iniciativa ainda não seja devidamente observada no município, e cobrou a efetividade da lei.
“É necessário conscientizar as pessoas sobre o direito à educação plena que têm as pessoas surdas. Hoje é o Dia Nacional da Educação de Surdos, que são cidadãos e cidadãs que têm direito à educação. As escolas, portanto, têm que estar preparadas para ensinar a Libras”, defendeu o vereador, reforçando que é preciso fortalecer a luta por inclusão, respeitando-se o que determina a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), e a luta por práticas pedagógicas adequadas.
“É preciso dizer que escola não é depósito de gente. Todos têm direito de estar na escola, mas com garantias de atendimento adequado e qualificado, e isso inclui as pessoas surdas. Elas têm direito à inclusão na escola com materiais e recursos pedagógicos adequados, profissionais que dominem a Libras, preparados para recebê-las e educá-las com igualdade de condições. A deficiência não é da pessoasurda, mas da sociedade, que não se organiza para garantir a sua plena cidadania”, enfatizou Iran Barbosa, lembrando que, desde o tempo do Império, o Brasil tem normativas na educação voltadas para as pessoas surdas, mas ainda hoje esse direito não se efetivou por completo.
Iniciativa aposta em comunicação acessível para garantir cuidado de verdade e mais autonomia
A Prefeitura de Divinópolis, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), tem investido em um jeito mais humano e inclusivo de cuidar da saúde bucal com o projeto “Sorrisos em Libras: promovendo a saúde bucal na comunidade surda”. A proposta é simples e potente: fazer com que o atendimento chegue de forma clara e acessível para quem é surdo.
Criado em 2024 e colocado em prática em 2025, o projeto já atende alunos da Escola de Assistência Audiovisual para Deficientes Auditivos (AAVIDA), com cerca de 35 crianças e adolescentes, entre 2 e 17 anos. A ideia é que a ação aconteça ao longo do ano e possa chegar a mais espaços, conforme a necessidade.
A iniciativa, reconhecida no dia 8 de abril deste ano como Boa Prática em Saúde Pública pelo Observatório de Boas Práticas da Atenção Primária à Saúde, da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (Ses-MG), conta com a parceria de estudantes de Odontologia da Universidade Professor Edson Antônio e da Universidade Federal de São João del-Rei, por meio da Residência Multiprofissional em Saúde do Adolescente. A atuação integrada fortalece o atendimento, garantindo que os pacientes compreendam as orientações e desenvolvam autonomia no cuidado com a própria saúde bucal.
A diretora da Escola AAVIDA, Geralda Ferreira, destacou a importância da iniciativa tanto no aspecto educativo quanto no cuidado com a saúde. “O projeto foi importante, pois além de ensinar os alunos a cuidarem melhor dos dentes, foram feitas avaliações clínicas que promoveram o encaminhamento para tratamento. O contato da Mayra e seus alunos foi encantador. Eles trouxeram alegria para os alunos que muitas vezes têm medo de dentista. Os participantes do projeto mostraram-se tão interessados que rapidamente aprenderam sinais básicos em Libras para facilitarem a interação, mesmo tendo acesso aos intérpretes. A Escola para Surdos AAVIDA sentiu-se honrada em participar deste projeto. Que venham outros”, afirmou.
Inclusão que faz diferença no dia a dia
Mais do que um atendimento comum, o projeto traz um cuidado que realmente conversa com o paciente. Com o uso da Libras, as crianças conseguem se expressar, tirar dúvidas e entender o que está acontecendo, sem depender o tempo todo de outra pessoa.
Para as famílias, isso faz toda a diferença. Mãe de um dos alunos atendidos, Karina Morais, contou como foi a experiência. “O atendimento foi muito bom, principalmente pela atenção e carinho com meu filho. Conseguimos nos comunicar em Libras, o que mudou tudo. Para uma criança surda, ser atendida por alguém que entende é muito importante. Só tenho gratidão a toda a equipe”, disse.
Além disso, quando a orientação é bem compreendida, os cuidados no dia a dia ficam mais fáceis. Isso ajuda a evitar problemas mais graves e diminui a necessidade de tratamentos mais complicados no futuro.
Jeito simples de ensinar e cuidar
O grande diferencial do projeto está na forma de ensinar. Em vez de focar só na fala, a equipe usa imagens, demonstrações e atividades práticas, como a escovação feita de forma visual e interativa.
Esse cuidado torna o atendimento mais leve, reduz o medo e faz com que os pacientes se sintam seguros e respeitados.
Com ações como essa, Divinópolis mostra que inclusão não é só discurso, é prática no dia a dia, garantindo que mais pessoas tenham acesso a um atendimento de qualidade, com respeito e atenção de verdade.
