Em depoimento, uma mãe relata como a situação a deixa chateada e se questiona se a deficiência auditiva seria o motivo por trás da exclusão

As festas de aniversário são momentos importantes para as crianças. Nessas ocasiões, elas se relacionam, brincam e fortalecem a amizade em um ambiente mais livre, fora da escola. Quando somente um aluno, de uma turma inteira, não recebe o convite, os pais ficam tão ou até mais chateados do que o filho. É o caso de uma mãe, que não se identificou, mas usou o fórum britânico Mumsnet para compartilhar seu sentimento de tristeza ao saber que a filha dela, de 2 anos e meio, é a única de sua sala, na creche, a não ser chamada para as festas dos colegas.

“Ela vai para o berçário desde os 9 meses e tem alguns amigos lá, com quem se dá muito bem no dia a dia”, conta. A mãe explica que a filha faz aniversário em dezembro, período de férias, e, além disso, as restrições por conta da covid-19, só permitiam celebrações bem pequenas, nas duas festas da pequena. “Recentemente, soube que três crianças fizeram festas de aniversário e convidaram o resto da turma, mas não a minha filha. Isso me chateia um pouco por ela, mas, mais do que isso, fico me perguntando por que ela não foi incluída? Ela é absolutamente adorável, se dá bem com todo mundo, é gentil e muito brilhante”, relata.

“Minha bebê é surda e usa aparelhos auditivos duplos. Então, às vezes, sofre um pouco com a comunicação. Não estou dizendo que esse é o motivo”, aponta. “Será que devo mencionar isso a algum dos pais ou apenas manter minha boca fechada? O que você faria nesta situação?”, questiona, pedindo opiniões de outros pais e mães.

Nos comentários, uma das pessoas fez a seguinte sugestão: “Sinto muito, isso deve ser perturbador. Em vez de abordar os pais, você poderia perguntar à equipe da escola se eles notaram algum problema na forma como seu filho interage. Explique por que você está preocupada”.

“Parece muito estranho deixarem só uma criança excluída. A maioria das creches que conheço tem uma política de que as famílias não podem deixar de fora apenas um aluno. Eu falaria com o professor e veria se tem algo diferente nas interações dela. Infelizmente, pode ser que os pais simplesmente não achavam que poderiam lidar com isso”, afirmou outro internauta.

Um terceiro disse que talvez o problema seja algo mais simples, como, por algum motivo, a mãe não estar em uma lista de contatos. “Com 2 anos e meio, sua filha estará em uma sala com crianças que fazem horários e dias diferentes dele e, portanto, a única maneira de os pais saberem quem convidar seria usando uma lista. Há chances de eles nem saberem que sua filha tem aparelhos auditivos, então, eu não tiraria essa conclusão”, comentou.

E você? O que faria nessa situação?

Fonte: Crescer

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