Ferramenta pioneira garante atendimento inclusivo por videochamada com intérpretes de Libras e reforça compromisso da Prefeitura com a acessibilidade
A Prefeitura de Mogi das Cruzes celebra, neste mês de abril, o primeiro ano de funcionamento do SIS Libras, uma iniciativa inovadora que ampliou o acesso à saúde para pessoas surdas ou com deficiência auditiva no município. O serviço utiliza videochamadas com intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras) para intermediar o agendamento de consultas e o esclarecimento de dúvidas.
O marco de um ano do SIS Libras acontece próximo ao Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais, comemorado nesta sexta-feira (24/04), reforçando a importância da inclusão e da comunicação acessível nos serviços públicos.
Desde a sua implantação, a ferramenta tem se destacado como uma solução moderna e ainda pouco difundida no Brasil, sendo considerada uma inovação no atendimento público municipal, ao integrar tecnologia, acessibilidade e humanização no sistema de saúde.
Para a prefeita Mara Bertaiolli, o SIS Libras representa um avanço concreto na construção de uma cidade mais inclusiva. “Completar um ano do SIS Libras é celebrar uma conquista importante para Mogi. Estamos garantindo que a população surda tenha autonomia e dignidade no acesso à saúde, algo que sempre foi uma prioridade da nossa gestão”, destacou.
O vice-prefeito Téo Cusatis também ressaltou o impacto positivo do serviço. “O SIS Libras é um exemplo de como a tecnologiapode aproximar as pessoas dos serviços públicos. É uma iniciativa que promove igualdade e facilita o dia a dia de quem mais precisa”, afirmou.
Por meio do SIS Libras, o munícipe entra em contato com um intérprete em tempo real, que realiza a tradução simultânea durante o atendimento telefônico, permitindo que pessoas surdas possam agendar consultas com autonomia e segurança. O acesso é feito via WhatsApp, com direcionamento para a plataforma de videochamada com intérpretes especializados. “Ao longo deste primeiro ano, acompanhamos de perto os resultados e a aceitação do serviço. O SIS Librasveio para ficar e continuará sendo aprimorado para garantir um atendimento cada vez mais acessível, ético e eficiente”, disse a secretária municipal de Saúde e Bem-Estar, Rebeca Barufi.
O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio de sua Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), dá mais um passo significativo na promoção de uma Justiça acessível e inclusiva, ao disponibilizar um canal de atendimento com intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais). Essa é mais uma iniciativa da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão do Poder Judiciário estadual, presidida pela desembargadora Anna Carla Lopes Correia Lima de Freitas.
Mais do que uma inovação tecnológica, a iniciativa simboliza o compromisso institucional com a inclusão, garantindo que todas as pessoas, independentemente de suas condições, possam expressar suas demandas e ter suas necessidades plenamente atendidas. A ação também se alinha às diretrizes nacionais de acessibilidade e inclusão no Poder Judiciário, reafirmando o papel do Tribunal como agente de transformação social e promotor de uma Justiça cada vez mais próxima da população.
De acordo com Anna Carla Lopes, a iniciativa parte de um princípio essencial: a tecnologia deve ser instrumento de inclusão, nunca de exclusão. “Nesse sentido, o Tribunal de Justiça da Paraíba reafirma seu compromisso social ao adotar soluções que eliminam barreiras comunicacionais e asseguram que todos os cidadãos e cidadãs possam acessar os serviços judiciais com dignidade, autonomia e respeito”, comentou a desembargadora do TJPB.
Segundo o gerente de Atendimento e Suporte da Ditec, Fábio Rodrigues, com a nova ferramenta, a comunidade surda passa a contar com um canal exclusivo e prioritário de atendimento. “Por meio de um link específico, o usuário é direcionado diretamente a uma videoconferência, onde será atendido por um intérprete de Libras, possibilitando uma comunicação clara, eficiente e humanizada”, explicou.
A medida, conforme o gerente, representa um avanço concreto na construção de um ambiente digital verdadeiramente acessível, no qual a inovação tecnológica se alia à promoção de direitos fundamentais. “Ao facilitar o acesso à informação e aos serviços do Judiciário, o TJPB fortalece o exercício da cidadania e amplia o alcance da Justiça”, acrescentou Fábio Rodrigues.
Decisão fixa indenização de R$ 10 mil e destaca falha na acessibilidade para Pessoas com Deficiência.
A Justiça do Trabalho condenou uma rede de lojas a pagar R$ 10 mil por dano moral a um funcionário com deficiência auditiva, após reconhecer a ocorrência de tratamento discriminatório e falta de acessibilidade no ambiente profissional. A decisão foi proferida pelo juiz Pedro Henrique Barreto Menezes, da 2ª Vara do Trabalho de Jaboatão dos Guararapes.
Segundo o processo, o trabalhador foi contratado como repositor, mas enfrentava dificuldades de comunicação no dia a dia por não haver intérprete de Libras na empresa.
O próprio representante da empresa admitiu que o empregado não participava de reuniões justamente pela ausência desse suporte, o que evidenciou sua exclusão das atividades internas.
RELATOS DE TRATAMENTO VEXATÓRIO
Testemunhas confirmaram que o funcionário era submetido a situações constrangedoras, com cobranças excessivas e episódios caracterizados como bullying.
De acordo com o magistrado, a exclusão enfrentada pelo trabalhador não pode ser tratada como algo natural, configurando prática discriminatória.
Na decisão, o juiz destacou que a contratação de pessoa com deficiência sem garantir condições reais de inclusão compromete a finalidade da política de inclusão no mercado de trabalho.
DANO MORAL RECONHECIDO
O magistrado entendeu que o dano moral ficou configurado independentemente de prova de prejuízo concreto, diante da violação à dignidade do trabalhador.
A indenização foi fixada em R$ 10 mil, considerando a gravidade da conduta e o impacto causado, com função também pedagógica.
PEDIDOS NEGADOS
Apesar da condenação, o juiz rejeitou o pedido de reintegração ou indenização substitutiva. Segundo ele, não houve comprovação de que a demissão tenha ocorrido em razão da deficiência do empregado.
O processo tramita sob o número 0000933-68.2025.5.06.0142.
Ferramenta garante atendimento acessível 24 horas e aproxima comunidade surda dos serviços de segurança pública
A Associação de Surdos de Criciúma (ASC) recebeu, neste sábado (18), a visita de policiais militares para uma palestra sobre o programa “SC em Libras”, iniciativa que amplia o acesso da comunidade surda aos serviços da Polícia Militar de Santa Catarina. O encontro ocorreu na sede da entidade e reuniu participantes para orientação e troca de informações.
A apresentação foi conduzida pelo sargento Peterson e pela cabo Martina, que explicaram o funcionamento da ferramenta, voltada ao atendimento acessível por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras). O sistema permite que pessoas surdas acionem a polícia em diferentes situações com o auxílio de intérprete em videochamada.
Atendimento acessível 24 horas
Durante a palestra, os policiais destacaram os principais pontos do programa:
Disponibilidade 24 horas por dia
Acesso via QR Code ou aplicativo PMSC Cidadão
Atendimento com intérprete de Libras em tempo real
Suporte para diversas ocorrências e solicitações
Segundo o sargento Peterson, o objetivo é garantir inclusão e agilidade no atendimento. “O programa é voltado à pessoasurda e possibilita um contato direto com a Polícia Militar de forma acessível”, explicou.
Fortalecimento da comunidade surda
Para o vice-presidente da ASC, Rafael Endrigo Berté, a ação reforça o papel da associação como espaço de acolhimento e informação. Ele destacou a importância de iniciativas que aproximam a comunidade de serviços essenciais.
“Essas ações mostram que a associação é um ponto de apoio e fortalecimento da comunidade surda em Criciúma e região, ampliando o acesso e incentivando a inclusão”, afirmou.
Rede Catarina é apresentada às mulheres
Além do SC em Libras, a cabo Martina também apresentou o programa Rede Catarina, voltado à prevenção da violência doméstica e familiar contra a mulher. A iniciativa busca orientar, acompanhar e proteger vítimas, inclusive mulheres surdas.
Durante a fala, a policial reforçou a importância da denúncia em casos de violência, independentemente do tipo:
Física
Psicológica
Patrimonial
Sexual
Moral
A orientação é que as vítimas procurem ajuda e utilizem os canais disponíveis, incluindo ferramentas acessíveis como o SC em Libras.
Estão abertas as inscrições para o curso de Língua Brasileira de Sinais (Libras) promovido pelo Sesc Amazonas. A iniciativa é gratuita e oferece uma formação prática de atendimento básico ao público surdo. As inscrições são realizadas de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h30, na secretaria de educação do Sesc Centro, localizado na Rua Henrique Martins, nº 427, Centro de Manaus.
Podem participar candidatos a partir de 14 anos, com renda familiar per capita de até dois salários mínimos federais, que atendam a pelo menos um dos seguintes critérios: ser trabalhador do comércio ou dependente; estar matriculado ou ser egresso da educação básica da rede pública; ou pertencer ao público em geral, de acordo com a oferta de vagas.
O curso tem o objetivo de promover a inclusão e a comunicação no ambiente de trabalho. Em sala de aula, isso será desenvolvido por meio do aprendizado dos sinais mais usados no atendimento ao cliente, expressões do dia a dia no comércio, situações práticas de interação com pessoas surdas, além de noções básicas de cultura e comunidade surda.
Os interessados têm até o dia24 de abril para ir ao local com os seguintes documentos: formulário de autodeclaração de renda familiar, declaração escolar original que comprove que o candidato está cursando ou concluiu a educação básica em escola pública, quando não for dependente de trabalhador do comércio.
A renda familiar deve ser comprovada por documentos como contracheque, carteira de trabalho atualizada, declaração de imposto de renda, comprovante de bolsa auxílio, seguro-desemprego, entre outros, incluindo os de todos os membros do grupo familiar que exerçam atividade remunerada. Nos casos de trabalhadores autônomos ou de integrantes sem comprovação formal, será aceita autodeclaração de renda.
Também devem ser apresentadas cópias do RG e CPF do candidato e do responsável legal (no caso de menores de idade), comprovante de residência emitido há no máximo 60 dias, além das cópias de RG e CPF dos demais integrantes do grupo familiar.
As aulas estão previstas para acontecer de 9 de maio a 11 de julho. O curso possui carga horária total de 40 horas, distribuídas ao longo de 10 sábados. As turmas estão disponíveis no turno matutino, das 8h às 12h, e vespertino, das 13h às 15h, ambas no Sesc Centro.
Os interessados devem ler o edital nº11 disponível no sitesesc-am.com.br. Para mais informações, podem entrar em contato pelo WhatsApp: (92) 98127-3967.
A Walt Disney Animation está reanimando algumas das principais canções de suas produções mais recentes com versões com língua de sinais americana (ASL).
A iniciativa traz canções de grandes produções como Moana, Frozen 2 e Encanto. O lançamento dessa leva de vídeos acontecerá no dia27 de abril na Disney+ e você pode conferir um trecho abaixo:
Vale lembrar que Moana e Moana 2 estão disponíveis na Disney+. O segundo filme seria uma série de TV, mas foi adaptada para se tornar um longa.
As três primeiras músicas com esse tratamento serão “Não Falamos do Bruno” (Encanto), Além (Moana) e Fazer o que é melhor (Frozen 2). Mais músicas devem chegar ao longo do tempo, garantindo que mais crianças possam aproveitar as canções de acordo com sua necessidade.
A Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO) está com inscrições abertas para o cargo de Agente Universitário Profissional na função de Tradutor-Intérprete de Libras. Confira os principais detalhes da vaga:
O aprovado atuará como Agente Universitário Profissional nos campus da UNICENTRO, podendo ser lotado em Guarapuava ou Irati. Embora a lotação seja específica, a atuação pode ser multicampus, dependendo da necessidade da instituição. O trabalho envolve a interpretação e tradução entre Libras e Língua Portuguesa em diversos contextos acadêmicos, como aulas, eventos e reuniões, garantindo a acessibilidade para a comunidade surda. A jornada é de 40 horas semanais, podendo ocorrer nos períodos matutino, vespertino ou noturno
📋 Informações Gerais
Vencimento Básico: R$ 7.616,88. Carga Horária: 40 horas semanais. Vagas Disponíveis:
*01 vaga para a Unidade Universitária de Guarapuava.
01 vaga para a Unidade Universitária de Irati.
Regime Jurídico: Estatutário.
🎓 Requisitos Mínimos de Ingressos
Para concorrer, o candidato deve atender a uma das seguintes condições até a data da posse: Nível Superior Específico:
Ser Bacharel em Tradução e Interpretação em Libras/Português; ou Bacharel em Letras com Habilitação em Tradução e Interpretação em Libras; ou Bacharel em Letras – Libras.
Outras Graduações + Proficiência: Ser graduado em outras áreas, possuir certificado de proficiência em tradução e interpretação de Libras/Português e apresentar certificado de curso (extensão, formação continuada ou especialização) em Libras com carga horária mínima de 360 horas.
✍️ Inscrições e Taxas
Período: De 22 de abril a 14 de maio de 2026. Onde se inscrever: Exclusivamente pela internet, no site www2.unicentro.br/concursos/CP-38-2026. Taxa de Inscrição: R$ 240,00. Pagamento: Deve ser efetuado até o dia 15 de maio de 2026.
📖 Etapas do Concurso
Prova Prática (Eliminatória): Prevista para ocorrer a partir de 16 de junho de 2026.
Consiste em interpretação Libras/Português e Português/Libras.
Prova de Títulos (Classificatória): Para candidatos aprovados na prova prática, com entrega de documentos prevista de 30 de junho a 3 de julho de 2026.
Atenção: É de responsabilidade do candidato acompanhar todos os editais e atualizações na página oficial do concurso.
Edital, com todas as orientações, está disponível no Diário Oficial de hoje. Inscrições serão e 25 de maio a 29 de junho, pela internet
A Prefeitura de Campinas, por meio da Secretaria de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas, publicou no Diário Oficial (campinas.sp.gov.br/diario-oficial/) desta sexta-feira, 17 de abril, o edital de abertura do concurso para tradutor e intérprete de Libras – Português. Este é o primeiro certame com aplicação da lei que ampliou as cotas para pessoas pretas ou pardas (PPP) e incluiu quilombolas e indígenas entre os contemplados. Também há reserva de vagas para pessoas com deficiência.
O salário, para uma carga horária de 30 horas semanais, é de R$ 4.101,84, além do auxílio-alimentação/refeição de R$ 2.000,11 e o vale-transporte, que é opcional.
Os interessados poderão se inscrever de 25 de maio a 26 de junho, pelo site da Vunesp (www.vunesp.com.br). A taxa de inscrição, no valor de R$ 67,90 deve ser paga até 30 de junho, em qualquer agência bancária.
O concurso contará com duas fases: prova objetiva e prática (avaliação da proficiência em Libras).
“É sempre uma alegriaabrir um concurso público. É gente nova chegando, equipes maiores e serviço melhores”, disse a secretária de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas, Eliane Jocelaine Pereira.
Ainda segundo ela, um dos principais investimentos feitos nos últimos anos é na contratação de servidores. “Só este ano, são quase 300 novos profissionais das mais diferentes áreas. Em 2025, foram mais de 1500 admitidos”, comentou.
Outro fato comemorado pela gestora é que, para este concurso, quilombolas e indígenas também poderão ser beneficiados. “Este é o primeiro concurso em que vamos adotar a nova lei de cotas, que ampliou a reserva de vagas para pessoas pretas ou pardas e incluiu quilombolas e indígenas entre os contemplados. É um marco para a cidade”, completou.
Inicialmente, das cinco vagas abertas, quatro são para a LAC (Lista de Ampla Concorrência) e uma para PPP (Pessoas Pretas ou Pardas). Como o concurso terá validade de 2 anos a partir da homologação prevista para maio de 2027 – e ainda pode ser prorrogado por igual período, todas as vagas autorizadas serão consideradas para o cálculo das reservas de vagas, incluindo as destinadas às cotas.
No último concurso para intérprete de Libras – Português todos os 23 aprovados foram convocados.
Outras mudanças
Para o novo concurso, outras medidas também foram adotadas, entre elas:
Isenção da taxa de inscrição: além dos candidatos com cadastro no Redome (Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea), os que pertencem a famílias inscritas no cadastro único também serão isentos.
Candidatas lactantes: as candidatas que estejam amamentando terão até 60 minutos a mais para realizar a prova. Na lei anterior, elas tinham o direito de sair da sala para amamentar, mas não havia ampliação de tempo de prova.
Serviço
Concurso Público para intérprete de Libras – Português
Salvador recebe, no próximo dia 24 de abril, um seminário gratuito voltado à Língua Brasileira de Sinais (Libras) e à inclusão de pessoas surdas. O evento acontece das 13h30 às 16h, no auditório da Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), no bairro do Comércio.
A iniciativa é promovida pela prefeitura, por meio da Diretoria de Políticas Públicas para Pessoa com Deficiência, e é aberta a servidores públicos e à população em geral. A participação será por ordem de chegada, conforme a capacidade do espaço.
A programação integra as ações do Dia Nacional da Libras, celebrado em 24 de abril, data que marca a sanção da Lei nº 10.436/2002, que reconheceu a Libras como meio legal de comunicação e expressão no Brasil.
O seminário tem como objetivo ampliar o conhecimento sobre a língua, além de divulgar informações sobre a legislação e os direitos das pessoas surdas, como parte de políticas públicas voltadas à acessibilidade e inclusão.
Segundo a diretora Daiane Pina, a proposta também busca aproximar o poder público da sociedade civil. “A diretoria busca articular a sociedade civil e o poder público, sendo essa uma das formas. Este seminário é importante para que a população compreenda o papel fundamental da Libras como língua”, afirmou.
Capacitação é promovida pelo Programa Ecoedu e conta com apoio da Prefeitura de Limeira
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), campus Limeira, está com vagas abertas para o Curso Básico Intensivo de Libras (Língua Brasileira de Sinais), com início previsto para maio. As inscrições estão em fase final.
Voltado a iniciantes, o curso oferece uma abordagem prática, objetiva e acessível, abordando os fundamentos da comunicação em Libras ao longo de um mês, possibilitando os primeiros passos na interação com pessoas surdas.
As aulas serão presenciais na Rua Paschoal Marmo, 1888, Jardim Nova Itália, em Limeira, no Laboratório do Programa Ecoedu Ambiental – FT/UNICAMP.
A certificação será concedida aos participantes com frequência mínima de 75%, participação nas atividades e desempenho satisfatório.
Para se inscrever, é solicitada uma contribuição simbólica de R$ 20,00, não reembolsável. O valor será destinado aos projetos do Programa Ecoedu, incluindo ações com crianças surdas e com Síndrome de Down.
A iniciativa é da Faculdade de Tecnologia da Unicamp, por meio do Programa Ecoedu Ambiental, com apoio da Prefeitura de Limeira, reforçando o compromisso com a inclusão e a acessibilidade por meio da Libras.
Nos dias 9 e 10 de abril, foi realizada a 1ª edição do Festival Tatu, evento artístico-cultural voltado à comunidade surda e à comunidade acadêmica local, que teve como objetivo valorizar a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e a cultura surda.
A iniciativa é um projeto de extensão da Universidade Federal do Ceará (UFC), coordenado pelos professores Kátia Lucy Pinheiro e Daniel Almeida, do curso de Licenciatura em Letras-Libras, e pela professora e intérprete de Libras Renata Freires. Com uma proposta de acessibilidade plena, todas as atividades do evento contaram com tradução e interpretação entre Libras e português.
O nome do festival reflete uma realidade vivenciada pela comunidade surda. Segundo a professora Kátia Lucy, a escolha de “Tatu” faz referência ao fato de que muitos talentos surdos permanecem “escondidos” ou “invisibilizados” pela sociedade, como se estivessem em tocas.
A proposta do evento é ampliar a visibilidade desses profissionais e evidenciar que a comunidade surda ocupa espaços de produção intelectual e artística. “O nome Tatu é porque os surdos são escondidos; ninguém os vê. Tem cinco atores surdos profissionais aqui no festival e muita gente não os conhece. Então, a ideia é trazer essas pessoas”, ressalta.
PROGRAMAÇÃO DIVERSIFICADA – Durante os dois dias de programação, o Festival Tatu reuniu atividades que integraram arte e educação em diferentes espaços da UFC, no bairro Benfica. A agenda incluiu apresentações culturais, oficinas e exposições.
Entre os destaques, estiveram a apresentação literária “Dois mundos, uma família” e a encenação da peça de teatro surdo “Casa de tatus”, realizadas no Teatro Universitário e marcadas pela proposta de acessibilidade e protagonismo de artistas surdos.
A programação também contou com a “Exposição Tatu”, sediada no Bloco Ernando Pinheiro, que promoveu um resgate histórico das escolas de surdos a partir de relatos de surdos. No campo formativo, foram realizadas oficinas de Visual Vernacular, com Cristiano Monteiro, e de Narrativa Visual, com Daniel Almeida, abordando recursos visuais e corporais na construção de narrativas em Libras.
No período noturno, o festival apresentou atividades voltadas à expressão artística em Libras. Na quinta-feira (9), o destaque foi o Slam de Tatus, competição de poesia performática. Já na sexta-feira (10), o encerramento contou com o Show de Tatus e apresentações de Visual Vernacular.
O evento contou ainda com a participação de professores e estudantes de escolas de Fortaleza, entre elas o Instituto Cearense de Educação de Surdos (ICES). A professora Germana Maria de Araújo Lima, que leciona Libras no Instituto, destacou a importância pedagógica do evento. “É muito importante conhecer a comunidade e as características da cultura surda”, afirma.
Para o aluno do 2º ano do ensino médio do ICES, João Lucas Vasconcelos, o festival representou um momento de identificação: “É muito legal assistir a contação de histórias sobre a vida e a família de pessoas que são iguais a mim. É muito semelhante com a minha vivência”. O jovem revelou ainda o desejo de ingressar, no futuro, como aluno da UFC.
Já Pedro Ribeiro, aluno do oitavo semestre de Letras-Libras e voluntário do evento, avalia que a iniciativa contribui para ampliar a acessibilidade em espaços culturais. “A acessibilidade ainda é um desafio em muitos eventos. Neste festival, o protagonismo é da comunidade surda, com atores e palestrantes surdos à frente das atividades”, ressalta.
Após a primeira edição, os organizadores já planejam a continuidade do projeto. A expectativa é que o Festival Tatu se torne um evento anual e que, nos próximos anos, possa ser expandido para outros estados do Brasil, ampliando o alcance do protagonismo surdo em todo o país.
Mais informações podem ser acessadas no perfil oficial do evento no Instagram: @festival_tatu.
Interessados em aprender a Língua Brasileira de Sinais podem se inscrever para o cursogratuito; são oferecidas 1.500 vagas
A Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, por meio da Escola da Inclusão, abre nesta quarta-feira (15) as inscrições para 1.500 vagas da nova edição do curso de Introdução à Libras.
O conteúdo desenvolvido em parceria com a Universidade Virtual do Estado de São Paulo (UNIVESP) é gratuito, contempla 20 horas de aulas gravadas por professores surdos, que podem ser assistidas na plataforma AVA de acordo com a disponibilidade dos alunos, e proporcionam um primeiro contato com a Língua Brasileira de Sinais.
Apesar do alto número de vagas, elas devem ser rapidamente preenchidas pela grande procura por esse curso, ministrado desde julho de 2024. Aprender a se comunicar com pessoas surdas é uma atitude importante para quem acredita na inclusão de pessoas com deficiência e age como aliado da causa.
Serviço
Nome do curso: Introdução à Libras Carga horária: 20 horas Formato: EAD Assíncrono (aulas na plataforma AVA da UNIVESP) Data das inscrições: a partir de 15/04, às 10h. Vagas: 1500
Há emissão de certificado
Sobre a Escola da Inclusão
A escola surgiu com a missão de promover a inclusão social por meio da educação, da capacitação e da difusão de conhecimento acessível. Ao longo de seu primeiro ano de funcionamento, se consolidou como um importante instrumento de transformação social, impactando diretamente mais de 35 mil pessoas em todo o estado de São Paulo. Com foco na formação de profissionais, no fortalecimento de políticas públicas e na sensibilização da sociedade, a Escola tem ampliado o acesso à informação e contribuído para a redução de barreiras enfrentadas pelas pessoas com deficiência.
Fachadas da entrada dos campi da uepb em Campina Grande, central de aulas e reitoria.
A Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)abriu inscrições para um novo Processo Seletivo Simplificado destinado à contratação de tradutor e intérprete de Libras. A vaga é voltada para o Centro de Ciências Exatas e Sociais Aplicadas (CCEA), Câmpus VII, localizado no município de Patos, com atuação no curso de Bacharelado em Ciência da Computação.
O(A) profissional selecionado(a) cumprirá uma jornada de 30 horas semanais, com remuneração de R$ 3.566,25. As atividades serão desempenhadas prioritariamente de forma presencial no Câmpus, podendo ocorrer também em formato remoto ou híbrido, conforme as demandas institucionais.
Podem concorrer candidatos com diploma de nível superior nas seguintes áreas:
• Bacharelado em Tradução e Interpretação em Libras/Língua Portuguesa;
• Letras com habilitação em Tradução e Interpretação em Libras;
• Letras – Libras.
Também serão aceitos candidatos com graduação em outras áreas, desde que comprovem formação complementar na área (mínimo de 360 horas) e apresentem certificado de proficiência em tradução e interpretação de Libras.
As inscrições estarão abertas de 15 a 20 de abril, até as 18h do último dia. O procedimento deve ser realizado exclusivamente por e-mail, por meio do envio da documentação exigida para: assessoriaadministrativaccea@setor.uepb.edu.br
Entre os documentos solicitados estão:
• Requerimento de inscrição;
• Cópias de RG e CPF;
• Comprovante de quitação eleitoral;
• Certificado de serviço militar (para candidatos do sexo masculino);
• Currículo (Lattes ou Vitae) com documentação comprobatória.
O processo seletivo será composto por duas fases: prova prática em Libras (eliminatória), prevista para o dia24 de abril, com interpretação de texto para a Língua Brasileira de Sinais, prova de títulos (classificatória), com análise da formação acadêmica e experiência profissional. O resultado final está previsto para ser divulgado no dia 4 de maio. O processo seletivo terá validade de dois anos, a contar da homologação. Mais informações e o edital completo podem ser consultados neste LINK.
A Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria Municipal de Gestão e Inovação (Semgi), tornou pública a retificação do Aviso de Credenciamento nº 004/2026 (Processo nº 08826/2026). O objetivo da seleção é o credenciamento de profissionais e empresas para a prestação de serviços de interpretação simultânea em Língua Brasileira de Sinais (Libras).
O serviço atenderá às demandas da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, assegurando a acessibilidade e a inclusão nos atendimentos e atividades realizadas pela pasta no município.
O período para o recebimento da documentação dos interessados ocorre de 13 de abril a 22 de dezembro de 2026, seguindo as normas estabelecidas no edital.
O edital está disponível no site oficial www.pmvc.ba.gov.br, acessando o menu “Processos licitatórios” ou, presencialmente, na Central Estratégica de Compras Públicas, situada na Rua João Pessoa, nº 253, Centro.
Para mais detalhes sobre o processo, a Central de Compras disponibiliza atendimento através do telefone (77) 3229-3326 ou do e-mail: gercompras.semgi@pmvc.ba.gov.br
Seleção amplia e consolida a formação acadêmica no campo de Estudos Literários
A Universidade Federal da Paraíba (UFPB), por meio do Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL), lançou um novo edital para seleção de candidatos aos cursos de mestrado e doutorado em Letras. O processo seletivo contempla diferentes áreas de estudo e inclui também a possibilidade de formação na área de Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Ao todo, estão sendo ofertadas 26 vagas, sendo 16 destinadas à ampla concorrência, além de vagas reservadas conforme as políticas de ações afirmativas da instituição.
As inscrições estarão abertas no período de 15 de abril até 20 de abril, às 23h59, e deverão ser realizadas conforme as orientações disponíveis no edital, através do Sigaa. Para efetuar a inscrição no processo seletivo, o/a candidato/a deverá anexar toda a documentação exigida no item 5.1 do edital.
De acordo com as regras estabelecidas, poderão participar do processo seletivo candidatos que possuam diploma de graduação em Letras ou em áreas afins, desde que o curso seja reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). A exigência busca assegurar a compatibilidade da formação acadêmica dos inscritos com as linhas de pesquisa ofertadas pelo programa.
A seleção para o mestrado e o doutorado inclui etapas avaliativas específicas, como análise de projeto de pesquisa, avaliação curricular e, quando previsto em edital, comprovação de proficiência em línguas.
A oferta com opção em Libras reforça o compromisso institucional com a inclusão e a formação de profissionais qualificados para atuar em contextos educacionais acessíveis, ampliando o alcance social da pós-graduação.
Os interessados devem consultar o edital completo nos canais oficiais da UFPB, onde estão detalhados os prazos, a documentação exigida e todas as etapas do processo seletivo.
Com o olhar voltado para a inclusão e o cuidado com todos os cidadãos, o 6º Batalhão de Bombeiros Militar (6º BBM) com sede em Porto Seguro, realizou nesta quarta-feira (8), um curso de primeiros socorros voltado exclusivamente para pessoas surdas. A iniciativa que aconteceu em Porto Seguro, reforça a sensibilidade da corporação em ampliar o acesso à informação e aos serviços de emergência. A capacitação foi ministrada com o apoio da Língua Brasileira de Sinais (Libras), garantindo que o conteúdo pudesse ser plenamente compreendido pelos participantes.
Durante o curso, foram abordados temas essenciais do atendimento pré-hospitalar, como desmaios, hemorragias, desengasgos, crises convulsivas, queimaduras e paradas cardiorrespiratórias. Mais do que ensinar técnicas, a ação buscou empoderar a comunidade surda, mostrando que o conhecimento em primeiros socorros pode salvar vidas e transformar qualquer cidadão em um agente de proteção dentro de sua própria realidade. A iniciativa também evidenciou o compromisso do CBMBA em tornar o atendimento às ocorrências cada vez mais acessível, humano e eficiente.
Para o tenente BM Ney Santana, a ação representa um avanço importante na forma como a corporação se relaciona com a sociedade. “Nosso objetivo é garantir que todas as pessoas tenham acesso à informação que pode salvar vidas. Quando capacitamos a comunidade surda, estamos promovendo inclusão, autonomia e fortalecendo a rede de apoio em situações de emergência. O atendimento começa muito antes da chegada da viatura, começa com o cidadão preparado”, concluiu.
Comunicação por língua de sinais garante acolhimento e facilita o acesso aos direitos previdenciários
Surdo desde os seis meses de idade, o servidor Darlan Silva de Oliveira é o rosto da inclusão no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Rio de Janeiro. Como gerente da Agência CIAD (Centro Integrado de Atenção às Pessoas com Deficiência), Darlan utiliza a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para atender segurados, eliminando barreiras de comunicação e garantindo que o acesso à informação previdenciária seja pleno e sem intermediários.
Essa modalidade de atendimento garante dignidade a centenas de segurados com deficiência auditiva e ganha destaque em abril, mês dedicado à conscientização sobre a Libras. Para Darlan, o atendimento direto em sinais é um marco na garantia de direitos. “A iniciativa contribui para o acesso à informação e promove a inclusão real, facilitando a resolução das demandas de quem busca a Previdência”, afirma o gestor.
A diferença no acolhimento é sentida na prática por segurados como Joelma Diniz. Também surda, ela destaca a satisfação de ser compreendida por um profissional que compartilha de sua condição. “Não preciso me esforçar para ser atendida. O espaço já está preparado para me acolher com respeito, com profissionais que sabem se comunicar comigo”, relata Joelma.
Onde encontrar o serviço
A unidade especializada funciona na Avenida Presidente Vargas, no Centro da capital fluminense. Além do Rio de Janeiro, o INSS mantém servidores capacitados em Libras em outras oito agências distribuídas por São Paulo, Mato Grosso do Sul, Piauí, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Distrito Federal, como parte do projeto-piloto Central de Atendimento em Libras (CAL).
Para ampliar o alcance, o INSS também disponibiliza a videochamada em Libras. O serviço permite que o cidadão de qualquer lugar do país esclareça dúvidas sem sair de casa. O agendamento deve ser feito pelo aplicativo ou site Meu INSS.
Saiba mais sobre o atendimento em Libras do INSS aqui.